Thursday, 31 January 2013

O poeta da lua - volume I

O Poeta da Lua
VOLUME I
António Casado
490 páginas
Editora: Chiado Editora


Sinopse oficial / Excerto:
VOL I

A postura de Alex é a de um gladiador romano. A felicidade resume-se à capacidade de encontrar alguém com quem possa partilhar sentimentos semelhantes, onde a compreensão seja mútua e o amor que tem para dar, a chave de todos os arcanos, se faça representar no outro de tal forma que desperte nele a necessidade de o amar também. É isso o amor. Conhecia-o. Já amara e fora amado. Neptuno, talvez inquietado com a grandeza multidimensional daquele romance, que como fogo-de-artifício em dia de festa se propagava por toda a parte e colhia louvores de toda a gente afastara-o do seu caminho. Duma forma ardilosa e egoísta, arrecadara para si todo o carinho que o companheiro lhe dedicara. Todos os outros foram uma fugaz passagem. Em alguns até acreditou… Desiludiu-se quando se apercebeu que o queriam como bibelô, ou animal de estimação. O propósito comum era o sexo. Um bando de falhados! Deixaram, no frio da ausência, um enorme rio sem margens a percorrer o finito imensurável da incompreensão - e todos eles com capacidade para amar -, procura do mar, sem encontrarem a foz.

A minha versão da sinopse:

"O poeta da lua" é uma espécie de Bildungsroman de duas personagens: Alexandre e Luís. Neste primeiro volume acompanhamos os amores e desilusões da vida de Alexandre que aprende o que é a homossexualidade através de erros sucessivos nas relações e Luís um bissexual, cuja orientação sempre o confundiu. 

Eu sei que a minha versão é mais pequena, mas sempre dá uma maior definição do que é a história em si (o tamanho não conta sempre).
"O poeta da lua" é um livro agradável de se ler, com uma estrutura narrativa caótica, não planeada, com muitas vezes cenas em catadupa que conferem acção demasiado repentina, cíclica, mas que no fundo nos conquista devido à veracidade da escolha de palavras e situações, o leitor apercebe-se aos poucos que apenas um homossexual poderia escrever tão bem e retratar cenas tão realistas num livro. Não é preciso perícia literária ou uma estrutura boa, se a ficção ficar aquém do realismo necessário para acreditarmos que as personagens são de facto homossexuais.

Wednesday, 30 January 2013

Menções curta de livros

Por muito que eu goste do sr. Garrett, o viagens na minha terra com vampiros é impossível de ler! Letrinhas num cinzento tão claro que faz-me mal à vista (´_`。) Entretanto lancei-me na leitura de livrinhos novos: alerta gays e lésbicas and sex scenes! (´ε` )♡

O que está a ser lido/consumido:

Volume I lido.
3 estrelas no Goodreads
Review amanhã
67/266 páginas lidas
Um romance bastante
forte. Para terminar esta
semana.
3 estrelas no Goodreads.
Review na sexta ^_^
















50/500 páginas lidas
A ser lido em e-book














O que será lido:


Lésbicas para a Nanozine
São só 700 páginas!
 (゚´Д`゚)゚
Para descansar de tanto
livro erótico!

Tuesday, 29 January 2013

O livro da inquietude

Aqui fica uma preview do texto sobre a obra "O livro da inquietude" de Ann Marlowe:



Não vou negar que já muitas vezes pensei em usar um Hijab (para quem não sabe é um véu que cobre apenas o cabelo e é usado nos países muçulmanos por mulheres após a puberdade, let’s say young adults?), mas o uso da burca causa-me arrepios. Ann Marlowe discute o uso dos véus na forma de monólogo, apresentando três visões: a de uma mulher muçulmana que gosta de usar, a de um ocidental que fica horrorizado com o uso do véu e de uma pessoa tolerante que crê que o uso do véu deve ser uma escolha e não uma obrigação. Até há um ano atrás sempre pensei que as mulheres queriam usar o véu por ser-lhes incutido, mas afinal se nos países do Médio Oriente está a haver uma libertação e dada opção de escolha nas gerações mais novas, pensei se aparecesse com um hijab na faculdade se iriam pensar que eu tinha enlouquecido, ou se simplesmente iam aceitar a decisão de que eu queria esconder o meu cabelo. Se eu posso decidir usar um hijab em Portugal, uma muçulmana deveria poder recusar-se a usar um no seu país (ok, eu sei que não funciona BEM assim, especialmente no Irão e no Afeganistão).

Vale a pena ler, sem dúvida e ficou como uma das melhores leituras.


O texto sairá no blogue "Os livros nossos" em breve.

