Monday, 31 March 2014

A grande revelação

A grande revelação
Série Bridgerton - Volume IV
Julia Quinn
Edições ASA
376 páginas


A grande revelação chegou às livrarias portuguesas e consolidou a autora Julia Quinn para aqueles mais cépticos em relação às suas obras. Se o primeiro não me aqueceu, nem arrefeceu e o terceiro fez com que ficasse curiosa o suficiente para prosseguir a leitura de mais um volume, A grande revelação, muito por culpa da sua protagonista adorável, fez-me ficar ansiosa pelo próximo volume (que segundo a ASA vai chegar bem rápido).


Mas quais os ingredientes que fizeram com que o quatro volume da série Bridgerton fosse tão bom?
Tem mistério? Tem!
Tem cenas adoráveis e de humor? Tem!
Tem cenas que fazem o leitor corar? Tem!
Tem cenas que criam lágrimas nos olhos do leitor? Sim!

Passatempo Divergente: bilhetes de cinema pela Porto Editora

Retirado do post do Facebook:

Fãs da saga "Divergente", de Veronica Roth, querem ir à estreia do filme pelo qual tanto ansiaram? A Porto Editora tem para oferecer 3 convites duplos para Lisboa (2/4, 21:30, Colombo) e 3 convites duplos para o Porto (2/4, 21:30, Arrábida Shopping). Só têm de escrever uma frase criativa sobre a saga "Divergente", indicando, no final do comentário, "Lisboa" ou "Porto". Ganham os autores cujas frases (3 relativas a Lisboa e 3 concernentes ao Porto) tiverem mais "gostos" até às 18:00 de 31 de março. Toca a participar!

Link: https://www.facebook.com/PortoEditora/posts/10201339048070513

 

http://www.youtube.com/watch?v=sutgWjz10sM

Monster Read-a-Thon! March 31-April 6th!

I have been following some international blogs and while we have a Goodreads Marathon group for Portuguese readers, I realised that I was in dire need of a book marathon! That was when I read The book monsters posts and decided to sign up ^^

Books for this week:

[gallery ids="2012,2013,2014,2015,2016,2017" orderby="rand"]

I might add a few Harlequin books in the future :) Also don't forget that April is Camp NaNoWriMo month!

Tuesday, 25 March 2014

As Histórias de Terror da Entrada do Túnel

As Histórias de Terror da Entrada do Túnel 
Chris Priestley
Edição: 2013
Páginas: 208
Editora: Arte Plural Edições


As Histórias de Terror da Entrada do Túnel é a prova que a literatura portuguesa infanto-juvenil ainda está a milhas de distância da literatura anglo-saxónica.


Nomeado para um Edgar Allan Poe para melhor novela YA, Chris Priestley perpetua autores como Neil Gaiman e Tim Burton. Pejado de simbolismo e um hino ao conto, As histórias de terror não são feitas para assustar crianças, mas sim adultos. Com um imaginário sem limites para a maldade e uma excelente componente visual (graças às ilustrações de David Roberts), o leitor acompanha pequenas histórias narradas pela morte sobre ambições desmedidas, curiosidade e imprudência, o ciúme e o ressentimento, Priestley consegue através da sua escrita sofisticada claramente vitoriana agradar a adultos e crianças.


Com um dos melhores inícios: “It was the first railway journey I had ever made alone.”, o comboio torna-se numa espécie de limbo onde todos os passageiros dormem e a personagem encontra-se sozinha com a senhora de branco que se entretém a contar histórias de terror (visto que são as únicas que sabe, muito provavelmente porque as presenciou) antes de atingir o clímax do livro. Durante a viagem não se compreende se o objectivo da senhora é entreter Robert ou dar-lhe uma oportunidade para ele mudar. Ao mesmo tempo que aterroriza, as histórias servem para ele reflectir o final das personagens. Robert pensa e arrepia-se, chegando ao ponto onde as histórias chegam sem ele as querer ouvir, mas seduzido pela aparência da mulher, não tem coragem de negar.


