Friday, 7 June 2013

Tidy Friday (especial ressaca)


Não, meus filhos, não andei a beber, nem nas parties, nem a fazer amor com o meu amigo absinto. Estou de ressaca de livros! Ando a ler a passo de caracol e acabo por passar mais tempo a escrever e a rever do que propriamente a ler. Por isso esta Tidy será sobre vanities, livros que estou a ler E amor e carinho. But first things first: to the books!

Os livros:

Esta semana saiu apenas uma review sobre o livro "Um beijo inesquecível" de Teresa de Medeiros e estou a ler dois livros: Revolução paraíso de Paulo M. Morais e Manon Lescaut de Abbé Prévoust no Projecto Gutenberg. Embora adore o projecto, tenho de confessar que estes .epubs podiam ter melhor aspecto. Estou mal habituada com o aspecto que o Projecto Adamastor tem no meu e-reader (oh sim product placement, wha? Adoro as capas que faço para o Adamastor!). Ainda assim ninguém me tira da ideia que tenho de comprar um e-reader com ecrã e-ink (não comprei antes porque eram caríssimos), mas pode ser que quando arranje um emprego, me possa dar a esse luxo (há pessoal que compra iphones, eu gosto de e-readers). 

Lançamentos:

Esta semana recebi imensos lançamentos da Saída de Emergência... are you ready?

Jonas Kalem, um misterioso comerciante de arte, prepara o golpe do século: forjar Os Manuscritos Perdidos de Da Vinci e tornar-se num dos homens mais ricos e prestigiados do seu tempo. Para isso precisa dos melhores profissionais: Curtis Stiehl, o único falsificador capaz de reproduzir a alma de um Da Vinci, mas que para isso terá de ser chantageado; Eleonor Shepard, uma física inteligente e sexy que erradamente pensa ter sido contratada para pesquisar arte em Florença; Giorgio Burri, um professor de Estudos Renascentistas que acaba de sobrestimar a própria inteligência; e Anthony Waters, um criminoso tão violento quanto atraente, cujas fúrias impulsivas podem transformar um esquema brilhante num campo de batalha. Mais do que explorar o crime no mundo da arte, Thomas Swan explora a arte do crime. De Londres e Nova Iorque a Itália, este é um thriller soberbo que amontoa identidades falsas, traições, assassinatos, chantagens e um clímax de cortar a respiração. 

 Quando os magos ameaçam Belladonna e o seu trabalho para manter Efémera em equilíbrio, o seu irmão Lee sacrifica-se para a salvar — e acaba por ser internado num Asilo na cidade de Visão, longe de tudo o que conhece.
Ao mesmo tempo, umas estranhas trevas parecem estar a espalhar-se — uma escuridão que esconde a natureza dos Xamãs que cuidam da cidade e da sua população. Danyal, um dos Xamãs, é o responsável pelo Asilo. Mas talvez por estar a tentar descobrir os seus próprios sonhos, Danyal sente-se intrigado pelos aparentes delírios de Lee.
Com a ajuda de Zhahar, uma mulher com os seus próprios segredos tenebrosos, a mente e o corpo de Lee melhoram, e as suas palavras começam a fazer sentido. Em breve, Danyal e Zhahar começam a vislumbrar o mundo como nunca haviam imaginado. Quando Danyal, Lee e Zhahar se unem para descobrir o que ameaça a cidade, serão obrigados a olhar para além de si mesmos — e para dentro de si mesmos — para descobrir quem são… e até que ponto podem ser demasiado perigosos.


 O general Cypher Raige, do Corpo Unificado de Patrulheiros, é apenas o último de uma longa linhagem de heróis. Durante mil anos, desde que o apocalipse ambiental dominou a Terra, os Raige foram um instrumento fundamental para a sobrevivência da humanidade. Lideraram o caminho quando os sobreviventes foram forçados a abandonar a Terra, instalaram-se num planeta inóspito ao qual chamaram Nova Prime, enfrentaram a chacina por parte de uma misteriosa força alienígena e estabeleceram um novo lar na ponta mais longínqua da galáxia.
Cypher acabou de regressar para junto da família após uma prolongada missão no
exterior. Para o seu filho de treze anos, Kitai, acompanhar o lendário pai é a aventura de uma vida – e uma oportunidade para salvar a relação deles.
Mas, quando um asteroide colide com a nave deles, despenham-se e Cypher fica seriamente ferido, correndo risco de vida. Kitai Raige sempre quis provar que estava à altura de conviver com um apelido tão ilustre. E agora, talvez cedo de mais, terá a sua oportunidade. Com a vida do pai em risco, Kitai tem de se aventurar em terreno desconhecido e hostil num novo mundo que parece estranhamente familiar: a Terra.