Sunday, 27 January 2013

Saturday, 26 January 2013

[CINEMA] Bloody America

Isto será um texto com uma mera opinião, não sou crítica de cinema,  nem percebo muito sobre a 7º arte (hey let me be honest), por isso este texto provavelmente estará cheio de erros técnicos, que levará qualquer cinematógrafo ou amante do cinema a contorcer-se no chão com as calinadas que dou (cope with me, friends, I also have to read crappy texts about books).

Para quem estudou a história da América, posso assegurar-vos que Tarantino com este filme deu uma violenta bofetada na cara dos americanos. Pegou numa ferida feia e espetou o dedo para sangrar ainda mais. Mas se durante o visionamento do trailer de "Lincoln" acusa o som demasiado tradicional de um filme, entende-se que Django é muito mais violento (e não falo das cenas com sangue). Se o trailer de Lincoln anuncia a luta do presidente em abolir a escravatura, durante o visionamento do mesmo não se vê um único escravo, vê-se indivíduos negros com vestimentas normais e um presidente branco a lutar por eles. 

Friday, 25 January 2013

And suddenly... no time!

Tomem a foto de um gatinho para ficarem felizes!
Neste momento tenho *começa a contar* quatro manuscritos para rever/comentar/editar e dois à espera de serem revistos (a.k.a. os autores ainda estão a dar os toques finais e um deles tem mais de 500 páginas). O que significa que não posso receber mais manuscritos para rever (ou então dá-me um colapso cardíaco). 

Isto porque ainda estou a escolher contos para a Nanozine a rever uns, comentar outros, ler e enviar e-mails, entrevistas, rever os artigos e ainda a tentar ler e escrever aqui para o cantinho (não esquecer cinema hoje à noite e explicação amanhã de manhã).

E ainda estou a terminar e retocar as International Speculative Fiction.

Eu se começasse a pedir 5€ por cada trabalho que aceito, acho que ao fim do mês tirava uns 50€ limpinhos!

É HOJE!


Após esperar 1 mês (ou mais) de tortura... vou finalmente ver *.* 

Wednesday, 23 January 2013

And I am in love again

Eu sei que a este ritmo de leitura, ia encontrar um dos melhores livros do ano cedo... mas não sabia que seria tão cedo assim. Este livro veio-me parar a casa após uma troca com uma rapariga (nem sei se o leu, sei que está assinado, mas até fica bem porque os nossos primeiros e últimos nomes são iguais). Este livro tem tudo o que eu adoro: Médio Oriente, personagem real (ok, ok é auto-biográfico), tudo agoira para um final triste que nos vai partir o coração E ainda a guerra no Iraque... need to say more? A minha experiência com o livro sairá no blogue Os livros nossos ainda esta semana (quis que saísse na segunda, mas foi difícil conseguir este prazo).


Tuesday, 22 January 2013

Entrevista a Sérgio Brota

Entrevista a Sérgio Brota

"Deixa-me satisfeito que a “literatura” de viagens comece a ser reconhecida como tal."

Com o apoio de:



Sérgio Brota publicou em Outubro de 2012 o seu segundo livro de viagens “O homem das solas de vento” pela Alfarroba.

1. A primeira pergunta e a pergunta se calhar que os leitores gostariam de ver explorada antes de passarmos ao livro é, quem é o homem que escreve acompanhado por uma máquina fotográfica? Quem é o Sérgio Brota, que tanto gosta de transpor na literatura as viagens?

Sou apenas um viajante banal que se encanta com a descoberta, um fotógrafo que tentou dar (outra) vida às imagens através de palavras, continuar a viagem, adicionar-lhe destinos para além dela própria. Paul Theroux escreveu que o viajante é um estranho, talvez seja esse o encanto do desconhecido.

Monday, 21 January 2013

26º maratona literária

Bem participei na 26º maratona literária do Goodreads e o total foi de 384 páginas.
Ora vejamos:

59/272 páginas lidas
21/272 páginas lidas
304/304 páginas lidas













Para a próxima juro que me irei aplicar mais se a luz ajudar! E com isto, nem comecei o Highlander 









Saturday, 19 January 2013

Algo maligno vem aí

Algo maligno vem aí
Ray Bradbury
Editora: Saída de Emergência
304 páginas
Tradutor: Jorge Colaço
*Este livro está com AO, mas a crítica não*

Sinopse:

O espetáculo está prestes a começar. O circo chega pouco depois da meia-noite, nas vésperas do Halloween. O que fariam se os vossos desejos secretos fossem concedidos pelo misterioso líder do circo, o Sr. Dark? O circo a todos chama com promessas sedutoras de juventude eterna e sonhos por cumprir… Dois amigos adolescentes, Jim Nightshade e Will Halloway, são incapazes de resistir às atrações. A sua curiosidade de rapazes fá-los descobrir o segredo oculto nos labirintos, fumos e espelhos do tenebroso circo. Inconscientes do perigo em que se veem envolvidos, uma terrível perseguição é posta em marcha e Jim e Will tudo terão que fazer para salvar as suas vidas. Mas, acima de tudo, as próprias almas... 

