Saturday, 30 November 2013

FRRREEEEEDOOOOM!


And so, despeço-me de Novembro com 52 mil palavras escritas, muito suor, nervos, unhas roídas... mas ao menos já tenho um primeiro draft de uma parte de um livro de fantasia urbana passada em Vila Nova de Gaia! Pela primeira vez ganhei um Nanowrimo and I feel damn proud.

Tuesday, 26 November 2013

Nanowrimo dia 26: personagens feias

Pois é, meus queridos, estava eu atarefadíssima a recuperar as palavras diárias e notei uma coisa... Nos meus projectos de fantasia não tenho nenhuma personagem masculina bonita... É a vida. Uma criatura passa quase um mês a escrever, pensa-se que é original e depois pimba, nota que afinal a criatura é feia como as outras que criei! Não há direito. Descobri, de igual forma, que adoro desfigurar personagens femininas... Isto deve ser um fetiche e Freud iria adorar analisar o meu cérebro. Senão vejamos:

Máscaras de pedra:

Personagem masculina, Ricardo, é uma gárgula! Mais assustador que feio, com a cara cheia de cicatrizes, cantos da boca rasgados e fangs nos dentes. Anda sempre com um carapuço para tapar a cara. Tem partes do corpo onde não voltou a nascer pele, cicatrizes e a pele é rugosa e dura. Segundo Adelaide, ele tem um óptimo traseiro, por isso se a minha personagem diz isso, eu acredito!


A personagem feminina é uma humana, Adelaide. Embora à primeira vista ela parece-se com uma boneca de porcelanda: bonita e bem arranjada, quando Ricardo a vê de top, nota uma quantidade enorme de hematomas não sarados, cortes e cicatrizes de várias operações.

A morte sai à rua de noite:

A personagem principal masculina é um vampiro velho, cuja aparência  é muito similar à do Nosferatu. Careca, com dentes pontiagudos, olhos enormes e pele acizentada, Abel é um dos grandes aliados de Adosinda que aos poucos começa a entender a forma como ela trabalha e raciocina. Se com Ricardo há um complexo de beleza do século XXI, com Abel ele, sendo velho, foi afastado da própria sociedade vampírica por já não ser util. Como Adosinda é uma morta-viva não tendo muitos sentimentos à parte de raiva, e compaixão de vez em quando, ela entende bem como tanto ele como ela foram afastados da sociedade dos vivos, integrando-se nela aos poucos através do seu trabalho.

Ajuda-me Freud porque eu não devo estar boa da cabeça. Já não basta eu ter descrito o Abel como ele, ainda quero MUITO escrever uma série com o Nosferatu no século XXI!


A farewell to the heart:

Cathaline vive num mundo pós-apocalíptico onde tem de sobreviver todos os dias. Tendo como alcunha "the good wife", tem uma cicatriz na bochecha e sabe-se mais tarde que no passado teve de remover os ovários por causa do cancro. 

E agora vou voltar à escrita que a dor de cabeça persegue-me hoje!


Sunday, 24 November 2013

Como consumir cultura literária barata

Como consumir cultura literária barata

(um guia muito prático e simples é só preciso força de vontade)
  • Utilize a plataforma do Smashwords para descobrir novos autores portugueses em edições de autor e baratos.
A auto-publicação começa a ser uma escolha dos autores.
O Smashwords é a plataforma preferida dos portugueses que se auto-publicam. Porquê? Porque dá para colocar os e-books de forma gratuita em diversos formatos. O autor e o leitor escusa de se preocupar com a formatação. O site fá-lo automaticamente e sem problemas. O seu e-reader não lê .mobi? Pode descarregar o .epub. Não tem e-reader e quer ler o conto em pdf? Também o pode fazer. Normalmente os preços dos e-books são bastante baixos (ao contrário de alguns da LEYA que são no mínimo 10€), alguns chegam a 1,50€ - 2€. Não se enganem ao pensar que o baixo preço reflecte a qualidade. Muitos dos autores simplesmente consideram que, não sendo conhecidos, e sendo e-book não podem abusar dos preços. Muitos dos e-books tiveram editores/betas e revisores. A auto-publicação não tem de ser um processo solitário e aos poucos os autores começam a entender isso.
  • Seguir a newsletter/Facebook das editoras.
Muitas vezes as editoras fazem passatempos ou dão códigos de promoções. A Presença costuma fazer campanhãs de devolver o valor 100% em futuras compras (se gasta 20€, fica com 20€ para gastar em compras futuras). A Harlequin Portugal deu 30% de desconto a todo os fãs da pagina para comprarem e-books e a LEYA costuma fazer passatempos relâmpago.

