Tuesday, 27 May 2014

Ligeiramente perverso

20839914Ligeiramente Perverso
(Bedwyn Saga #2)
Mary Balogh
368 páginas
Edições ASA
3star



DISCLAIMER: Não li nenhum dos livros anteriores a este da mesma série.


A família Bedwyn está de volta.


Neste segundo volume, Balogh traz-nos uma história de paixão e sedução através de dois protagonistas adoráveis que conseguem sem quaisquer problemas manusear uma plot que poderia ser previsível. Apesar de tudo, Balogh consegue safar-se bastante bem nos acontecimentos, tecendo uma narrativa com vários momentos de tensão, paixão, erotismo e um pouco de contos de fadas.


Judith Law é filha de um pastor, mas isso não a impede de sonhar e conseguir através de um raro talento para o teatro, fingir que é uma pessoa totalmente diferente! Afinal o homem que está à sua frente, embora não seja bonito é a sua chance de ter alguma diversão antes de uma vida de servidão. Judith toma rédeas da sua vida no pouco tempo que tem de liberdade e esse pequeno vislumbre da sua personalidade mais marota faz com que a primeira impressão que tenhamos da personagem seja excelente.
Balogh acertou em mostrar primeiro a verdadeira Judith para depois transformá-la aos olhos do leitor. A forma mais directa de entender a reclusão pela qual Judith irá passar é através do seu cabelo. Ao esconder o seu cabelo ruivo (que segundo dizem é símbolo do demónio – concordo, I serve the lord of Darkness), Judith está a ocultar a sua personalidade à frente dos familiares e a rebaixar-se por não expor o que a torna diferente e mais atraente. De certa forma, Judith é uma espécie de Cinderela. A tia e a prima tratam-na mal, a avó (a fada madrinha) é um anjo que a protege e até temos o primo que é o vilão masculino.
Mesmo assim Lord Rannulf sabe que a verdadeira Judith não é aquela que tapa a cabeça com as toucas horríveis. Sabe que ela é apaixonada e que tem um talento invulgar para representar e decorar peças de teatro. Embora Rannulf adopte o papel de príncipe encantado que parece ir sempre em busca de Judith, ele é dos poucos que a defende e que a ajuda quando ela está sozinha no mundo (não é que ela precise dele, mas de vez em quando um empurrão dá jeito).
Ligeiramente perverso mostra que as heroínas dos romances conseguem ter uma personalidade forte e que mesmo em condições duras podem dar a volta ao seu infortúnio… com uma pequena ajuda de um homem charmoso.





A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.
É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?


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