Depois de ler "A morte é um acto solitário" não quis deixar de ler o novo livro do autor, publicado pela Saída de Emergência. Apesar de tudo, a barreira do primeiro livro estava ultrapassada e confesso que "A morte é um acto solitário" é talvez mais denso, provavelmente por ser a primeira experiência com o autor. Depois há algo dentro de mim terrivelmente linguista, que faz com que a palavra "wicked" me cause calafrios, ao contrário da palavra maligno, que já expõe maldade. Wicked, é por um lado mau, mas tem um certo encanto, tal como o circo é apresentado na narrativa: algo maligno, mas ao mesmo tempo apetecível.

Já agora, para quem não sabe a quote "Something wicked this way comes" é oriunda da peça de Shakespeare, Macbeth:

2nd witch

By the pricking of my thumbs,
Something wicked this way comes. [Knocking]
Open locks,
Whoever knocks!
[Enter Macbeth]
Macbeth:How now, you secret, black, and midnight hags!
What is't you do?

A narrativa é dotada de uma simbologia em redor das duas personagens principais: Will e Jim. Will apresenta-se muitas vezes como a verdadeiras personagem principal, devido à sua maturidade, realizando diálogos extraordinários com o seu pai. Will é um rapaz bastante emotivo e tenta entender a tristeza do seu pai:


'Dad? Am I a good person?'
    'I think so. I know so, yes.'
    'Will - will that help when things get really rough?'
    'It'll help.
'Will it save me if I need saving? I mean, if I'm around bad people and there's no one else good around for miles, what then?'
    'It'll help.'
    'That's not good enough, Dad!'
    'Good is no guarantee for your body. It's mainly for peace of mind - '
    'But sometimes, Dad, aren't you so scared that even - '
    ' - the mind isn't peaceful?' His father nodded, his face uneasy.
    'Dad,' said Will, his voice very faint. 'Are you a good person?'
    'To you and your mother, yes, I try. But no man's a hero to himself. I've lived with me a lifetime, Will. I know everything worth knowing about myself -


(...)

'Yes,' said his father, 'I'd be a fool not to know I'm a fool. My one wisdom is: you're wise.'
    'Funny' Will said, after a long pause. 'You've told me more, tonight, than I've told you. I'll think some more. Maybe I'll tell you everything, at breakfast. Okay?'
    'I'll be ready, if you are.'
    'Because. . .I want you to be happy, Dad.'
    He hated the tears that sprang to his eyes.
    'I'll be all right, Will.'
    'Anything I could say or do to make you happy, I would.'
    'Willy, William.' Dad lit his pipe again and watched the smoke blow away in sweet dissolvings. 'Just tell me I'll live forever. That would do nicely.'
    His voice, Will thought, I never noticed. It's the same colour as his hair.     'Pa,' he said, 'don't sound so sad.
  'Me? I'm the original sad man. I read a book and it makes me sad. See a film: sad. Plays? they really work me over.'     'Is there anything,' said Will, 'doesn't make you sad?'     'One thing. Death.'     'Boy!' Will started. 'I should think that would!'     'No' said the man with the voice to match his hair. 'Death makes everything else sad. But death itself only scares. If there wasn't death, all the other things wouldn't get tainted.'

(yes I just quoted almost an entire chapter, fuck off it's brilliant)

Charles Halloway, prova que a idade mental não corresponde à física. Se, no início do livro os seus 54 anos se reflectiam na sua atitude passiva para com o filho, à medida que os eventos se desenrolam, Charles sente saudades do tempo em que também ele corria como o seu filho. Tanto Will como Charles sofrem uma evolução durante a narrativa. Se Will parece-se com um adulto, ao proteger constantemente o seu amigo Jim, Charles rejuvenesce nas cenas finais para conseguir proteger os rapazes. Embora, Charles seja o único adulto a participar activamente na narrativa, no fim também ele consegue ser um rapaz jovem. Jim, embora seja da mesma idade que Will, apresenta uma idade mental inferior. Sempre em direcção ao perigo, a personagem é a única seduzida pelo circo que precisa de constante protecção do seu amigo. O carrossel é um dos poucos símbolos que representam a mudança de idade.

Todo o ambiente gótico começa pela cena inicial com o caçador de relâmpagos e com o apelido dos rapazes: Will Halloway (caminho sagrado) e Jim Nightshade (sombra da noite). Os relâmpagos e a magia são o prenúncio inicial de que algo não vai correr bem. A magia aparece associada a factores negativos, tal como o facto de os habitantes do circo usaram magia para fins malignos, será preciso, portanto magia, para os derrotar. Os rapazes e a comunidade só estarão livres de perigo se usarem a magia dentro deles através de gestos simples. Para conseguir fazer magia é preciso acreditar que esta existe e quem acredita na magia pode ser jovem sempre que quiser.

