Wednesday, 25 September 2013

Alêtheia Editores


Não é uma editora nova, nem uma editora muito conhecida. Conheci-a através do livro de Ann Marlowe: O livro da inquietude.

Alêtheia Editores publica ficção, não-ficção, arte e livros infantis, mas é na não-ficção que regista o seu maior sucesso, sendo conhecida pelos títulos de referência que edita, bem como pelos autores nacionais que representa.

Comecei a ver o catálogo por curiosidade, mas imensos livros entraram para a minha wishlist. Normalmente sendo de não-ficção é difícil fazer uma crítica como na ficção, no entanto é impossível parar de babar por cima dos preços atractivos, deisgn de capa giríssimo e sinopses que me fazem querer prender a minha carteira num cofre para não lhe pegar! O site da Alêtheia está disponível aqui e o Facebook aqui.

A editora apostou, de igual forma nos e-books, em formato .epub com preços desde 2.99€ até 8€.

A verdade é que estava a procurar por preços numa gráfica Varzea da Rainha e notei que estava lá esta editora (provavelmente pertence à mesma).

Não sei como é a distribuição dos livros (confesso que ainda não vi nenhum destes livros à venda, tirando O homem que era quinta-feira que esteve na FNAC e na Betrand), talvez eles andem por aí e sendo não-ficção eu não esteja muito atenta a isso!


Sinopse dos livros:

A Cruz Amarela
Autor: René Weiss
Nº de Páginas: 488
ISBN: 978-989-622-043-3

Algures entre o diabo e Deus, entre a fúria da Igreja Católica e a liberdade religiosa, encontravam-se os Cátaros…
Nos primeiros anos do século XIV, a Igreja Católica extinguiu a chama herética dos Cátaros no sudoeste de França. Este foi o último reduto de um povo forçado – depois de mais de um século de repressão e derramamento de sangue – a esconder as suas crenças extraordinárias nas aldeias isoladas dos Pirinéus. Mas, apesar do êxito da Igreja no extermínio dos Cátaros, não conseguiu destruir a sua memória. Espalhado pela paisagem e bem fundo nos subterrâneos do Vaticano, o testemunho dos Cátaros sobreviveu até aos dias de hoje.
Armando-se de relatos contemporâneos e conduzindo a sua própria investigação nos Pirinéus e mais além, René Weis conta a história absorvente da luta condenada dos últimos Cátaros pela sobrevivência nesta obra importante de descoberta, cultura e arte de contar.

Helena de Tróia
Autor: Bettany Hughes
N.º Págs.: 564

Ao longo da História, Helena de Tróia tem sido responsabilizada pela longa inimizade existente entre o Oriente e o Ocidente. Há três milénios que Helena é considerada uma requintada agente de exterminação. Mas quem era ela?
Assim que começou a escrever, o homem escolheu Helena de Tróia como tema. Hesíodo, um dos primeiros historiadores de renome, definiu-a como a mulher mais bela do mundo e a descrição permaneceu. Embora não tenhamos quaisquer representações contemporâneas de Helena de Tróia, esta princesa da Idade do Bronze ainda é considerada um paradigma da beleza absoluta.
Através da combinação de vestígios físicos, históricos e culturais que Helena deixou em locais como a Grécia, o Norte de África e a Ásia menor, Hughes revela brilhantemente os factos e os mitos que rodeiam uma das figuras mais enigmáticas e mais famosas de todos os tempos.
«Hughes é simplesmente brilhante» The Times

Cristovão Colombo, o Último dos Templários
Autor: Ruggero Marino
N. Páginas: 400
ISBN: 978-989-622-047-1

Quem era Cristóvão Colombo? Um marinheiro galardoado acima dos seus méritos? Ou algo mais, muito mais? Porque assinava Christo Ferens, aquele que leva a Cristo? Com base numa nova interpretação de antigos mapas e documentos, o autor revisita a história do «navegador dos dois mundos» e da «descoberta» da América. Aquilo que se afirma neste livro nunca antes foi dito em cinco séculos de publicações colombinas: cabala secular, um policial histórico-político-teológico, com pano de fundo alquímico-esotérico, parentescos surpreendentes, heranças templárias e cavaleirescas. Partindo da queda de Constantinopla, do choque Oriente-Ocidente, da inquietante semelhança entre Colombo (definido nepos) e Inocêncio VIII (o papa que o sucessor espanhol Rodrigo Borgia fez desaparecer), de uma lápide em S. Pedro, dos fundos para a partida, das lutas e dos segredos do Vaticano, descobriremos que o explorador sabia onde iria chegar: a um mundo novo, não à Ásia. Recorrendo a elementos iconográficos, a livros e publicações nomeadamente estrangeiras, esta obra revolucionária, tão apaixonante como um romance, revisita a 360 graus a história da «descoberta da América» propondo dela uma leitura nova cheia de fascínio e mistério.