  • Lojas com artigos em 2º mão/ Alfarrabistas
As lojas de compra em 2º mão são uma autêntica delícia. Preços bastante atractivos e muitas vezes encontra-se pechinchas. Nem sempre, claro. As lojas não são nenhumas FNACs, no entanto sempre dá para ter uma variedade de livros.
  • Seguir blogues e participar em passatempos.
Para quem é blogger isto é uma seca. Normalmente temos de seguir os blogues para podermos participar e então temos uma torrente de lançamentos no mesmo dia. É chato e ás vezes parece que são sempre as mesmas pessoas a ganhar, mas de vez em quando lá compensa o spam.
  • Trocas de livros
A Internet é uma ferramenta espectacular. Muitas vezes as pessoas recebem livros de prenda e não gostam. O que fazer? Meter em grupos no facebook e fazer trocas de livros. As editoras tiveram lucro na mesma (porque é uma troca, nada mais, ambos os livros foram comprados por alguém) e duas pessoas ficam felizes.
  • Utilizar a Amazon e ver as promoções diárias
Embora isto seja para quem leia em inglês e em e-book, a verdade é que já consegui séries inteiras a custo 0 graças às promoções da Amazon. Embora não tenho um Kindle, tenho o programa Kindle for PC e consigo tirar o drm e meter no meu e-reader! Para quem tiver Kindle... É o paraíso dos livros!

Friday, 22 November 2013

Tidy Friday: clichés


Os cincos novos clichés referentes às personagens que deve evitar no seu manuscrito: (But hey I’m not a cop!)

Personagens femininas que não sabem andar/ vão sempre contra alguém:
Este cliché começou a ganhar força graças à Bella Swan. Não sei quem foi a criatura do Demo que pensou que seria boa ideia criar personagens femininas que não sabem andar, são desastradas e por isso têm de estar sempre a cair ou “distraídas”. I mean seriously, what is wrong with you para andarem sempre aos trambolhões? Se estivessem de estiletos com 7 cm a correr uma maratona com zombies a perseguirem-vos, eu até entendia que vocês a certo ponto caíssem e sei lá partissem o nariz... Mas numa escola ou noutro sítio não minha gente.



A personagem masculina/feminina é perigosa... Porque o autor assim o diz.
Não há nada pior do que termos uma personagem “coninhas” que não faz mal a uma mosca e de um momento para o outro afirmar: Eu sou perigoso. Por isso conselho eterno de escrita, a menos que a vossa personagem seja:
- Dracula
- Nosferatu
- Jack o estripador
- Da Máfia
- Um assassino em série
Não coloquem a vossa personagem a dizer esta frase. Primeiro porque assim ela não é TÃO perigosa quanto isso. O Dracula avisou a Lucie que a ia matar? Nope! O Jack avisava as prostitutas? Nope. Se a vossa personagem avisa, then he is really NOT that badass.

A personagem feminina soltar “uma cachoeira” por entre as pernas quando vê a personagem masculina.
Ok, eu entendo hormonas e tal, atracção, mas temos mesmo de mostrar o quão desesperadas sexualmente as nossas heroínas estão? Claro que se ela ficar toda doida pelo homem é uma forma MUITO rápida de criar tensão romântica e sexual, mas ainda estou para conhecer uma mulher que veja um homem e fique “molhada”... Talvez seja o suor (and that is not sexy!)
We know it's ALL about the money

Personages femininas pobres que se apaixonam por homens milionários.
Sejamos honestos, é muito complicado colocar situações financeiras num romance e provavelmente os leitores nem ligam muito a isso. Mas têm todos de serem milionários? E todas as mulheres têm de viver em apartamentos horríveis só para eles parecerem heróis e dizerem: Você vem comigo, não vou deixar você morar nesta espelunca. - You just met her like 10 minutes ago, why the hell not? Porque é que não a ajuda a arranjar um sítio novo em vez de irem logo morar para casa do milionário. E porquê milionários? Um homem com um salário normal não é suficiente?

O maior cliché de personagens masculinas: rico, poderoso, lindo, bom na cama... Mas com um passado negro!
Metam lixívia no passado! Se construírem uma personagem ao menos que seja credível. Porque é que o homem não pode ser feio mas rico e virgem ou lindo, burro e médio na cama? Porque é que a única coisa má tem de ser o passado que só está lá mesmo para engonhar e fazer um plot twists semi-previsível? Equilíbrio! As pessoas não são perfeitas e colocar o passado como única aspecto negativo é cliché e preguiçoso. Espero bem que a nova trend literária seja homens desfigurados porque sinceramente estou farta de os ver lindos e irresistíveis. E apaixonam-se SEMPRE por gajas ou sem sal ou normais e pobrezinhas, coitadinhas... *sigh* Surpreendam o leitor com algo novo e bem pensado, algo original. Mas Ruiva, isto vende bués! Não digo que não, hey hentai também vende imenso, mas depois o vosso manuscrito é igual a todos os outros. E num mercado onde o pessoal tem de se “stand out” é melhor começarmos a mudar em alguma coisa.

