Friday, 4 October 2013

Amores contados



Amores contados
Autores: Ana Ferreira
Cristina Milho
Francisco Vilaça Lopes
Jorge Campião
Rosa Bicho Gonçalves
Páginas: 84
Editor: Alfarroba
ISBN: 9789898455697

Sinopse:
Em 2013 a Alfarroba lançou o concurso Amores Contados. Cerca de 250 histórias depois, foram selecionados os cinco contos que hoje reunimos nestas folhas.
Neles encontramos histórias de amor em fotografias, em viagens, num café, até na matemática ou numa carta. São as histórias que nos fazem lembrar, sonhar, suspirar ou sorrir. Histórias de sentir; são amores que devem ser contados.

Uma semana depois da apresentação decidi ler a sério todos os contos. A review vai ser curta, porque se notarem o livro tem 84 páginas e eu não irei opinar sobre o meu conto. No geral a antologia aborda o mesmo tema de forma diferente: amores perdidos, amores que se reencontram, amores que queremos recuperar, amores que estivemos quase a perder. Nem todos com um "happy ending" e sobretudo nenhum lamechas. Alguns autores são estreantes, outros já andam nestas coisas de escrita, mas no fundo o que importa é o sentimento que todos os autores quiseram passar: da sua visão do amor ou do que a função que o amor toma nas nossas vidas.

Uma questão matemática de Ana Ferreira:
- Estou sim? Está uma Ruiva na antologia que estou a ler!

Não vou opinar sobre o meu próprio conto. Apenas mantenho as palavras que disse durante a apresentação: que este conto teve ao mesmo tempo tudo e tão pouco de mim. Não teve a parte organizada ao extremo, mas foi quase tudo escrito ao correr da pena, num stream of consciousness que eu tanto costumava utilizar. Podem ler o conto que não vos faz mal aos olhinhos, mas alerto que é +18.

As fotografias falam baixinho de Cristina Milho:
Um dos contos favoritos que só peca por ser realmente pequeno. É um conto bastante carinhoso, que ganhava bastante se mostrasse mais do amor passado entre as duas personagens ao invés de contar tudo. Ainda assim conta com temas como o amor como cura par qualquer mal e mostra que um amor passado raramente se esquece. Gostaria que a Cristina escrevesse nem que fosse uma noveleta (40 mil palavras) onde abordasse todos os momentos das personagens.

Amor de viagem de Francisco Vilaça Lopes
Gostava de dizer que compreendi o conto, mas sinceramente pareceu-me tudo demasiado “random” e com pouco amor. Tirando uma mistura de purple prose com alguns diálogos a marcar a oralidade cerrada, não compreendi muito bem onde estava o tema do amor, nem do que se tratava… Mas pelos vistos o conto foi igualmente escolhido pelo júri da FNAC (sem ofensa aos senhores mas todos os contos que li de lá são iguais a estes: confusos e pseudo-intelectuais). Not my cup of tea.

Café Avenida de Jorge Campião
Jorge, estás perdoado! Eu sei que dei 1 estrela ao teu livro, mas este conto estava bom! Café Avenida trata de traição, desconfiança e de como às vezes somos tão burros e quase desperdiçamos aquilo que temos. O único senão foi mesmo os nomes, que são um pouco confusos. O twist final deixando o conto em aberto foi bastante bem arquitectado.

Um, dois, três de Rosa Bicho Gonçalves
A autor também adoptou uma técnica do stream e ainda que não consiga utilizá-la ainda da melhor forma, o conto é bastante agradável. A forma diferente como utiliza os diálogos estranha-se mas depois entranha-se. O conto fala sobre separações, corações partidos e esperança que tudo se resolva. É o conto mais breve da antologia e embora tenha faltado a componente da “ficção” e tenha apostado mais na formação de um texto, este acabou por funcionar.


No comments:

Post a Comment