Eu, Constance, Princesa de Antioquia
Autor: Marina Dédéyan
N.º Págs.: 360

Nascida em 1127 e desaparecida em 1163, Constance de Hauteville, filha e neta de nobres cavaleiros francos responsáveis pela conquista de Jerusalém e do principado em que ela própria viria a reinar, conta aqui o essencial da sua vida, até 1660, desde a morte de seu pai e do início do seu reinado, ao exílio forçado após a prisão do segundo marido e a subida ao trono de seu filho Bohémond.

Contada na primeira pessoa, a vida de Constance de Antioquia é bem significativa de uma época histórica rica em incidências e acontecimentos apaixonantes. Casada em primeiras núpcias com Raimond de Poitiers, um cavaleiro provençal de alta linhagem, romântico e sentimental, conhece mais tarde o seu segundo amor e segundo marido, Renaud de Châtillon, audaz e irreverente combatente sem fortuna, ousado na guerra e no amor, a quem também amará perdidamente. Até à morte!

Em Antioquia, terra cristã entre 1098 e 1268, Constance participa e intervém directamente numa parte significativa da curta existência deste principado franco no Levante, entre as disputas internas e as lutas regionais que já então grassavam na fervilhante caldeira do Médio Oriente: expedições de Cruzados e peregrinações à Terra Santa, cruéis ofensivas turcas, exigências hegemónicas de Constantinopla, ambições do Rei de Jerusalém, mas também traições de senhores arménios, conluios e alianças com emires muçulmanos, amores e desamores de cavaleiros francos, disputas entre credos, religiões e culturas antagónicas – muçulmanos sunitas e xiitas, judeus, católicos romanos, cristãos ortodoxos, siríacos, arménios – que apesar disso se contactam, misturam e interpenetram.

O Terrível Terramoto da Cidade que foi Lisboa
Autor: Arnaldo Pinto Cardoso
Nº de Páginas: 156
ISBN: 978-989-622-548-3

O cataclismo que desabou sobre a cidade de Lisboa no dia 1 de Novembro de 1755 anda ligado a uma memória indelével da história. De tão grande tragédia se faz eco na correspondência do Núncio Apostólico, que desde o dia 4 desse mesmo mês envia semanalmente para Roma informações dirigidas à Secretaria de Estado e ao Papa, às quais se devem acrescentar as cartas endereçadas ao Cardeal Secretário, que era então o Cardeal Silvio Valenti Gonzaga, e aos familiares.
É essa correspondência, depositada no Arquivo Secreto do Vaticano, que Arnaldo Pinto Cardoso traduz para português, dando a conhecer relatos vivos e quase diários das aflições vividas em Lisboa e das reacções que se fizeram sentir no Vaticano, numa obra ilustrada com iconografia da época.

Sob o Signo da Espada
N. Páginas: 576
Autor: Tom Holland
ISBN: 978-989-622-501-8

No século VI d.C., o Médio Oriente era partilhado por dois grandes impérios: a Pérsia e Roma. Cem anos mais tarde, um deles tinha desaparecido definitivamente e o outro estava reduzido a um mero cepo quase sem vida. No lugar de ambos, tinha surgido uma nova superpotência: o império dos árabes. E esta convulsão foi tão profunda, que veio a pôr fim ao mundo antigo. Mas as alterações que assinalaram este período não foram meramente políticas nem sequer culturais; também se verificou uma transformação social de incalculáveis consequências para o futuro.
Hoje em dia, mais de metade da população mundial pratica uma das várias religiões que ganharam forma durante os últimos séculos da Antiguidade. Ora, os nossos contemporâneos cujas ideias e cujos comportamentos se fundam na crença num Deus único são um testemunho vivo do impacto ainda hoje exercido por esta época extraordinária e prenhe de convulsões. E contudo, como Tom Holland mostra nesta obra, aquilo em que judeus, cristãos e muçulmanos acreditam foi tema de acesos debates.