E agora vou escrever que tou 3k atrasada!

Novidades Quinta Essência


Acasos do Amor
Juliette Fay
Preço: € 15.9

A recém-divorciada Dana Stellgarten sempre foi delicada — até mesmo para com os operadores de telemarketing — mas agora está a esgotar-se-lhe a paciência. O dinheiro começa a faltar, os filhos ressentem-se da partida do pai e a sua sobrinha, uma adolescente gótica, acabou de lhe aparecer à porta. Quando Dana entra no turbilhão de um romance pós-divórcio e a abelha-mestra da cidade se torna sua amiga, descobre que a tensão entre manter-se fiel a si própria e gostarem dela não acaba na fase do ensino básico... e que, por vezes, precisamos de um verdadeiro amigo para nos ajudar a acolher a maturidade com toda a sua complexidade cheia de falhas.

Autora
O primeiro romance de Juliette Fay, Protege-me, recebeu o prémio Massachusetts Book Award Book of the Year em 2009, foi selecionado para a lista de leitura do Bookmarked Club das livrarias Target, foi uma das escolhas da secção Book Pick da revista Good Housekeeping e foi escolhido para integrar a lista Indie Next List da American Booksellers Association. Juliette é licenciada pelo Boston College e tem um mestrado pela Universidade de Harvard. Vive em Massachusetts com o marido e os quatro filhos. Acasos do Amor é o seu segundo romance.
Para mais informações, visite: http://juliettefay.com/

O Primeiro Beijo - eBook
Cheryl Holt
Preço: € 0.98

Clarinda Dudley é uma curandeira e «feiticeira» que viajou sempre com o irmão mais velho, Phillip. Ao longo da vida de Clarinda, as suas principais tarefas foram manter o irmão longe de sarilhos, longe da prisão. Clarinda separou-se recentemente do irmão e está a viver na encantadora mansão rural escocesa do seu amigo capitão Tristan Odell. Aiden Bramwell é o irmão mais novo do conde de Roxbury. É um capitão experiente da marinha que - para horror da família - está envolvido no comércio. Dono de vários navios, usa-os para construir a sua própria fortuna de modo que, quando casar, possa fazê-lo como homem rico, sem ter de implorar por dinheiro ao irmão mais velho. Clarinda e Aiden vêm de mundos diferentes e têm personalidades muito diferentes, até que os seus caminhos se cruzam na véspera de Natal...

Segredos e Mentiras - eBook
Eloisa James
Preço: € 0.98

Jas Griffin, filho do duque Summerton, apaixonou-se por Linnet Chandros, uma plebeia, e o duque decide banir o filho de casa, obrigando-o a ganhar a vida. Jas vai trabalhar para uma editora, onde lhe chega às mãos um manuscrito explosivo que conta as aventuras indecorosas de um nobre, e todos os seus casos amorosos com senhoras da alta sociedade. O que terá ele de fazer para convencer o patrão a aceitar a publicação do livro e garantir assim a sua subsistência e da mulher que ama?

Wednesday, 20 November 2013

A minha saga como professora e como autora ou escritora... ou só gaja!

