Monday, 22 April 2013

Quickies #7

Soul sucker
Kate Pearce
Editora: Carina Press
Publicado em 8 de Abril de 2013

A Kate Pearce é, como diria a sra. do Forest Gump, como uma caixa de chocolates. Nunca sabemos muito bem o que encontrar com os seus livros. Pode ser algo muito bem pesquisado ou algo repetitivo. Felizmente Soul sucker, embora seja paranormal, não utiliza a fórmula das duas sagas mais conhecidas da autora. Ao contrário do que pensei (visto não ter indicação em nenhum lado), Soul sucker pertence a uma série, cujo nome ainda desconheço. A personagem de Ella vem contrariar bastante a tendência de personagens femininas fracas. Ela é forte, independente e decidida, o que não impede Pearce de lhe colocar alguma tragicidade – sendo uma soul sucker e empath, how cool is that? – quando chega o seu 27º aniversário, poderá enlouquecer e morrer. Isso se decidir não escolher um mate que a ajudará a manter equilibrada. Ella não está minimamente interessada em escolher um parceiro que nunca viu nada vida, quando andam a morrer empaths com a sua memória eliminada. Morosov, um agente russo, da agência irá ajudá-los. Morosov tem o mesmo temperamento que Ella e os dois a trabalhar juntos dão uma dinâmica fantástica ao romance. Quando Pearce não se foca tanto no romance e mais na acção, os livros tendem a ser bons. Ella é uma personagem bem construída, trágica e é possível simpatizar.
Existem pontas soltas que a autora já afirmou colmatar e desenvolver no segundo livro, especialmente tendo em conta o passado e a família de Morosov. 
Vale bem a pena investir apenas $2 (2,20€) por este e-book. Quem me dera a mim que os portugueses fossem assim tão baratinhos!



50 shades of Gay
Jeffery Self
Editora: Riverdale Avenue Books
Publicado em Fevereiro de 2013

Este livro é daqueles que, sendo fanfic, a única coisa que tem de mal é – ser uma fanfic. Self é um autor até competente quando não está a parafrasear a brainless da L. James e 50 shades of gay se tivesse um argumento original até seria bastante bom! Isso, e tirando o facto destas histórias com sexo hétero como gay acharem por bem ter sexo em seco, só porque sim: ora bem é aqui e agora, um pouco de vaselina e está pronto to go! Tirando o facto do Taylor dizer a célebre frase “I don’t have sex, I fuck.” Ao qual só me apetece dizer: filho, what’s the difference? Se ainda fosse: eu não faço amor, eu fodo (e acabei de ler isto em brasileiro na minha cabeça, não sei porquê), ok eu entendia a diferença. Agora assim, sinceramente parece uma forma de dizer que ele só o quer usar para serem sexbuddies e não haver compromisso porque senão ia ser um livro curto! Mesmo assim, quando digo que é melhor quando Self não se inspira em L. James, refiro-me mesmo ao BDSM. Apesar de haver partes de Grey em Taylor, ele próprio manda Alex pesquisar o que é BDSM, integrar-se do assunto e decidir se quer avançar ou não e mesmo depois de avançar dá-lhe um documento com os soft limits e hard limits. Algo que sabemos que o Mr. Grey nunca fez. A verdade é que estes detalhes deram alguma veracidade a esta componente.
Outra coisa que achei fraco foi as constantes referências a marcas/actores/filmes (meio product placement). Isto é a minha opinião, mas como editora e leitora, acho terrível quando falam de uma marca que eu não conheço (e se calhar outras pessoas não) e fico confusa. Também é uma forma de preguiça aguda dizer que são uns ténis All stars ou que a personagem parecia-se com Grace Kelly, visto que o leitor só tem de visualizar algo parecido com a mulher e o autor escusa de descrever. Mas isso é uma nota pessoal, enquanto leitora e editora não gosto muito.


Malice Striker

Jianne Carlo
Editora. Etopia Press
Publicado em Outubro de 2012

Depois de ler o Death Blow e descobrir que a autora estava nomeada para um Romance review award decidi dar uma segunda e terceira oportunidade. De facto parece-me que o Death Blow é daqueles livros maus de uma autora que até nem é má.

When Scotland’s King Kenneth orders his death and kidnaps his sister, the Viking Brökk—the Malice Striker—plans his vengeance: he’ll steal the king’s bastard daughter from Sumbarten Abbey and use her to buy his sister freedom.

Isto é na verdade uma forma fixe de começar o livro – a irmã de Brökk sendo raptada dá-lhe um motivo para retaliar e começar a acção. Ele precisa de algo para libertar a irmã.

But his schemes go awry when his liege lord commands him to wed Skatha.

Isto na verdade pareceu-me um pouco surpreendente também no livro, mas ao longo da narrativa entende-se o porquê. E dá também um motivo para haver logo no início um casamento. Não há insta-romance apesar de tudo poder indicar para esse caminho.

For if the Viking discovers her secrets, the laws of his people will force him to cast her aside…or kill her.

Basicamente o grande segredo é – e isto não é bem spoiler porque está logo nas primeiras páginas – Skartha é cega. Desde o seu 11º aniversário que deixou de ver e isso muda tudo no livro. Skartha precisa das suas aias para guiarem-na por sítios que não conhece, mas desembaraça-se bem com os seus deveres e embora no início se acanhe e seja uma figura pequena e frágil, eventualmente começa a ganhar mais garra. Brökk, por outro lado, sofreu um desgosto grande de amor e ainda por cima viu a sua irmã de 7 anos a ser raptada. Mesmo assim, não chega a ser um homem cruel. O amor nasce dos dois depois do casamento e é construído através de várias peripécias. Contudo, julgo que Carlos é uma péssima autora de acção. Ela de facto consegue envolver o leitor na história do casal, mas quando chega a detalhes de acção, tudo acontece rápido demais e não se dá atenção aos planos de batalha/acção. Há que haver balanço e não esquecer cenas deste tipo só porque é um livro light romântico com um pouco de factos históricos. Vou ter de tirar a prova dos nove com o livro que foi nomeado para os Romance review awards com os livros Alpha me not e Demon seed.

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