 Em 1942, as tragédias da Segunda Guerra Mundial encontraram eco nas viagens do navio Serpa Pinto. Ao longo da rota Rio de Janeiro – Lisboa, os passageiros eram na sua maioria alemães que tinham emigrado para o Brasil e que desejavam regressar à Alemanha para lutar por Hitler. Mas quando o navio atravessava o Oceano Atlântico na direção oposta, Serpa Pinto representava a última esperança para centenas de refugiados que temiam pelas vidas e abandonavam a Europa através de Lisboa. Se por um lado, o navio era testemunha do fanatismo do Nacional-socialismo que abalou o continente europeu e inspirou centenas de alemães a abandonarem a segurança das suas casas no Brasil para partirem para a guerra, por outro lado, tornou-se o refúgio de pessoas que tinham perdido irremediavelmente os seus lares, arrancadas de forma violenta das raízes, para se tornarem refugiados. Venha conhecer a história do navio que se tornou o microcosmos dos dramas da guerra e mudou os destinos dos seus passageiros para sempre.

 No ano de 354 d.C., Julião, um jovem estudante em Atenas, é o último sobrevivente de uma sangrenta purga política que mata toda a sua família. Convocado inesperadamente à corte do imperador Constantino, o jovem teme o pior... mas acaba por ser nomeado general e enviado para a Gália, num esforço para recuperar terras ocupadas por bárbaros germânicos.
Depois de vencer sangrentas batalhas e a desconfiança das legiões romanas, Julião demonstra ser um génio militar e esmaga as tribos que ameaçavam Roma há várias gerações. Confiante, vai mais longe e consegue o que ninguém julgava possível: desafiar o próprio imperador e apoderar-se do Império. Com apenas 30 anos, Julião torna-se no homem mais poderoso do mundo. Agora, o lado negro da sua ambição vem ao de cima. Renegando o Cristianismo da juventude, concentra a sua atenção na maior conquista de todas: a do império Persa. No entanto, quando os seus novos deuses e a sua sanidade o abandonam... o curso da História poderá ser alterado para sempre.

Morgan O’Malley já assistiu a muitas coisas perversas como apresentadora de um talk-show sobre sexo. Mas nunca tinha conhecido um homem como Jack Cole, um alfa dominante impossível de resistir, e alguém que Morgan quer ter ao seu lado quando um sociopata começa a persegui-la.
Embora Jack seja um guarda-costas, Morgan está longe de se sentir segura na sua presença. De modo lento e sedutor, ele começa a revelar as suas fantasias mais íntimas. E quando finalmente quebra a vontade de Morgan, ela fica chocada por descobrir o quanto está a apreciar o seu toque de mestre. Rapidamente se torna uma presa nos jogos perversos de Jack, mas mesmo sabendo que os seus motivos não são inocentes, nem ela faz ideia do que a espera…

Ufa! There we go nice and clean. Agora querem tau, tau não querem? Siiiiiim *bater palminhas* 
A Presença está a ter 70% de descontos em todos os livros e hoje o livro Terraços de Teerão está a 5€! Aproveitem.

Blogosfera:

Bem esta semana vamos voltar ao assunto das vanities ou POD's... nothing against pods, nem as vanities desde que ao menos tenham preços e tal. Esta semana é a "editora" Nós, poetas, editamos. Quando vi o blogger pensei "Ok fixe uma editora que edita poesia, fixe precisamos disso porque neste momento nenhuma editora tradicional edita.", mas para variar o encanto demorou pouco tempo. A verdade é que mal uma pessoa envia um mail com um mansucrito, recebe de resposta não com um mail a dizer não que vão analisar, não com um mail a dizer que gostaram do resumo e que vão ler mais, mas sim com um mail com orçamentos e quantos exemplares vão ter de comprar... Uau! É tipo, um novo recorde O.o Nem sequer tentam convencer-vos de que a vossa história é boa ou que vão ler e corrigir o texto. É estilo um assalto onde a editora... desculpem, a coisa diz logo: passa a carteira. 
No site diz que o prazo de avaliação é uma semana: IT'S A LIE! Não há nenhuma avaliação. 


Dude isso não é uma editora!!! Editar não é pedir dinheiro logo sem sequer ler a porra do manuscrito. Para isso pego em macacos, ensino-os a imprimir livros e fica assim. A sério, o que vos passa pela cabeça? Eu sei que vanities é uma forma super fácil de começar um negócio. Não precisas de ter dinheiro nem nada, simplesmente pedes guito aos autores e eles que paguem. Assim, claro que é possível fazerem antologias e outras coisas. Depois encontro o livro desta editora na Euedito que para quem não sabe é uma POD... Ou seja, uma vanity pede ajuda a uma POD para imprimir livros... what?  Que raio de lógica é essa? Se vocês são uma editora (mesmo que vanity) não arranjam uma tipografia? Onde está o vosso logotipo? Ganhem vergonha! Estarem a explorar os autores quando eles não deviam de ter de pagar por nada. Vocês não vão ganhar nada a não ser os exemplares que compraram para vender, não vão ter visibilidade porque a editora pelos vistos não distrbuí. Não há informação nenhuma no blogue... Não, meus filhos. Criar uma editora não é assim tão fácil! É preciso tempo para pensar em estratégias, analisar muito bem os manuscritos, ver em qual apostar. Dá dores de cabeça! Apoiar um autor é preciso ter dinheiro! Se até revistas amadoras ou fanzines dão pelo menos 1 exemplar ao autor de borla, como raios é que estas "editoras" não fazem isso? Não acham que deviam de ter pelo menos 2000€ para começar um projecto? E isto é uma ninharia, quase um mínimo para começarem. Por favor autores, não caiam na esparrela. Estes senhores não editam, eles pedem dinheiro e fazem trabalho de vanity, não de editora.