A minha saga como professora

Juro-vos que estou cada vez mais confusa com isto da prova! Mas hoje estou feliz, é daqueles raros dias em que saio da escola e penso: today was a good day! Porque hoje os meus alunos do 2º ano começaram a ler e a escrever frases *sings oh happy day* Estou feliz, apesar de ainda ter que lhes relembrar as regras básicas do tipo "coloquem o dedo no ar", "senta-te", noto que os miudos (pelo menos os meus) não conseguem fazer qualquer tipo de esforço cognitivo. Se é fácil, ficam chateados porque é fácil, se aumento um pouco a dificuldade já começam a chorar porque em vez de consultarem o material, preferem que eu lhes diga as respostas. Sempre fui uma professora e explicadora que gosta quando os alunos raciocinam, puxem pela cabeça. Simplesmente parece-me que os alunos (again podem ser só os meus 40 alunos) preferem ter tudo certo a copiar rápido do que puxar 5 minutos pela cabeça. O que lhes interessa é um visto e não o processo de aprendizagem.
Hoje copiaram frases com adjectivos para a próxima aula já podem escrever frases sozinhos com o material que lhes fui dando e aos poucos através do método indutivo (que sei que está um bocado ultrapassado, mas tem de ser para estas idades), mostro-lhes que eles podem descobrir coisas em inglês de forma fácil, basta eu dar textos e depois escrever no quadro frases que eles chegam à regra. E nisso está a beleza da aprendizagem, alunos do 2º ano a conseguirem atingir regras simples mas como lhes disse: se prestarem atenção, isto entra-vos na cabeça e nunca mais sai! E eles ficam atentos e calados e sentem-se bem porque de um momento para o outro fez-se luz e aos poucos o inglês passa de uma língua abstracta que ouviram em canções, para algo palpável que podem ler. 
Mas também tenho turmas que estão atrasadas, que tenho de dar matéria de 1º ano porque eles não reconhecem nada, mesmo depois de copiarem e de fazerem imensas fichas. Em vez de me ir a baixo, penso: tenho de mudar de táctica. Então em vez de lhes dar um teste como as outras turmas, vou-lhes começar a dar fichas simples de 1º ano onde eles podem escrever, copiar palavras e aos poucos e poucos muito lentamente consolidarem o 1º ano e passarem para o 2º. Isto implica que vou ter de rever toda a minha estratégia para aquela turma, mas sabem que mais? Ao menos chegarão ao 3º ano preparados com bases boas e se for eu a professora deles para o ano que vem, conseguirei dar continuidade às tácticas de aprendizagem. Claro que pode vir outro professor e achar que o inglês deve ser so com jogos e música e a parte da escrita e leitura poderá ficar esquecida, mas hey chego a casa de consciência tranquila. 

A minha saga como autora ou escritora ou lá o que eu devo ser...

Esta semana o Nano foi mais parado e voltei a ficar para trás. Tenho alguns dos key points escritos e estou a deixar as cenas mais complicadas para depois do Nano. A poll à esquerda não foi colocada por acaso. É verdade que por vezes fico um pouco farta de ser uma escritora de gaveta e por isso decidi que vou deixar alguns projectos para me poder dedicar a mim própria. Pensei que se lançasse um ebook que graça, o pessoal ia todo lá fazer o download... mas mesmo que eu lance um e-book vou contratar um revisor, vou pagar um stock para fazer a capa e vou paginar de forma fofinha e profissional. Ou seja, estou num dilema. Não sei se coloco algumas obras que vou concluir de graça para atrair leitores, estando a perder dinheiro ou se coloco os ebooks por preço simbólico (1€-2€) para pelo menos pagar a revisão profissional e as capas. Afinal, em conversa com a autora Carla M. Soares do Monsters Blue, ela disse e bem: é o meu trabalho e devia de ganhar alguma coisa com isso. Afinal passar dois meses a escrever e outros tantos a rever para depois dar de graça não é um pouco desvalorizar o meu tempo e o meu trabalho? Eu já tenho contos de graça disponíveis no Fantasy & Co. e um conto na antologia "Amores contados" ainda preciso de dar provas que vale a pena investir em mim? 
Não sei... sinceramente estou a pensar e embora esteja a chegar àquele ponto de "ok, chega, quero mostrar o que sou capaz e acho que já pratiquei o suficiente", o medo do fracasso é sempre enorme!
Quanto à história do Nano: estou a apaixonar-me por ela aos poucos. Como fantasia urbana paranormal não acho que podem esperar uma obra digna de um prémio, mas escrevi-a para contar uma história focada bastante nas personagens e no ambiente do litoral de Vila Nova de Gaia. Ainda que o início esteja de facto um pouco cliché (hey ao menos as minhas personagens sabem andar sem dar com nariz no chão ou ir contra alguem), aos poucos e poucos há pontos de viragem que marcam a diferença. Vou esperar pelos alpha-readers para ver se mudo o início (se o coloco mais curto, se faço um flashback).

Sexta é dia de Tidy Friday e não percam os novos 5 clichés que pode E deve evitar no seu livros, mas que parecem que estão na moda! O post vai ser mesmo só isto porque hey, late no NanoWrimo!

PS: Qualquer erro/gralha é culpa da fome/ teclado novo! Juro que ja perdi a conta às vezes em que carreguei no til e ele não mo seleccionou. O meu manuscrito está cheio de "nao"! A desgraça...

Saturday, 16 November 2013

Nanowrimo: Dia 16

Porque kill your darlings é demasiado overrated e personagens bonitas suck, nada melhor que colocar uma cicatriz na cara da personagem principal

Quem vai à guerra com demónios, dá e leva.

Sunday, 10 November 2013

Lusitânia nr. 2

O novo número da revista Lusitânia traz uma vez mais a publicação de contos de literatura especulativa com a cultura portuguesa como pano de fundo.