A senhora de branco encorpora a estética macabra vitoriana, onde a morte atrai e repele ao mesmo tempo. Se ela, numa primeira visão é linda e educada, aos poucos vamo-nos apercebendo que ela é muito mais macabra do que parece:




'I detest flies,’ she said. ‘You would think that I’d have become used to them by now, but I never have.'



Plácida, Priestley consegue através da sua escrita maravilhosa captar a essência e personalidade da Morte, que nos aterroriza mas maravilha ao mesmo tempo.

O mais curioso é que esta história poderia ser a de Robert. Através das histórias contadas pela mulher e pela moral que Robert tira delas, ele apercebe-se do seu destino caso continue a ser um "little brat" para a sua madrasta que o adora. A personagem tem assim espaço para poder evoluir e tirar das histórias uma lição em cada uma.


No fim, as pontas soltas atam-se para os mais jovens e os adultos sorriem lerem um livro intemporal devido aos seus temas e personalidade das personagens.




Robert está entusiasmado: pela primeira vez, vai viajar sozinho de comboio! Está a caminho de um novo colégio e vai finalmente deixar para trás o tédio das férias, passadas em casa com a sua irritante madrasta. De início, a viagem ameaça ser bastante aborrecida, sobretudo quando o comboio fica parado, durante horas, à entrada de um túnel profundo e escuro. Mas, felizmente, Edward (I think it's Robert here) conta com a companhia de uma mulher, esguia e elegante, totalmente vestida de branco, que o vai entretendo com histórias? histórias cada vez mais arrepiantes e perturbadoras. À medida que o tempo vai passando, o comboio continua misteriosamente parado?


Saturday, 22 March 2014

Anjos Negros - Ligação

Ligação
Anjos Negros #1
Soraia Pereira
186 páginas
E-book


*Ruiva inspira e expira* Ora vamos lá...
Em primeiro lugar quero dizer que li este livro com muitas coisas na consciência: que a Soraia publicou o livro da forma mais inocente e desinformada; que este livro não teve um editor nem um revisor e que foi o seu primeiro livro.
Dito isto, o veredicto final é de: déjà-vu.


Senti-me a ler o primeiro livro da Irmandade da Adaga Negra (*chuckles*) desde o início até ao fim, devido à plot ser quase copy/paste. Mas esse detalhe à parte, vamos por partes e ver o que é preciso desenvolver:


Personagens:
Este campo foi o que achei mais berrante. Jessica é uma inutil. Ponto. Não tem nenhuma utilidade para além de andar sempre a esvair-se em sangue. Lá tem umas falas engraçadas para o leitor não a querer esvrentar, mas de sumo não tem nada. Zero. É uma Bella sem os dramas. A autora podia ter pegado no passado dela como orfã e ter desenvolvido os sentimentos dela, de solidão, de abandono. Basicamente, ela só serve para estar lá e fazer a plot avançar... Atençao eu não quero uma personagem a matar toda a gente, simplesmente uma que faça mais do que simplesmente estar às portas da morte.
Leonardo é doido. Ponto. Comporta-se como um adolescente com as hormonas aos saltos quando a vê (God knows why... Ok sabemos depois e a desculpa é tão... Cliché que eu só dizia: oh mulher, o que fostes fazer!) Tem ataques de raiva e a nível de Anjo Negro, não é nada demais. Basicamente uma típica personagem masculina cliché paranormal.
Uma personagem que adorei? A’larick! Finalmente alguém normal, ou vá psicopata. Gostava tanto que a Soraia escrevesse um livro sobre ele, onde não o metesse como “bom” ou a “cair por uma mulher”.