O circo, sendo o vilão da narrativa, causa mudanças nas pessoas, manipulando-as e provocando medo, contudo, se as pessoas acreditarem na bondade e na alegria, ao invés da tristeza não há nada que nos faça mal.

Algo maligno vem aí é uma lição de vida contado através de uma história assustadora, repleto de ambientes nocturnos, ilusões, acontecimentos surreais e macabros com a excelente prosa de Bradbury. É um livro que se deve ler devagar, degustar calmamente as palavras do autor, seguir as aventuras de personagens marcantes com símbolos que fluem naturalmente e a tradicional história do bem que tem de vencer o mal.

Thursday, 17 January 2013

Pausa para outros projectos

Neste momento o blogue não é a única coisa extra que tenho na minha vida. Os projectos acumulam-se e nem sempre me apetece ler.
Mas vamos por partes:


A International Sepcualtive Fiction é um revista que publica contos de ficção especulativa (doh) de autores não anglo-saxónicos. O projecto que conta com autores influentes no mundo da FC e fantasia vai no 3º número e está para chegar a Annual anthology. Neste projecto sou a magazine designer, ou seja, a paginadora. 

Logo provisório


A Nanozine encontra-se a preparar o 8º número dedicado ao tema erótica. Como coordenadora deste número, tenho andado a ler as submissões, preparar artigos e entrevistas, tal como verificar ideias para o design/paginação.


O Fantasy & Co. é um blogue onde vários autores escrevem contos de fantasia/ FC. Costuma haver vários contos temáticos, que são um desafio para os autores. Porque é que meti nisto, pensam vocês? Bem, basicamente para me forçar a escrever.


O blogue "Os livros nossos" faz para o próximo mês 1 ano e já é dos blogues literários com mais seguidores. De vez em quando contribuo com uma crítica ou crónica sobre livros.



A Alfarroba lançou à pouco tempo um concurso literário "Amores contados" e não pude deixar de querer participar com um conto pequenino. Não sei até que ponto tenho "jeito" para contos românticos. Mal espero que se for recusado, que tenha feedback ^_^

PESQUISA:



Para o livro de steampunk português, a pesquisa histórica intensificou-se. Pesquisa sobre o Marquês de Pombal, os Távora e D. Maria I roubam, de vez em quando, algum tempo. 


Vikings! Estudar sobre vikings é uma dor de cabeça. Para além de ter de ler pelo menos 10 livros de ficção histórica para escrever sobre vikings, já li uns 5 livros de não-ficção sobre este povo. Mesmo assim a ideia ainda está demasiado verde.



Wednesday, 16 January 2013

Não acredito que nunca vos mostrei isto!

É dos poucos livros que me orgulho de ter na minha estante e é o momento nerd/hipster. Ora, quando eu andava no secundário e comecei a entender que se calhar ler não era assim tão mau como parecia, achei que as cantigas de Amor eram lindas e maravilhosas (quando eu ainda lia poesia). Quando comecei a ter bolsa na faculdade, vi este livro na FNAC e não aguentei, tive de o comprar (e ainda bem porque está esgotado). Custou-me na altura 11€, mas por algum motivo coloquei-o na estante e nunca mais lhe peguei... até hoje. Isto para fazer uma viagem de nostalgia (onde tive de passar a imagem do telemóvel para o pc com uma pen de bluetooth - hipster x2).


Este será dos poucos livros que deixarei para os meus filhos, netos e bisnetos e lembrar-me-ei de anotar que, o descendente que perder/ vender o livro deverá ter uma cantiga de escárnio e mal dizer em sua honra.

Zombies are people too!

Sangue Quente
Isaac Marion
Editora: Contraponto
Páginas: 248


Sinopse:
R. é um jovem em plena crise existencial. É um zombie. Numa América devastada pela guerra, pelo colapso da civilização e pela fome incontrolável de hordas de mortos-vivos, R. anseia por algo mais do que devorar sangue quente. Só consegue pronunciar alguns monossílabos guturais, mas a sua vida interior é rica e complexa, cheia de espanto pelo mundo que o rodeia e desejo de o compreender - bem como a si próprio. R. não tem memórias, não tem identidade e não tem pulsação, mas tem sonhos. Depois de um ataque, R devora o cérebro - e, com ele, as memórias - de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R. e a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte?

Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, Sangue Quente é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas - e o que podem sentir e fazer umas pelas outras. 

Oh dear, oh dear... depois do Eterna Saudade começo realmente a pensar que quem se atreveu a escrever sobre zombies a apaixonarem-se sabiam o que estavam a fazer. Primeiro, porque não se deixaram desleixar na parte do humor e nas explicações e, segundo porque estes livros, Sangue quente e Eterna Saudade (ambos da Contraponto, uh who'd have thought?), levantam questões filosóficas bem mais interessantes do que muitos livros com zombies *cough* Walking dead *cough*.