O lançamento terá lugar no próximo sábado, dia 16 de Novembro, pelas 14h15, no Fórum Fantástico, que decorre na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.

Na revista, o leitor pode encontrar histórias de fantasia desde o levam do norte ao sul do país, encontrando pelo caminho sereias, grifos e espíritos. São histórias que conjugam o passado e o futuro e que trazem heróis tão inauditos como Leonor, no conto A carta ou um inominado barqueiro n' A sereia de Cacilhas. Há também histórias de almas atormentadas por acontecimentos inexplicáveis ou sinas inalienáveis como no Semblante Pálido ou Indicador de Deus. Nesta revista, para além dos autores que viram os seus contos seleccionados por concurso livre, também podemos contar com um convidado especial: João Barreiros, um escritor de Ficção Científica português, já com uma longa carreira, que nas páginas da Lusitânia deu continuidade ao universo Electropunk da sua autoria com o conto O Coração é um Predador Solitário.

Trata-se, em suma, de uma revista em que os jovens autores revelam, num estilo próprio e cativante, a cultura e paisagem portuguesas, retratando vivências e lugares do quotidiano local, e que serviram de inspiração para que pudessem povoar os seus contos de mistério e personagens fantásticas.

Estamos disponíveis no Facebook:  www.facebook.com/Revista Lusitânia ou em revistalusitania@gmail.com

Saturday, 9 November 2013

Tidy Friday: flash!


BEM-VINDOS à Tidy Friday Flash! Uma Tidy pequenina mas que vai directa aos pontos da semana!

A TINY LITTLE RANT from a reader: 
I was sorely disappointed to notice that our beloved author Marillier was unable to come to Oporto once again. It has been a sad year for our city: 0 foreign authors have come to meet our wonderful city, while in Lisbon at least 3 of them marked their presence. Although I know that Marillier was always in good companion, I hope that one day the Publishing Houses will remember that there are more cities in Portugal than just Lisbon and the last time a foreign author was here: George R. R. he had more fans waiting for him in Oporto than in Lisbon. The city of Sintra is absolutely amazing and I hope that the view was enough to inspire you to write something based on our country!

Ponto nr. 1: Estive a sucumbir, destrui maços e maços de lenços, apeguei a minha gripe ao mundo e de repente depois de muito cházinho melhorei e estou outra vez boa!

Ponto nr. 2: Como estive dois dias de molho fiquei SUPER late na porra do NaNoWriMo, e os meus meninos não me deixam escrever nem fazer plot porque estão sempre ao murro ou ao estalo ou a roubar canetas bla bla! Ou seja I DON'T HAVE TIME! Estou umas 5000 palavras atrasada :( (ontem nao escrevi grande coisa, estava a 0 de inspiração).

Ponto nr. 3: Com esta cena das provas para os professores, vou-me juntar pela primeira vez aos professores e dizer: Finalmente, temos motivo para reclamar!


Ponto nr. 4: I am writing a book, portanto sim leitura vão estar muito paradas! Vou escrever a crítica do "O menino de Cabul", mas de resto vão ter de esperar um bocadinho! Bear with me, estou a tentar escrever um romance durante um mês!

Mas primeiro... o NaNoWriMo!


Progresso de escrita:


Hoje chego às 10 mil palavras e vá com sorte amanhã faço outro sprint para apanhar as diárias para ao menos parecer que estou a escrever uma coisa average. O problema é que como ainda planeei muito pouco do meio, vou estar igualmente a planear isso durante o fim de semana. Estou a ler diversos capítulos sobre meios porque, embora o enredo da Adosinda me tenha saído muito bem durante uma semana, este nem por isso. Acho que a falta de uma vilã ao início prejudicou um pouco a história. Comecei isto com um conflito entre personagens e um love interest e depois é que pensei numa forma de começar a história. Enfim, esperamos que eu tenha muitas epifanias e isso me ajude! :3

Professores:

(Normalmente aquela gente chata tipo os da STCP que estão sempre em greve)

Esta semana para além de estar a escrever, estive atenta ás notícias referentes à mnha profissão. Pela primeira vez sinto que o Sr. Crato está doido e que estou numa very bad plot, onde o vilão, o ministro é tão mau vilão que está chapado para os leitores as intenções da prova... Ora vejamos:

- No decreto de lei que saiu diz a data e valores monetários.
- Pelo que se vê nas notícias toda a gente menos os do quadro (e pelo que diz no decreto de lei pelos vistos foi o pessoal que já foi avaliado e tirou Bom é que esta dispensado);
- A prova custa 20€ e é obrigatória para se quisermos candidatarmo-nos ao Concurso Nacional.