Plot/história:
A plot começa bem mas depois não tem meio. É um livro com princípio e fim, onde foi parar o meio? Não há. O meio é um emaranhado de situações desconexas que se arrastam até ao climax onde no final (quase 50 paginas do fim) volta-se à acção. Até lá o meio consiste na Jessica a esvair-se em sangue, o Leonardo e a ir salvá-la, ela a fugir e ele a ir salvá-la outra vez (a sério quantos litros de sangue é que a mulher tem?) Eu sei que meios são muito complicados (eu ainda há pouco lutava contra eles, mas depois de ler uns livros entendi a dinâmica). Os inícios têm sempre um bom fôlego porque é um livro novo e o final, bem todos queremos arranjar um final para a nossa história... Agora o meio? Para os autores é sempre a parte complicada e a que merece mais trabalho. Havia muita coisa a acontecer no final que devia de ter sido puxada para cima, de forma a não estagnar.
De resto é bastante similar ao primeiro livro da Ward da Adaga Negra.


Setting & World build:
Esta foi a parte na qual fiquei muito desiludida. Basicamente a história passa-se em casa do Leonardo por isso porquê Nova Iorque se 95% da acção é em casa e isso muito sinceramente não importa. Faltou mais urbano, mais sítios, mais descriçoes.
O World build aparece todo no fim aos pontapés em forma de tell por parte das personagens, o que embora não sendo a situação ideal, até fecho os olhos porque worldbuild pode sempre ser melhorado à medida que se vai avançando e ir acrescentando novas coisas, DESDE que o autor tenha tudo planeado. Por isso, fico à espera que os Anjos Negros evoluam para algo original e novo.


Escrita:
Precisa de ser bastante afinada. Não falo de erros (à medida que ia lendo anotava), mas há tiques de fala que soam “outdated”, como por exemplo o uso e abuso da palavra “meu” (que queres, meu? Meu, está tudo bem?) e “tá”. Outro detalhe é o product placement excessivo e chato: o Leonardo vestia Armani, tinha um carro Xpto-racer, cheirava a não sei quê... A sério? A miuda é uma orfã que tem um apartamento minusculo e o narrador mete-se a dizer as marcas das roupas? A menos que as companhias paguem ao autor, por favor não façam product placement. Beber uma Coca-cola, fumar um Malboro até entendo, mas vestir uma saia H&M ou andar numa vespa modelo XYZ... E descrever o quarto todo ao pormenor demorando por vezes parágrafos inteiros com decoração, se o pessoal achou os Maias seca, também vai achar aqui.


Em suma, Ligação é um primeiro manuscrito que precisa de muito trabalho, mas que com tempo e revisões ia ao sítio. Temos de nos lembrar que o mercado português precisa muitas vezes de algo “novo” para se sentir revigorado. Acho que a Soraia ainda vai a tempo de mudar muita coisa e inovar em vários aspectos (tanto nas personagens ou no setting). É importante que os autores não se deixem influenciar demasiado pelo que está publicado e aproveitem esses livros para melhorar e não apenas seguirem (e isto aplica-se a TODOS os autores). Irei ler o segundo com esperanças que alguns destes aspectos tenham melhorado (e se a Soraia algum dia tiver pachorra para rever este primeiro com olhos de lince, estarei aqui para ajudar).

Thursday, 20 March 2014

What should I read next?

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Goodreads re-read of The Assassin's Curse and The Pirate's Wish



Join us to re-read - or discover for the first time - The Assassin's Curse AND The Pirate's Wish!

To celebrate the forthcoming release of The Wizard's Promise (May 2014), by the Philip K. Dick nominated Cassandra Rose Clarke, we are re-reading these wonderful books. We want to hear all about your favourite characters, memorable moments, most-loved quotes; from anything you missed the first time around to your favourite passages, join in and share your thoughts.


Cassandra will be present throughout the re-read, leading discussion and will also be running a Q&A at the end, so we encourage you all to participate and use this time to chat with one of your favourite authors!


Link: https://www.goodreads.com/group/show/130385-the-assassin-s-curse-re-read

Angry Robot is also running two worldwide giveaways for 10 copies of EACH book, which will end on 27 March and *should* allow the lucky winners to receive their copies in time for the re-read!


