Thursday, 18 July 2013

Os exploradores e os cavalos do Além

Os exploradores e os cavalos do Além
Marina Santos
Editora: Alfarroba
208 páginas
Webiste oficial da série

Sinopse:
A convite dos amigos Inês e Ruca, a Elsa, a Fedra, o Tiago, a Joana, o André, a Rita, o Miguel e a Patrícia, na companhia da Gi e do Marty, vão passar os últimos dias do mês de agosto numa quinta perto de Mafra.
Decididos a dar uma folga às aventuras, optam por aulas de equitação, entre outras atividades.
Mas o calor aperta, um dos cavalos adoece e, no meio da noite, os animais começam a desaparecer!
Será obra de alguém ou… do além?


Não sou especialmente admiradora de livros como por exemplo Uma aventura ou os Cinco. Sempre tive um fascínio por literatura juvenil, mais para o infantil (até porque os YA estão na moda e já começa a ser mais do mesmo). Por isso, resolvi dar atenção a esta colecção até porque enquanto o li imaginei que o livro poderia ser estudado por alunos no 5º e 6º ano. 

O único problema são os erros no uso dos artigos definidos. Ao invés de escrever: “Cristina olhou para o amigo.” A autora empregava o uso do artigo definido antes do nome “A Cristina olhou para o amigo.” De vez em quando a autora empregava bem, mas na maioria das vezes não havia necessidade do “o“ ou “a” antes de um nome próprio, visto o narrador estar a narrar na terceira pessoa e o artigo definido seja utilizado neste caso consoante a formalidade. Nos diálogos é mais comum haver a necessidade do artigo por ser um ambiente informal (e nisso a autora usou bem), na narração da terceira pessoa, a formalidade já é maior, por isso não há necessidade nenhum dos artigos.

Basicamente foi este aspecto que me causou maior impressão. A história é engraçada, especialmente porque até segue uma estrutura narrativa que nem sou adepta (apresentar primeiro as personagens e depois a acção), contudo a história foi fluída e desenvolveu-se bem. Tem alguns detalhes interessantes, como por exemplo a linguagem dos p's, que fez com que a minha OCD se manifestasse e alguns detalhes giros sobre equitação. 

Nota-se por vezes a infantilidade de algumas personagens e às vezes falta de personalidade que ajudasse o leitor a ligar-se mais a elas. As personagens comunicavam, exploravam, mas pouco se sabe sobre a vida delas, sobre o que gostam, como reagem a certas situações. Normalmente os livros juvenis tendem a utilizar estereótipos de forma a caracterizar as personagens, por norma não gosto e até critico, no entanto, de forma surpreendente, quis que estas personagens tivessem essas personalidades porque assim conseguia distinguir melhor as personagens. De certa forma, o que fica na nossa memória é a história toda. Para o próximo livro a autora deve apostar mais em desenvolver as personagens para o leitor não ter de ir ao website para saber mais sobre elas (nomeadamente idade, quem é irmã de quem, etc).

Sendo assim, “Os exploradores e os cavalos do Além” até têm uma boa premissa para serem adoptados pelo Plano Nacional de Leitura. Com jeito, as professoras e professores poderão trabalhar o livro com os alunos e explorar a história em conjunto, se não quisermos claro estar sempre com as séries mais conhecidas.

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