Ora vejamos Vagas para Alemão: 0
Vagas para inglês são mais, quantas colegas minhas ficaram colocadas em inglês: 0!

Vou fazer a prova para me candidatar a um concurso que não vou ter lugar E QUE ESTÁ no diploma da faculdade que eu estou APTA a dar aulas e a concorrer ao Concurso Nacional??
CARALHO, a prova devia de ser para as múmias que já nem se lembra do que estão a dar muitas vezes porque dão as mesmas aulas over and over again não para criaturas que acabaram e sair da faculdade e acabaram de gastar 2000€ para terem de dar mais 20€ + 15€ para uma prova que já fizemos o ano passado. Eu sai da faculdade há um ano, ok? Eu sei que pelo menos o pessoal de letras PENA! Mas pena de uma forma que vocês nem imaginam. Uns desistem, uns tiram más notas, outros sobrevivem mas a custo.

Porque carga d'água só vou eu e outras criaturas que pelos vistos ainda não são do quadro fazer uma prova? Sabem porquê, sabem meus lindos? Primeiro porque estamos falidos e o ministro precisa de dinheiro para ir dar aos colégios, segundo porque o nosso sistema de ensino continua ... uma valente MERDA! Tipo o que sai da boca da Margarida Rebelo Pinto! Porque é que UM exame, UUUUMMM deve ditar se eu vou à merda do concurso quando passei UM ano a fazer testes, dar aulas, fazer uma tese? 

E vocês dizem: então, mas estás mais que preparada para fazer a prova!
Mas eu nem sei o que caralho vai sair! Vai sair uma matriz, não vai? Ninguém sabe como vai ser o exame, quem vai corrigir etc! Vocês aceitavam pagar para fazer uma prova da qual não sabiam nada, só a data e o pagamento?

E é isto que lixa os professores, o não saber! Nenhum aluno gosta de ir às cegas para um teste e um professor muito menos. Por isso, por favor parem lá com as palas e a verem só exames aqui e acolá e comecem a pensar em fazer algo realmente produtivo para os professores como acções de formação. Mas acções de formação a sério. Coisas que nos ajudem como professores a melhorar, porque se sair por exemplo um Sistema de Lei de Bases e um professor não souber isso, é grave, mas pior é o professor que não sabe ensinar e isso não há exame no mundo que dê para ver se um professor sabe ensinar ou não! Não há, nem nunca vai haver! Por isso voltamos ao início, isto é mesmo uma forma de sacar guita e começar a baixar os candidatos para o concurso nacional.

Agora vou escrever que tenho muito para recuperar!

Wednesday, 6 November 2013

Antologia: Por mundos divergentes

De forma a promover a ficção especulativa em Portugal na forma do conto em Língua Portuguesa, a Editorial Divergência dá início ao concurso para a Antologia “Por mundos divergentes”.

Link para o Regulamento.

1. Apenas podem concorrer textos inéditos, em língua portuguesa, sem acordo ortográfico e submetidos pelos próprios autores.

2. Podem concorrer autores residentes em Portugal Continental e Ilhas.

3. O limite de palavras será entre as 5 000 a 15 000 palavras.

4. Todos os textos deverão estar inseridos no género de ficção especulativa: fantasia, terror ou ficção cientifica, sob a temática utopia/ distopia.

5. O prazo limite de entrega é 31 de Janeiro de 2014. Os textos enviados após essa data não serão considerados para efeito do concurso.

6. Cada autor poderá enviar até dois textos com a mesma temática (distopia/utopia) ou diferente (um texto utópico e um distópico).

7. Os textos devem ser enviado para o e-mail: ed.divergência@gmail.com com o assunto Antologia. Serão aceites textos apenas em formato .doc ou .odt. Todos os trabalhos receberão um e-mail da recepção do envio.

9. O resultado será tornado público até 30 de Abril de 2014 através do blogue da editora. Os autores serão contactados previamente via e-mail.

12. Os critérios de selecção serão parametrizados em termos da envolvência da trama, credibilidade e coerência das personagens e mundos criados, originalidade e fluidez narrativa. Valorizar-se-ão histórias passadas em território português.

13. Os textos vencedores serão publicados pela Editorial Divergência em formato papel e ebook.

Saturday, 2 November 2013

Continuação Tidy Friday

Oh dear Lord, sou tão trenga que me esqueci de fazer copy/paste das primeiras palavras da novela! Como é óbvio isto é um first draft muito first. Não vou enviar assim o livro aos betas quando ele estiver pronto, mas gosto sempre de acompanhar o processo de escrita e edição aos poucos. Bem aqui fica.