The Assassin's curse: https://www.goodreads.com/giveaway/show/84967-the-assassin-s-curse
The Pirate's wish: https://www.goodreads.com/giveaway/show/84966-the-pirate-s-wish

Sunday, 16 March 2014

O oceano no fim do caminho

O Oceano no fim do caminho
Neil Gaiman
Tradução: Rita Graña
Páginas: 184
Coleção: Via Láctea Nº 113
P.V.P.: 13,90€
ISBN: 978-972-23-5199-7

[caption id="attachment_1810" align="aligncenter" width="265"]http://www.presenca.pt/ http://www.presenca.pt/[/caption]

Há algo que tenho a certeza quando termino de ler as narrativas de Gaiman: quero que os meus filhos cresçam a ler os livros dele. Gaiman está para os livros como a Pixar está para os filmes, consegue ao mesmo tempo encantar crianças e adultos. O oceano no fim do caminho representa os dois lados de um ser humano: o infantil, onde a imaginação é uma arma poderosa para sobreviver à infância e o adulto, que sente uma nostalgia dos seus tempos de infância e quer voltar a sentir a inocência.


O oceano no fim do caminho consegue capturar o pior do nosso mundo imaginário infantil: os monstros, com o pior do mundo adulto: a angústia, o sacrifício por aquele que mais amamos e a perda, dando no fim uma sensação de falsa esperança. Recuperamos temas já característicos da obra de Gaiman como a identidade e a morte.

No Oceano, a personagem principal não possui nome. Essa ausência de uma marca de identidade forte, já tinha aparecido na “Estranha vida de Nobody Owens”, onde, como o nome indica, o rapaz era um “nobody”. No entanto somado a esse “ninguém” havia um apelido. No Oceano não. De certa forma, esta ausência de identidade que marca o protagonista contribui para uma sensação de que ele é mais do que uma personagem, é um símbolo, que encerra em si todo o espírito do que fomos uma vez na nossa infância. E tal como na infância fantasia e realidade estão diluídas, Gaiman aproveita essa distorção para criar uma história simples mas ao mesmo tempo complexa. Aliado a essa complexidade, surge Lettie, que é uma sidekick poderosa, uma espécie de amiga imaginária para os mais pessimistas (ou realistas) e talvez para os mais optimistas a amiga que sempre quisemos ter. Lettie vem de uma família poderosa e antiga que protege o nosso mundo dos monstros. A família Hempstock aufere uma aura de sabedoria e calma, assegurando que o protagonista não está a enlouquecer quando vê os monstros, por exemplo quando Urusula (uma suposta pulga) aparece e tenta seduzir o pai. Ursula detesta o protagonista porque ele consegue ver quem ela é, mas na verdade ela não é um monstro, mas sim provavelmente uma mulher que apenas está a ter um affair com o pai e, por isso, torna-se num monstro na cabeça da personagem.

Mais do que Lettie e o rapaz, o Oceano é ele próprio uma personagem presente. Situado no fim de um caminho, o Oceano representa a ponte entre os dois mundos (dos vivos e dos monstros), mas simultaneamente é uma espécie de limbo. O “lane” (traduzido para português e brasileiro como “caminho”) representa a “lane” da vida. Não é por acaso que o homem se suicida no fim do caminho e sempre que a protagonista perde alguém importante, regressa a casa das Hempstock e ao fim desse caminho. Neste lugar, o tempo é uma mistura de memórias mal misturadas, onde o protagonista regressa para reviver os bons momentos da sua infância (mesmo que seja imaginária) e fugir da sua vida aborrecida e banal.

O fim do caminho não tem qualquer utilidade para os adultos a não ser alimentar-se de memórias e o oceano de vidas. Lettie marca o protagonista numa espécie de ritual de passagem de criança inocente e feliz a alguém que começa a conviver com a perda. Mesmo sabendo que Lettie não está em casa, o protagonista volta sempre para poder voltar a ser feliz e inocente, tendo possivelmente, a consciência que isso nunca será possível, mas mantendo a esperança. Se toda a história que ele nos conta é verdadeira, isso nunca iremos saber.
Este livro é tanto um conto fantástico como um livro sobre a memória e o modo como ela nos afeta ao longo do tempo. A história é narrada por um adulto que, por ocasião de um funeral, regressa ao local onde vivera na infância, numa zona rural de Inglaterra, e revive o tempo em que era um rapazinho de sete anos. As imagens que guardara dentro de si transfiguram-se na recordação de algo que teria acontecido naquele cenário, misturando imagens felizes com os seus medos mais profundos, quando um mineiro sul-africano rouba o Mini do pai do narrador e se suicida no banco de trás.