About books:

Esta semana soube que houve uma discussão no Facebook com alguns membros de blogues sobre criaturas fantásticas e o facto das autoras a embelezarem por exemplo os vampiros de forma a apelar às mulheres leitoras. E sinceramente embora eu já esteja a preparar um vídeo sobre .... ah esperem isto era surpresa!!(,,#゚Д゚)  REWIND!! REWIIINDD!! Ahem... pois, gostava muito de vos explicar o porquê dessa tendência. ^^" (Eles nem vão notar que mencionei a palavra vídeo (;¬_¬) )
A verdade é que tenho andado a pensar nisso, a reflectir (aka não fazer nada da vida) sobre o processo de leitura e o porquê de haver crítica literária. Ultimamente algumas bloggers têm-me perguntado: Ruiva, como é que se aprofunda um pouco mais a leitura? E esse ir além deixou-me a pensar. Primeiro porque ensinar a "ler" um livro é dificil, segundo porque:


Talvez seja por isso que a crítica literária seja tão rica e nunca há uma crítica que o pessoal se identifique. Por exemplo, o pessoal do Público muitas vezes escreve críticas extremamente pseudo-intelectuais que não se entende nada e ficamos "ahhh ok... então devo comprar o livro ou fico quieta?" Os leitores não gostam disso. Gostam de ir a um blogue ler as opiniões que os blogger com qual mais se identifica escreve. Por isso, os blogues acabam sempre por ler o que mais gostam ou os livros mais actuais para os leitores seguirem o que vai saindo no mercado. Eu compreendo a ideia de embelezar, a estética foi sempre importante na nossa sociedade. A nível de narrativas funciona, vende, alguns livros são bem escritos. Entendo a tendência ainda que seja adepta do grotesco, do feio e do que as pessoas costumam achar "horrível". Por isso guardo a minha bandeira com a cara do Nosferatu (a única personagem que me dá pesadelos) e continuo a valorizar o interior das personagens, ainda que saiba que "bodice rippers" vendem e as mulheres muitas vezes preferem personagens lindas e ricas mesmo que filhas da puta e alguns mesmo raptores e violares. Cada um com a sua mania estranha. O meu piece of advice é mesmo: LEIAM. Leiam muito. Leiam de tudo um pouco. Leiam Ficção Científica, livros eróticos, livros light, clássicos. I don't care. Mas leiam de tudo um pouco. Porque quanto mais autores lermos, mais experiência temos. Mais conhecemos sobre mundos diferentes e perspectivas diferentes e ler é mesmo isso: ver através dos olhos de um autor o mundo que ele criou. Leiam S. Meyer, leiam Kafka, leiam Sparks ou Bishop ou Tolkien, leiam Tony Morrison ou Thomas Mann ou até mesmo Alexandra Lucas Coelho ou Henry Miller, leiam Henry Miller depois de lerem E. L. James e depois de lerem E. L. James leiam Anaïs Nin e depois de Nin leiam Anne Rice. Irão depois entender que um crítico ou um blogger quanto mais coisas diferentes lê, mais cresce sem notar porque está a fazer o que mais gosta: ler. Por isso leiam, reflictam e escrevam sobre a vossa perspectiva daquela vivência.

E pronto! Foi o momento vunito da semana que começou com sangue e terminou com coisinhas fofas e bonitas. Esperem aí que faltam aqui um coração:


Awww tão bonito e foleiro ao mesmo tempo!

4 comments:

  1. Gostei Ruiva. E sim, ler e ler e ler é mesmo o que nos vai tornando mais capazes de discernir e diferenciar as mais diversas obras começando a identificar o que tem mais conteúdo do que é mais oco.

    Um grande beijinho

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  2. Ler é como comer um gelado, se comermos só um como podemos saber se é o melhor? Temos que provar muitos para podermos dizer que aquele é o melhor, assim como temos que ler muitos para escolhermos os livros que mais gostamos.

    P.S. - esta comparação deve-se ao estado de espírito gerado pelo facto de o mau tempo ter regressado e arruinado um fim de semana de praia :|

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