Saturday, 29 June 2013

How beauty loved the beast

How beauty loved the beast
Jax Garren
Editora: Carina Press
141 páginas

No meio da desgraça toda de ler coisas más, veio a Jax Garren salvar-me o dia! Não sei o que vos dizer, apenas que esta mulher tornou-se uma das minhas autoras favoritas e esta série só peca mesmo pelo worldbuild diminuto porque senão entrava no meu top de séries. A trilogia Tales of Underlight publicado pela Carina Press tem as duas personagens principais mais awesome de sempre. Quando estava a falar com a Inês Montenegro do Tales of Gondwana ela perguntou-me se eu não tinha lido já o livro, visto que já o tinha há um mês. Sinceramente, olhava para o livro no e-reader e não me sentia pronta para o começar a ler. Teria de dizer adeus às personagens fantásticas criadas por Garren e nada me preparou para isso. Como chegar ao último livro da trilogia e saber que nunca mais vamos ler algo sobre Hauk?

Jax Garren, no último livro, concentra-se mais na veia romântica/sensual do que na acção, como nos últimos dois livros. Sendo este terceiro livro a conclusão de uma história, esta só pecou por não deixar o conflito entre os Underlight e a Order totalmente resolvido. Talvez haja espaço para a concluir numa outra série, já que o romance entre Hauk e Jolie tem uma conclusão.

Sinopse:
It’s all been leading to this.
Jolie Benoit has become a skilled agent of the Underlight, relying on her savvy to complete assignments while Sergeant Wesley Haukon was out of commission. But an unexpected clue to the Order of Ananke’s diabolical scheme rattles Jolie, and she turns to Hauk for comfort.
It’s been years since Hauk took comfort from the touch of another person, though his love for Jolie is deep and powerful. Uncomfortable in his skin, scarred by a terrible fire, he is unable to give in to the pleasures that Jolie so desperately wants to grant him.
Meanwhile, the Order is lurking in the shadows—and when they strike, the blow is swift and terrible. Hauk and Jolie scramble to fight for their community, but with the future of the Underlight threatened, no one is safe. And Hauk will never be the same…
Esta série prova que é possível as personagens liderarem a história de uma forma não lamechas, mas igualmente romântica. "Wesley of the divine tongue" ou Hauk mal consegue resistir a Jolie, mas ainda é assaltado pelos seus demónios, sem falar na sua aparência horrível. No entanto, Hauk não nos parece um homem feio, talvez porque o seu interior não o é. Jax Garren faz algo que eu adoro fazer: tornar uma personagem fisicamente feia em alguém completamente adorável ao público e subverter a ideia de que as mulheres querem um homem bonito e rico. Hauk não é nem rico e muito menos bonito. Mas talvez é isso que o torna numa das personagens mais likable da fantasia urbana. Ele não é um alfa male, não é um caveman que as mulheres adoram, é um demónio que assusta pessoas. Mas um demónio que consegue amar uma mulher bonita que o vê além da pele queimada e desfigurada. 

A trilogia Underlight é feita do além das aparências. O monstro é um homem bom e a bela é uma mulher independente e com bom coração sem a tornar numa Mary Sue. Neste terceiro livro, o romance deles é focado em dois termos: comunicação e confiança. A relação deles só avança depois de haver comunicação e a confiança esteja estabelecida. Garren mostra que para um relação funcionar estes são os pilares fundamentais e não importa o quanto amamos a outra pessoa, se não conseguirmos mostrar que confiamos nela, a relação não irá longe. São estes os obstáculos que Jolie e Hauk têm de ultrapassar. Hauk tem de confiar em Jolie para ela vê-lo completamente nú, ainda que isso signifique que ela verá o quão horrível ele é e Jolie tem de confiar em Hauk os seus medos e desejos. 

Garren não precisa de uma história fantástica para fazer passar diversas mensagens bonitas, bastou desenvolver um casal durante três livros para seduzir um leitor farto das mesmas personagens e que encontra em Hauk e Jolie algo fresco. Escusado será dizer que aconselho esta trilogia a todos os leitores e até mesmo editoras. O mercado português teria certamente algo de novos nas estantes das livrarias para desenjoar de meninos bonitos e poderosos.

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