Friday, 14 March 2014

Tidy Friday: from Poland

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Estava uma Ruiva feliz na cama a terminar de ler um livro quando se apercebe que tinha prometido que a Tidy saía hoje…. *grumble grumble* sai a Ruiva da cama e vem para o pc martelar no desgraçado.


Faz hoje sete dias que cheguei à Polónia, finalmente Portugal viu-se livre de mim, aqui vai o FAQ da minha estadia:
- Mas Ruiva vai ser para sempre?
Não, eu volto em Junho. São só por 4 meses.
- Ahhhh e fostes para aí trabalhar?
Não, vim basicamente acompanhar o meu homem nesta aventura. Ele trabalha, eu tiro férias… “férias”.
- Como está o tempo?
Esta semana tem estado bom, Domingo neva.
- Vais a Auschwitz?
Não.
- Vais aprender Polaco?
Não.
- Os polacos são simpáticos?
Sim… pelo menos sorriem, a menos que me estejam a mandar à merda em polaco e com um sorriso (twisted basterds) diria que são super fofinhos.


E o pior aconteceu hoje. HOJE! Que porra depois de uma semana eu já sabia dizer aplicador e tampão em polaco, mas os cabrões tiveram que meter o raio dos tampões em Russo!! RUSSO! Assim não vale, Polónia! Anda uma Ruiva tramada para entender o que vocês dizem e quando finalmente entendo alguma coisa (pouca), tem de vir o RUSSO! Sim porque a minha vida já não é complicada o suficiente com Polaco, com Russo fica uma bosta!


Indo agora para coisas importantes.



O estranho desaparecimento dos livros nos CTT


Esta semana tem-se dado um fenómeno estranho em Portugal de livros a desaparecerem e reaparecerem nos CTT. Embora as causas ainda estejam a ser apuradas, estima-se que a cultura literária entre carteiros aumente 140% este ano (ask Putin for explanations). A verdade é que finalmente vamos poder ter alguma coisa em comum com o carteiro quando nos entrega os livros com o envelope aberto. Exemplo 1:


Dona do livro: Então sr. Carteiro, estou há espera deste livro há 3 semanas.
Carteiro: Olhe que não é grande coisa.
Dona do livro: Oh, não me diga isso. Demorou as três semanas a lê-lo?
Carteiro: É verdade, começa bem mas depois fica lento. A história arrasta-se um bocado, mas pode ser que você goste.


Exemplo 2:
Carteiro: Ora aqui tem o livrinho. Gosto muito deste autor!
Dono do livro: Eu nunca o li, mas aproveitei uma promoção online.
Carteiro: Fez muito bem, por acaso faltava-me ler este livro e olhe aproveitei.
Dono do livro: E gostou?
Carteiro: Gostei sim sra! É muito giro, acho que vai gostar.
Dono do livro: Então valeu a espera de um mês e duas semanas! Fixe!


Se tiverem algum dia uma conversa destas com os vossos carteiros, não sejam tinhosos e partilhem com a gente!


Para quem é dos CTT e não entendeu a mensagem acima, eu explico por miúdos: ou vocês começam a ser responsáveis e a localizar as encomendas ou nós vamos-vos ao focinho! Agora era o que faltava, serem funcionários públicos e ainda meterem os nossos livros ao bolso! Até os ingleses do Bookdepository já desconfiam que algo vai podre, porque não é normal receberem tantos e-mails a dizerem que os livros não chegaram.