Capítulo I

Nas pequenas vilas não existem segredos. Todos sabem de quem é a nossa casa, o que fazemos e onde passeamos aos Domingo. Com o tempo, as caras mudam, mas permanece tudo na mesma fechado. Ninguém quer sair da vila, ninguém novo entra. Os mitos perpetuam-se, alguns com a passagem do tempo ficam esquecidos, outros somos nós os responsáveis por mantê-los. As velas são deixadas de propósito nas praias como sinal das bruxas da Madalena para impedir que caiam no esquecimento. As gárgulas de Arcozelo foram destruídas com o tempo, outras mudaram-se para os edifícios da capital quando Arcozelo arranjou a Santa. Todos temos um papel a cumprir. O meu é proteger a minha terra. Talvez por isso Arcozelo seja uma pacata vila no meio de Gaia, que quando falo dela a reacção das pessoas é: onde? Nasci para ficar aqui até que a minha presença não seja desejada... Qual achas que é o teu papel?
... Amar-te!

Friday, 1 November 2013

Tidy Friday 23#



Aiii dêm-me tau tau, que estou em falta para convosco! Má Ruiva, repitam comigo: má ruiva. Se estivesse aqui o Grey... Dava-lhe um encherto de porrada à mesma! Bem, mas desta vez tenho desculpa, foi semana de Halloween e começou o NaNoWriMo e consegui ler um livro! A review como é óbvio só vai aparecer lá para segunda e marca o regresso da série “Em busca do Médio Oriente”, para quem já estava com saudades. Para além disso estou ainda a terminar os 1001 cursos em que me meti e regressei à paginação... Estão a ver a minha vida? -.-” Eu até queria ter tempo para poder sair de casa e aproveitar o tempo livre para passear, espairecer, ter epifanias ao sol, apanhar Vitamina D na fuça para ficar linda e menos pálida, mas acho que isso não vai acontecer em breve.

Para além disso gostaria de agradecer bastante a todos os que leram o meu conto e escreveram uma review honesta, aos que me deram nas orelhas e aos que disseram que gostaram muito - muito obrigado/a.

Relembro que Domingo haverá um hangout comigo para discutir o meu conto “Uma questão matemática”. Em princípio será no Skype para o pessoal poder falar à vontade.

NaNoWriMo... Oh não, chegou aquele tempo do mês!

Siiiiim!!! E eu digo mesmo é desta meninos. Posso pegar em três projectos: uma distopia com time-travel que deixei porque não estava a gostar de como estava a escrever; a minha fanfic da Belladonna que estou sempre a reescrever, nem eu sei muito bem porquê e a novela que estou a escrever agora. 

Ora bem depois do feedback do meu conto na Antologia Amores Contados, decidi que este meu novo livro será um paranormal muito bem comportadinho sem sexo e com poucos palavrões. Para já o livro chama-se Máscaras de pedra e tive esta ideia há algum tempo quando escrevi um conto para o Fantasy & co. O título para ja é provisório e irá mudar visto que não gosto nada dele e acho-o seca mas adoro as minhas personagens! A história passa-se na minha terra: Arcozelo CITY. É um sítio que tem bastantes lendas e partes marcantes e conheço bastante bem (afinal moro aqui desde os 7 anos) e aproveitei uma localidade para me distanciar das grandes cidades. A acção passa-se no centro de Arcozelo, no Sr. da Pedra, Miramar e por vezes Gulpilhares e Espinho.

A história ainda está muito no início, ainda só planeei nove capítulos e para já foca-se na tensão entre Ricardo e Adelaide. Ricardo é uma gárgula, cuja função é proteger a vila durante séculos e conta com a sua parceira, Isabel, uma sucubus que trabalha com ele na Policia Paranormal, para manter os seres fantásticos longe dos holofotes. Sempre que há um homícidio macabro, Ricardo e Isabel entram em acção. Mas isso não significa que por vezes eles nao se metam em alhadas e por isso, o chefe acha que eles precisam de ter contacto com um lado mais humano e por isso, contrata Adelaide, uma inspectora que, como é óbvio esconde alguma coisa do seu passado.

Dois corpos dão á costa e os três têm que descobrir o que se passou, entretanto Adelaide recebe ameaças de morte e a nova missão de Ricardo passa a ser protegê-la. Ele odeia-a, acha o seu optimismo e bom humor irritante. Isabel, apoia Adelaide e é muitas vezes sua aliada.

Ricardo é uma gárgula mal disposta, não gosta de humanos talvez porque nunca ninguém lhe perguntou se os queriam defender e não tem coração. No entanto, durante a história muitas vezes depara-se a instintivamente proteger Adelaide. Tem a cara marcada com cicatrizes, o cabelo comprimido, orelhas pontiagudas e olhos vermelhos. Segundo Adelaide ele mede dois metros e sempre que fala ela estremece.