Safe,’ I tell her, letting out a sigh. ‘Keep . . . you safe.’

A questão inicial de Sangue quente prende-se com a questão de memória e identidade de R., um zombie que lembra-se de muito pouco ou nada da sua vida anterior. O foco no livro vira-se para a mente de um zombie ou undead (whatever you say, bitchies), em vez de focar nos problemas dos humanos que tentam sobreviver. Temos um zombie que tenta lembrar-se de quem é e o porquê de ser um deles (ora só nos primeiros parágrafos temos mais profundidade de muitos outros livros). A questão da memória alia-se às causas da praga. 


I am dead, but it’s not so bad. I’ve learned to live with it. I’m sorry I can’t properly introduce myself, but I don’t have a name any more. Hardly any of us do. We lose them like car keys, forget them like anniversaries. Mine might have started with an ‘R’, but that’s all I have now. It’s funny because back when I was alive, I was always forgetting other people’s names. My friend ‘M’ says the irony of being a zombie is that everything is funny, but you can’t smile, because your lips have rotted off.

Numa mensagem bonita de esperança e amor e com muito humor/trolling à mistura, R. é a caricatura de uma pessoa hoje em dia, cinzenta sem vida, fruto da rotina. A sua relação com Julie evolui de forma alternada entre a vontade de a proteger e a vontade de controlar os seus impulsos mais básicos, como arrancar braços de pessoas vivas e comê-las.

How did this start? How did we become what we are? Was it some mysterious virus? Gamma rays? An ancient curse? Or something even more absurd? No one talks about it much. We are here, and this is the way it is. We don’t complain. We don’t ask questions. We go about our business.

A questão de humanos versus zombies também é abordada, de forma, claro a que os humanos pareçam idiotas, de cabeça sempre fervida, ao contrário dos zombies (ou undeads, whatever) que embora sejam movidos por "urges" básicas, conseguem mudar. A mensagem de Marion passa pela evolução de um ser, que tomamos como irracional e acrescenta-lhe profundidade e humor.

Quem não gostar de zombies filosóficos, com humor e com capacidade para falar (ainda que de forma atabalhoada), mais vale nem pegar no livro. Quem estiver aberto a novas explorações de zombies, Sangue quente e Eterna Saudade tem muitas questões e repostas a oferecer. São livros que com um fundo cómico e divertido passam mensagens bonitas de esperança, lealdade e amor, num mundo destruído.

Em inglês podem ler ainda:

Tuesday, 15 January 2013

O beijo das sombras: nova capa!


Beijo das Sombras
Laurell K. Hamilton
Páginas: 464
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374846
PvP: 9.99€

Felizes viveram uma vez



O Perraultimato 

Filipe Faria 
Editora: Editorial Presença 
Páginas: 264 
Colecção: Felizes Viveram uma Vez Nº 1 
PVP: 13,90€ 
ISBN: 978-972-23-4828-7

Revista Lusitânia

Revista Lusitânia
Coordenador: Carlos Silva

Com textos de:
Pedro Cipriano
Inês Montenegro
Nuno Almeida
Marcelina Gama Leandro
José Pedro Lopes
Catarina Lima

A5 44 páginas

A revista Lusitânia apareceu nas Internets a meio do ano passado, com uma premissa diferente de muitas outras revistas. Se a BANG da Saída de Emergência pouco publica contos portugueses, a LER vai publicando alguns textos. Resta-nos poucos espaços em formato de revista para que os autores consigam mostrar o seu "talento" *shrugs* (desculpem mas sou alérgica à palavra talento). A Lusitânia vem acompanhar outras revistas como a Fénix Fanzine, Nanozine e Correio do Fantástico onde se publicam textos de vários autores, conhecidos ou menos conhecidos. Na verdade a revista Lusitânia mais parece uma antologia de contos, pois uma revista terá outros elementos mais de não-ficção do que até de ficção (como artigos, entrevistas). Não sei se o próximo número da revista terá artigos ou críticas de livros portugueses, mas seria interessante apostar em mais do que simplesmente contos.

A minha primeira reacção quando vi a capa foi, confesso, dar uma chapada a alguém (ainda bem que estava sozinha). O .jpeg ou ficheiro .png não foi guardado com qualidade 200/300 dpi, pelo que temos a imagem da Raquel Leite muito bonita e depois um Lusitânia feio, pixelizado e a misturar-se pouco com o o resto da imagem com letras a TNR *benzer*. A capa é o primeiro contacto que os leitores têm com o trabalho e se esta está em mau estado, é algo a evitar ao máximo. Sobre a imagem em si, eu até sou bastante defensora do trabalho da Raquel Leite. Vejo os WIPs dela e julgo que esta imagem foi feita de raiz e não com stocks ou fotografias. Contudo mesmo se a técnica tenha sido o airbrush ou feito de raiz, encontrar uma capa para um número onde o único elemento que os une é a tradição/mitologia portuguesa, é complicado arranjar algo uniforme. Pelas diversas opiniões, julgo que os portugueses não gostaram muito da capa, talvez por causa da técnica usada ou porque a imagem pouco diz em relação ao número. 