On the bright side


Saíram os autores seleccionados para a Antologia Por mundos divergentes:
Ana C. Nunes
Nuno Almeida
Pedro Ferreira
Ricardo Dias
Sara Farinha

Parabéns aos autores.

On the also bright side


Comecei as minhas leituras e li dois livros esta semana (a semana ainda não acabou mas whatever) e vou começar a mandar mails para as editoras e alguns autores por causa do aniversário (e ser rejeitada, weeee) do blogue. Eu nem acredito, mas já estamos a dia 1 de Março e o blogue faz anos em Abril. O tempo voa, mein Gott.
É verdade que não vamos oferecer coisas muito XPTO’s, mas aqui na Polónia é impossível eu fazer muita coisa. Vou negociar serem as editoras a enviarem os livros para não ser a Lady Entropy a sofrer e ir aos CTT (e depois vocês terem conversas super interessantes com os vossos carteiros). Se as editoras disserem não (visto que agora tudo que é blog faz aniversário), oh well espero que vocês me amem à mesma e mando-vos fotos da Polónia quando nevar.


E agora vou para cama que amanhã tenho muita review para escrever…. *grumble grumble*

Monday, 10 March 2014

Itty Bitty Hellboy: Haunted by Tiny Demons

Image

(ARC given by NetGalley)

Author: Art Balthazar and Franco
Publishing House:
Dark Horse
136 pages
Publication: 16th April 2014
Review written by Lady Entropy
Witness the awesomeness that is Hellboy! The characters that sprung from Mike Mignola’s imagination, with an AW YEAH Art Baltazar and Franco twist! This book has ALL the FUN, adventure, and AW YEAHNESS in one itty bitty package! That’s a true story right there.

Collects Itty Bitty Hellboy #1–#5. 

I loved Itty Bitty Titans, from the same artist, and that prompted me to immediately request this book. Unlike the Teen Titans, I knew Hellboy fairly well, having read a few of the GNs and having LOVED the 2nd Movie (the first was meh). And if I had loved the Titans Itty Bitty version, I was going to absolutely adore Itty Bitty Hellboy, right?


Unfortunately, not so. I suspect it's because Hellboy, for all of its smart stories and setting, just is not given to comedy. Teen Titans are superheroes and teenagers, which, on itself, is already a source of quite a lot of jokes. Plus they have a huge and colourful amount of enemies and allies. Hellboy is much more focused on serious themes and a specific set of characters. While the design of the demon with the red hand is silly, it's not enough to make solid comedy. The proof came in the fact that jokes were often one note and repeated ad nauseam (yes, we get it, Roger has no pants, and his underwear is weird and he likes to take it off at the slightest provocation). But what I felt was the biggest problem with the book was that the characters were all lacking in personality. Hell, the villains wound up having more personality than the "Goodies" group, who wound up being too "I am my shtick!" - Liz makes fire, Hellboy is very strong (and slightly dumb), Roger has no pants, etc.


The art is still adorable and cute beyond belief so if you just want to giggle at the adorableness, go right ahead and get this. I think I'll stick to Teen Titans myself.

The Art of Plants vs. Zombies: Lawn of the Dead

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(ARC given by Netgalley)

Author: Various
Publishing House:
Dark Horse
96 pages
Publication: 27th May 2014
Review written by Lady Entropy

Get the story of the mulchifying super hit Plants vs. Zombies from the zombies' point of view! The Art of Plants vs. Zombies is part zombie memoir, part celebration of zombie triumphs, and part anti-plant screed, as well as a treasure trove of rare concept art, sketches, and more covering Plants vs. Zombies, Plants vs. Zombies 2, Plants vs. Zombies Adventures, and Plants vs. Zombies Garden Warfare. It's a must-have for any fan and an insider's view of zombies with some Wall-nutty surprises and never-before-seen awesome art. Even Crazy Dave wants a copy - if only to learn more about his fun-dead foes.