Adelaide é uma humana estilo Selphie (FF8), super querida, fica cheia de medo quando vê o Ricardo, mas com o tempo habitua-se a responder-lhe à letra, coisa que ele odeia. Só José (director da PP) sabe o segredo dela. Mora sozinha. É inteligente, individualista, fala pelos cotovelos e aparece sempre no local do trabalho com a sua termus e torradas.

Isabel é uma sucubus, linda, sarcástica e com um sentido de humor narcisista. Apoia a Adelaide e muitas vezes chama o Ricardo à razão. Normalmente é ela quem fala à comunicação social porque diz que fica sempre bem no ecrã e todos a adoram... Menos Ricardo, que a tolera. Adelaide fica encantada com a beleza, mas é a personalidade por vezes surrealista de Isabel que a conquista.

Bem, espero que vos tenha aguçado o apetite ^^ Espero terminar a novela e adianto que haverá um segundo livro, onde a Isabel vai ser a personagem principal (sim estou competamente apaixonada por ela!)

Resumos de duas páginas

Bem, o tema desta semana vai ser os resumos de duas páginas, aqueles que costumamos enviar às editoras aquando um manuscrito.


O que devemos ter:


  • Título + Autor + Nr. Total de palavras que o manuscrito tem + Género (YA, erótico, etc)
  • Resumir APENAS os acontecimentos essenciaisIsto pode parecer muito difícil à primeira vista, mas hey easy trick: dividam o vosso livro em Príncipio - Meio - Fim e escrevam em tópicos tudo o que se passa de importante nessas três partes.
    Se se esquecerem de coisas ou não era suficientemente importante ou precisam de tomar Memofante!
  • Estilo de escrita: simples e directo ao assunto. Save the purple prose for the novel! Ó que se lixe, deitem a coisa roxa fora! Não há nada pior do que ler um resumo com imensos adjectivos e advérbios. Keep it clean and simple.
  • Começa no início... e termina no fim! Não há nada mais simples, começar com o problema inicial e terminar mesmo no fim da história para o editor analisar. Muitas vezes os autores perguntavam-me se não era melhor manter o mistério... Weeell, o editor pode sempre parar de ler ali, mas imaginem que termina com um cliffhanger e o editor não quer apostar numa sequela. Poupam trabalho à criatura de ler 300-400 páginas e depois: ah espera isto há sequela? Então não quero! Contem a história toda, que morre, quem fica vivo, quem perde um olho etc.
  • Não escrevam mais de 2 páginas: Um dia, a minha querida professora Ana Luísa Amaral, pediu-nos para escrever um relatório, que deveria ter 15 páginas, em duas! Tive um AVC... 2 páginas? Num tema que dava para uma tese de mestrado? Foi aí que a professora disse-me que o difícil não era escrever sobre os temas, mas sim sumariar e cortar as gorduras. Focar no que realmente é importante e não divagar. Passei meses a escrever aquelas malditas duas páginas, mas consegui e adorei-as e tirei uma excelente nota! E agradeci não ter de escrever 15 páginas, mas sim apenas duas. Tive o dobro do trabalho, mas consegui focar no essencial. Este resumo é igual, se fosse demasiado grande, o pessoal começava a divagar. Os autores conhecem a história melhor do que ninguém e quemm melhor do que o autor para a contar. Não é uma sinopse de um parágrafo, mas sim um recontar da história de forma breve.
  • Não analisem a história durante a sinopse: É foleiro e corta toda a piada ao editor, que em vez de estar a analisar a história está a ler teorias. A menos que sejam teorias que sejam fulcrais para o desfecho ou início da história, leave it aside.
  • Mais importante: Façam de conta que a vossa história é super emociante e espectacular. Até pode não ser o novo Harry Potter e até pode nem ser uma histórias linda e maravilhosa mas isso não importa. Temos de notar paixão na história, a escrita e na forma como o autor apresenta. Enviaram o manscrito para o publicar, não para ficar na gaveta, covençam o editor de que a vossa história merece ser publicada e não ficar no computador! O que é que a vossa história tem de diferente? O que acrescenta no mercado para merecer ser publicada? Pensem nisso. O manuscrito não pode ser só mais um, tem de ser O manuscrito!

*Ruiva olha para o relógio* AHHHH O QUE É QUE EU ESTOU A FAZER??? TENHO DE ESCREBER! Bem, meninos e meninas, portem-se bem, I MUST WRITE! Não se esqueçam, Domingo às 21.20 no Skype: hangout do meu conto