A nível técnico existem outros pormenores que são cruciais para uma revista: a coesão. A omissão dos nomes dos autores no índice foi o primeiro erro. Basicamente lemos títulos de contos, mas não sabemos de quem. Comecei a ler o primeiro conto "Sonhos de uma noite de Natal" sem saber de quem era. No fim veio a menção do nome da autora. No conto seguinte, o nome da segunda autora já estava debaixo do título. Julgo que se querem colocar o nome do autor no fim do conto, ao menos coloquem no índice para quem quiser, poder ler os contos que tem mais curiosidade. O mesmo princípio de coesão para o header.

A lista de colaboradores não se entende muito bem, ora tem ilustradores, ora tem nome de autores. Julgo que fica melhor no fim da revista, uma secção, sim senhora, com nome dos colaboradores (a idade pouco interessa) e mais como é que eles colaboraram, do que propriamente a sua profissão. Façam coisas originais. Prefiro ler uma biografia onde diz que a autora gosta de cozinhar panquecas, do que saber a profissão dela. Biografias não são CVs. Lembrem-se disso.

Agora passemos aos contos por ordem:

Sonhos de uma noite de Natal
de Marcelina Leandro



Sonhos de uma noite de Natal, um título que invoca um trocadilho com "A Midsummer Night's Dream" de Shakespeare, traz ao leitor um ambiente confortável com um setting natalício. A confecção dos sonhos para o Natal acarreta um novo significado e a prosa de Marcelina está pejada de magia. O único senão é o ultimo parágrafo um pouco súbdito, mas que não estraga o que veio atrás.

Vinho fino
de Inês Montenegro


Este conto tem a mesma base do anterior. Uma ideia muito bem explorada sobre o vinho do Douro, mas que perde-se um pouco no fim com demasiadas explicações e com uma ultima frase que sabe a pouco. A concepção entre ficção especulativa e a tradição do vinho poderia ter uma finalização melhor.

Como Portugal foi salvo pelos pastéis de nata
de Catarina Lima



Um conto muito, muito fraco. Se a Lusitânia apresenta-nos dois contos bons, este é o contrário dos anteriores. Prosa pouco desenvolvida, com pouco nexo e uma premissa que é atabalhoada. E foi este o conto que me levou a pensar que a equipa da Lusitânia é toda de Lisboa, porque o conto passa-se em Lisboa. Lisboa corre perigo... *ahem com licença  alerta caps lock* PORQUE RAIOS É QUE NO TÍTULO TEM PORTUGAL, QUANDO PASSA-SE TUDO EM LISBOA??? É assim tão difícil mudar uma palavra? Como Lisboa foi salva pelos pastéis de nata! Pronto, continua bonito e muito mais accurate do que aquele título! Os dois primeiros parágrafos do conto eram perfeitamente dispensáveis (fazem lembrar uma composição de escola) e lá melhora um pouco quando a bruxa vais comprar a vassoura, mas logo o conto é desviado para o non-sense.

A guerra do fogo
de Nuno Almeida



Este conto deveria ser estudado como: o que não fazer quando se escreve ficção curta. Descrições, muitas descrições e história na última página. O conto é cansativo, desmotivador e só se safou por invocar os Lusitanos, na época onde a Península Ibérica lutava contra Roma. Merecia uma revisão de estrutura, pois o essencial estava lá.

A cidade das luzes
de José Pedro Lopes



Um conto algo longo, com uma premissa futurista interessante. O fim é desinteressante e pedia para algo mais na onda do 1984, do que propriamente um final com uma esperança artificial. A prosa do autor nota-se estar influenciada pelo inglês "Estamos acabados" (we're through) e tem uma outra gralha que saltou mais à vista (falta de verbo). A exploração de um setting cyberpunk seria interessante. Cyberpunk com uma sociedade distópica. A premissa é boa, a exploração, de igual forma, contudo faltou uma finalização que acompanhasse o ritmo do conto.

A passagem uivante
de Pedro Cipriano



Um conto confuso, cujo único traço de tradição portuguesa são as citações de Fernando Pessoa no fim. Pelos vistos estamos em guerra (há a menção de aviões, pelo que penso século XX? Talvez nas províncias ultramarinas? O conto não nos diz). O conto deveria de ser mudado para talvez a batalha de Lys na 1º Guerra Mundial, onde os portugueses embora tivessem sido massacrados, lutaram até ao fim e mostraram bravura.