The Art of Plants vs. Zombies is a sweet, small (and cheap) artbook homaging the very simple and still very addictive game Plants vs. Zombies. It's written from the zombie point of view (because, obviously, they are the pretties and most awesome and pleasedon'teatmybrains!!!) and it's full with art, bits of information, gags, and focuses mostly on rare and unpublished art for the game, which is definitely welcome.

The book has a very definite tongue-in-cheek feel to it, and it's just more than just a collage of images. Of course, the theme in itself is limited so they wouldn't be able to put out a "proper" big artbook -- so, they didn't. Instead, there is this little funny gem, shock full with discarded ideas (including a list of refused titles for the game, with "Lawn of the Dead" as my favourite, and the "Pea-Predator" plant that never got used. Sad!)

It has also a whole section on the art of Plants vs. Zombies 2, and taking in consideration the price (9.99), I can see this is not a cash grab, but rather a memento made with a lot of love for a little gem of a game (which is so goddamn cheap you should be ashamed of yourself if you haven't bought it yet! Go play it)!

Obviously, it has a limited value for people who never played the game or who don't enjoy it -- it doesn't try to be more than it is: a loving homage to a funny, silly game, and is, just like its parent product, funny and silly and definitely worth your (not a lot of) money.

Agent I1: Tristan - Sexy Superspies and the Simple Sweethearts who Seduce Them

Image

(ARC given by NetGalley)

Author: Joni Han
Publishing House:
Self-Published
244 pages
Publication: 26th December 2013
Book 1 of the D.I.R.E Agency
Review written by Lady Entropy

Raised in the art of warfare, Former Navy SEAL, Tristan Jacobs, has always been a force to reckon with. Now that D.I.R.E. has successfully implemented his scientific enhancements, he’s a walking weapon. Unstoppable, as long as he stays focused. No relationships.
When ex-BUD/S teammate, Aidan Monroe, interrupts his long-awaited sabbatical to call in a favor, Tristan reluctantly fills the simple request: take out his sister’s fiancé.
One problem: Rachel Monroe - smokin’ hot, kind-hearted, and in desperate need of a protector. After the best sex of his life, Tristan’s afraid unstoppable is just a memory. Knowing Aidan’s temper, Tristan could be, too.
I liked this book... and didn't. The romance bit was the best part, even if it tended to fall on the melodramatic at times: the characters were full rounded people, they were flawed, they were smart, and they talked. I was a bit squicked by the "Her brother will kill me if I date her" bit, because it was always something I could never relate to. I have a protective brother, and he never cared about who I dated (and me the same) as long as I was happy. I know it's supposed to be a "protective brother" thing, but it just doesn't sound -- right.But considerations aside, I liked the romance. True, there were a few "eh" moments, and a few WTFitude, but all in all, it was fun, refreshing and sweet.Unfortunately, the book cracks under its own weight when the other plot hits - you know, the plot where action elements are included, so there is a reason for this book to be a series and not just a single book about the main couple. The plot about the superhero\superspy agency Tristan is a part of.

When that starts, plot convenience moments happen left right and center, the heroine, who, until then had been sharp and smart, suddenly, becomes too stupid to live so that the plot can move forward, etc. etc. It was frustrating and slightly jarring, and groan worthy all around.

But, I will have to give you that it showed some interesting character development, especially in the figures of secondary characters of the mother of the heroine, and the villain overlord.

Just a small note, though: getting the villain to have a son called D'Artagnan is not proof of erudition. Is proof of being dumb as a brick: D'Artagnan means "Of Artagnan, since he was the COUNT of Artagnan. Yes, he was a real person, and his name was actually Charles de Castelmore. He was called "D'Artagnan" by his fellow musketeers the same way you call someone from Texas "Texas" (or even Tex). Now, I know that this is a bit of trivia, and that I was aware of it because I'm Portuguese and thus my language has a very similar word construction to French, but if you're going to go for exotic names, make sure of what you're doing, do some research -- or you'll risk ending up with an MR2 in France.

(For those who didn't get the joke, the MR2 car was a marketing disaster in France because MR2 sounds like "emerdeux" when read "french-style", which can roughly translate as "shitty")