O Homem que era Quinta-Feira
N. Páginas: 228
Autor: G.K. Chesterton
ISBN: 978-989-622-443-1

Poderemos confiar em nós próprios quando não sabemos quem nós somos? Syme utiliza um novo contacto para entrar infiltrado no Conselho Anarquista da Europa Central e ficar a conhecer a sua mortífera missão, sob o nome de «Quinta- feira».
Num parque londrino, o agente secreto Gabriel Syme mete conversa com um anarquista. Quando descobre que no Conselho está outro agente infiltrado, Syme começa a questionar o seu papel na missão.
À medida que uma desesperada perseguição pela Europa começa, a sua confusão cresce, assim como a confiança na sua capacidade de derrotar os inimigos. Ainda assim, terá de enfrentar o maior terror do Conselho: o seu líder, um homem conhecido por Domingo, cuja natureza humana é muito pior do que alguma vez Syme imaginou…
O Homem que era Quinta- feira é o mais famoso romance de G. K. Chesterton. Pela primeira vez editado em 1908, mereceu desde logo os maiores elogios, mantendo- se até aos dias de hoje como um clássico da literatura a não perder.

Cartas Amorosas de uma Religiosa Portuguesa
Autor: Soror Mariana Alcoforado
N Páginas: 70
ISBN: 978-989-622-525-4

Primeiro publicadas em Paris, em 1669, sob autoria anónima, as cinco cartas que aqui se reúnem são o retrato de um romance malfadado - e um dos mais impressionantes textos que se conhecem sobre a solidão, a ansiedade amorosa e a entrega total e que acabaram consideradas um dos clássicos da literatura mundial.
Só em 1810 a autoria seria atribuída a Mariana Alcoforado (1640-1723), freira do convento da Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Beja, em Portugal. O suposto destinatário era um certo cavalheiro De Chamilly, oficial do exército francês que servira em terras lusas.
Stendhal, Sainte-Beuve, Rilke e Rousseau impressionaram-se com o teor de tais missivas, tendo este último inclusivamente, desconfiado da qualidade e da força dos textos, colocando mesmo em causa a sua autoria: "As mulheres não gostam de arte... é possível que alcancem algum sucesso com pequenos trabalhos que só necessitem de algum espírito e malícia. Elas não sabem descrever ou sentir o amor. Aposto tudo em como estas cartas foram escritas por um homem."
Mariana Alcoforado (2 de Abril de 1640-28 de Julho de 1723) é a presumível autora das cinco Lettres Portugaises (título com que foram primeiramente publicadas em 1669 em Paris) dirigidas a Nouel Bouton de Chamilly, conde de Saint-Léger, oficial francês que lutou em solo português durante a Guerra da Restauração.

Amor, Sexo e Tragédia
Autor: Simon Goldhill
N Páginas: 406
ISBN: 978-989-622-523-0

Podemos testemunhar em tudo o que nos rodeia a dívida que temos para com o mundo antigo.
Os nossos prédios são adornados por colunas clássicas, os nossos cinemas estão cheios de heróis clássicos e andamos tão obcecados com a ginástica quanto os Gregos.
Mas a influência dos Gregos e dos Romanos transcende em muito tudo isso? Nesta obra, Simon Goldhill examina com brilhantismo as áreas mais básicas da vida moderna, desde o casamento e o sexo à política e ao entretenimento.
Estejamos nós apaixonados ou a empreender guerras em nome da democracia, o autor revela até que ponto o nosso comportamento e atitudes são moldados pelas ideias clássicas.
Inspirador, revigorante em termos intelectuais e esclarecedor, Amor, Sexo & Tragédia demonstra, de uma maneira enfática, por que motivo o Classicismo ainda é importante.

O Dia em que a Noite se Perdeu
Autor: Jorge Araújo
Nº de Páginas: 164
ISBN: 978-989-622-125-6

Um homem decide passar a vida a pente fino no dia em que completa noventa anos. E utiliza como fiel da balança o seu desempenho sexual. Recorda as mulheres que o amaram. E as que o marcaram. Nesta viagem pela memória volta a experimentar o sabor agridoce da primeira vez, o picante das aventuras de ocasião, o suave afecto da esposa, a paixão ardente pela melhor amiga dela.
É ao longo de uma madrugada de insónia que se dedica ao inventário. O balanço é positivo mas reconhece que pagou um preço elevado pelos momentos de esplendor que o seu sexo lhe proporcionou. Nenhum homem aceita de ânimo leve conviver com a impotência e a perda de virilidade. Ninguém gosta de assistir à degradação do seu próprio corpo.

Para quem adorar Dante (e visto que o homem anda na moda), há ainda o livro de Martim de Alburquerque: Dante - A divina comédia e a fé

Então? Curiosos? Quem conhecia esta editora?

1 comment:

  1. Para mim, que adoro livros históricos, é o ideal. E depois, chamo-me Helena. Ainda não fui a Troia, mas nunca se sabe. Boas leituras.

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