Chego assim ao fim da crítica da Lusitânia, uma revista que tem muito espaço para evoluir e com a equipa que apresenta, deveria ajudar mais os autores a verem detalhes que escapam quando escrevemos. Sobretudo não ter medo de arriscar!


Nova Iorque contada por um irlandês

Sempre tive a impressão (talvez errada) que os irlandeses são pessoas bastante amistosas, com que se pode partilhar uma caneca de boa cerveja depois de um dia horrível no escritório, ouvir umas piadas e depois voltar para casa. Uma posição face a um estilo de vida que tem tudo para ser frenético. A Irlanda e Nova Iorque de Behan não é a mesma que a nossa. O autor (poeta e dramaturgo) irlandês publicou a sua versão de Nova Iorque em meios da década de 60 e só há dois anos atrás chegou às livrarias portuguesas através da colecção de literatura de viagens.


Thursday, 10 January 2013

Quem é que quer ir para a cama com um highlander?


Se querem descobrir o que está por debaixo daquela toalha... perdão kilt, terão de ler o livrinho!

Sente-se sozinha? 
O seu marido não a satisfaz?
Sempre o imaginou de kilt, mas nunca teve coragem de lhe dizer?
Tudo o que tem de fazer é adquirir este maravilhoso livro. Quando o seu marido/namorado e até amante a vir a ler um livro "Na cama com um highlander" perceberá a dica e irá cobri-la de beijos.

O homem não só é jeitoso, como ainda tem um grande castelo! Destes não me calham...

Na cama com um Highlander
Maya Banks
Editora: Bertrand
Sinopse:
Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence - até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar. Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. Os seus piores receios acabam por acontecer quando é salva do perigo mas depois obrigada a casar com o seu salvador, Ewan McCabe, um homem carismático que está habituado a mandar. Mas a atração que sente pelo seu novo marido fá-la desejar o seu toque; o seu corpo ganha vida com a mestria sensual dele. E à medida que a guerra se aproxima, as forças, o espírito e a paixão de Mairin obrigam Ewan a derrotar os seus próprios fantasmas e a entregar-se a um amor que significa mais do que a vingança e a terra.

E agora lanço ainda um desafio: 
a primeira pessoa a ler a passagem onde as personagens têm sexo deverá comentar neste post com um: FIRST!

Wednesday, 9 January 2013

Passatempo "Nova Iorque" de Brendan Behan

Enquanto ando ocupada a preparar entrevistas, enviar CVs, invocar a musa através de meios menos próprios, trago-vos um passatempo com um livro de uma das minhas colecções favoritas em Portugal: a colecção de literatura de viagens da Tinta-da-China.


O passatempo termina a 23 de Janeiro.
Só serão aceites participações de Portugal Continental e ilhas.
Apenas uma participação por pessoa.

Boa sorte a todos!



Tuesday, 8 January 2013

O sorriso das mulheres no blogue Os livros nossos

Fica aqui uma preview da crítica que fiz do livro o Sorriso das mulheres, a ser publicada num futuro próximo no blogue "Os livros nossos":




A figura de André Charabais é o que irá fazer as leitoras sorrir. Desastrado, mete-se em várias embrulhadas, é um editor bastante humano que comete bastantes erros. Ao contrário de Aurélie, os erros de André são provocados por ele (ao passo que os da Aurélie parecem ser sempre outra pessoa) e a sua pseudo-bipolaridade dá um charme à personagem, que é credível.

Ainda que a história se repita um pouco no início, a meio entramos a todo o gás nela e julgo que o selo aponta mais para o fim. Não sei se este livro fará todas as mulheres felizes (duvido que os homens peguem no livro, devido ao título e ao deixá-la e não deixá-lo), mesmo assim é um livro light que dá para ler tanto numa noite de Inverno junto à lareira ou no Verão na praia.

Link para a crítica soon

Histórias de amor nas novidades LEYA

A Fórmula do Amor
Alex Rovira & Francesc Mirales
Editora: ASA
PVP: 15,90€
336 páginas

Sinopse:

“Poucos se atrevem a ver com os seus próprios olhos e a sentir com o seu próprio coração.” Albert Einstein Existe uma força poderosa que pode mudar a nossa conceção do universo e da própria vida. Albert Einstein descobriu-a através de uma equação matemática. Estranhamente, decidiu mantê-la secreta. Mas a bela e enigmática Sarah e o desencantado Javier estão decididos a desvendar o último enigma de Einstein. A sua única pista: a filha secreta do génio alemão, que pode possuir a chave do mistério. De Zurique a Belgrado e Nova Iorque, Sarah e Javier seguem os passos do cientista mais famoso de todos os tempos, numa missão perigosa e surpreendente. O que ignoram é que a sua aventura em busca da Grande Revelação será acima de tudo uma viagem à descoberta das profundezas de si próprios…
Uma experiência metafísica e iluminadora, um romance que nos abre as portas de um mundo invisível e transformador: o nosso coração.

Sobre os autores:
Álex Rovira nasceu em Barcelona em 1969 e é escritor, economista, conferencista e consultor. É um dos escritores espanhóis de maior prestígio internacional, tendo já vendido mais de 5 milhões de exemplares em todo o mundo.
Francesc Miralles nasceu em Barcelona em 1968. É licenciado em Filologia Alemã e jornalista especializado em psicologia e espiritualidade. É autor de uma obra multifacetada. Na ASA, está já publicado o seu thriller de inspiração histórica O Quarto Reich.


REGINA E MARCELO: UM DUETO DE AMOR
Ana María Cabrera
Editora: Oficina do Livro
PVP: 14,90€
160 páginas

Sinopse:

Buenos Aires, 1899. Com um ramo de rosas vermelhas e brancas começa uma grande história de amor. Ela é Regina Pacini, uma jovem soprano portuguesa; ele é Marcelo T. de Alvear, aristocrata argentino, amante do bel canto. Desde a primeira vez em que a ouve cantar, Marcelo fica enfeitiçado pela sua voz. Durante anos segue-a pelas salas mais famosas da Europa, inundando-a de flores, presentes e promessas de amor. Por fim, conquista o seu coração – doravante, ela cantará só para ele. O casamento causou escândalo na sociedade de Buenos Aires, que não concebia que um dos seus solteiros mais cobiçados se casasse com uma artista estrangeira. Mas eles persistiram e viveram um intenso amor, embora permeado de momento amargos. Quando Marcelo T. de Alvear assume a presidência da nação em 1922, Regina torna-se a primeira-dama da Argentina.


Na Sombra do Destino
J.R. Ward
Editora: Casa das Letras
PVP:18,90€
748 páginas

Sinopse:

Os romances da Irmandade da Adaga Negra, de J. R. Ward, apresentaram aos leitores um mundo diferente, criativo, obscuro, violento e completamente incrível. Enquanto os guerreiros vampiros defendem a raça dos seus assassinos, a lealdade de um macho para com a Irmandade será posta à prova – e a sua perigosa natureza será revelada. John Matthew percorreu um longo caminho desde que o encontraram a viver com os humanos, desconhecendo, por completo, a sua natureza vampírica. Quando foi resgatado pela Irmandade, ninguém podia imaginar qual era a sua história ou a sua verdadeira identidade. Na realidade, Darius, o Irmão caído, retornou, mas com um rosto diferente e um destino completamente marcado. Quando uma violenta vingança pessoal arrasta John até ao coração da guerra, ele terá de contar não só consigo próprio mas também com quem ele foi antes. Só assim poderá enfrentar e erradicar o mal encarnado. Xhex, uma assassina symphath, há muito que lutava contra a atração que sentia por John Matthew. Já tendo perdido um amante para a loucura, ela não permitirá que nenhum outro homem que ame fique preso na escuridão da sua vida perversa. Contudo, ambos descobrem que o amor, tal como o destino, é inevitável para as almas gémeas.

Sobre a autora:

J.R. Ward vive no Sul dos Estados Unidos, com o seu marido incrivelmente generoso e o seu amado golden retriever. Depois de se ter formado em Direito, começou a sua vida profissional na área da saúde. A escrita foi sempre a sua paixão, e a sua ideia de Céu é um dia inteiro com mais nada além do seu computador, o seu cão e a caneca de café. Este é o oitavo volume da saga «Irmandade da Adaga Negra», a continuação de Na Sombra da Noite, Na Sombra do Dragão, Na Sombra do Pecado, Na Sombra do Desejo, Na Sombra do Sonho, Na Sombra do Amor e Na Sombra da Vingança.

Monday, 7 January 2013

Primeiras quickies de 2013

Este post será bilingue, because I said so (e para as autoras entenderem o que raio é que eu estou aqui a dizer) 

Magnificent devices
Magnificent devices #3
Shelley Adina
Editora: Moonshell Books
Kindle Edition
216 páginas

Sinopse:
An air voyage to remember turns into a disaster no one may survive.
With her orphaned charges, Lady Claire Trevelyan joins the Earl of Dunsmuir’s family on an airship voyage to the Americas. If she can stay out of Lord James Selwyn’s way until her eighteenth birthday, she will be of age and cannot be forced into marriage. What she doesn’t know is that Lord James is in the Americas, too, with Andrew Malvern closing in on him—and the wonderful device he stole. But when a storm cripples the airship and air pirates swoop in like carrion birds, Claire and the children must live by their wits to make their way across a harsh landscape. Will Andrew ever see her again and right the wrong he believes he has done? Will Lord James succeed in his monumental thievery? And how exactly does Rosie the chicken evade the soup pot?
Tighten your goggles, pull on your gloves, and prepare yourself for stratagems and strangeness in the third book in the series, Magnificent Devices!