Saturday, 5 January 2013

Oh steampunk, how could you do this to me?

Tenho o coração partido! 
Estou quase a pegar no violino da minha irmã e tocar a música mais triste do mundo! Tudo porque passei MESES à espera do novo livro de Steampunk da Vivi Anna e quando o li... oh what a cruel, heartless and bitchy world we live in! Não é que o livro seja mau, mau no sentido de "quero atirá-lo contra a parede e fuzilar a autora", mas... I was expecting more! *I need cuddles*

The League of Illusion
Vivi Anna
Editora: Carina Press (versão Kindle)
136 páginas

Sinopse:
London, 1851
Former thief Jovan Davenport is the black sheep in a family of powerful sorcerers. But when his dying father—head of the League of Illusion—reaches out for help, Jovan has no choice but to accept. He must find his missing brother Sebastian and stop the power-hungry Hawthorne family from taking control of the council. If only they'd appointed someone other than Skylar Vanguard to help him in his quest.
Skylar, a druid and accomplished tracker, has spent three years trying to forget her past, especially Jovan Davenport. Once in love, she left Jovan when she discovered his betrayal. She wants nothing to do with him or his family, but must obey the council's will by accompanying Jovan and reporting back on his progress.
Forced to work alongside each other, neither of them expects their passion to return so quickly. But as the conspiracy deepens in a steam-powered world of dirigibles and mechanical golems, will their secrets stand in the way of their mission…and their love?

O facto de haver druidas leva a que este livro seja mais paranormal, que Steampunk. Vivi Anna recorre a uma técnica boa que é económica para a narrativa, mas nem por isso deixa de haver falta de química. Os dois protagonistas já se conhecem, foram amantes e agora reencontram-se depois de uma separação de sete anos. Fácil e rápido, a autora tem apenas de mostrar algumas partes do seu relacionamento anterior e construir um ambiente tenso de longing e restrição, para no futuro ambos entrarem em ebulição e ver-mos até quando é que eles aguentam. Mas o romance, mesmo com esta técnica simples, carece de "vapor" (a pun com steam seria tão melhor! Why you fail me, portuguese?) Skylar ama Jovan mesmo com as suas falhas, mas está sempre a dar-lhe para trás. Jovan ama Skylar porque ela é bonita e inteligente (pelos vistos). 

O que me leva a adorar as personagens de Jovan e Rhys, personagens com falhas e que aprendem com os erros e a detestar Skylar. Se calhar foi mesmo isso que falhou - uma protagonista forte e não apenas com uma fachada de forte. O que é estranho, pois quase todas as personagens femininas de Vivi Anna estão longe do modelo da Mary Sue e esta é a que se aproxima mais dessa caracterização.

A sequência de história está perfeita! Conflito! Conflito e mais conflito. Sempre que há algo resolvido existe um novo conflito a dar impulso à história, mesmo que a resolução seja quase rápida ou imediata. Confesso que dei uma estrela por isto. A estrutura está boa e precisava apenas de maior desenvolvimento (mas pelos vistos vem aí o segundo livro em Maio e, mesmo depois da desilusão fiquei "yeeeeey vai haver um segundo!"). Embora haja um objectivo geral que não é atingido, a sub-plot do livro tem uma resolução. E é isto que eu amo nas autoras estrangeiras. Mesmo com um livro de 136 páginas, que está à venda em versão Kindle por 3 dólares, elas sabem planear e como encontrar uma resolução e o que fazer se essa resolução não for encontrada.

A nível de Steampunk - há pouco. Alguns tinkers, algum clockwork, mas de resto nada de mais. Isto, claro vindo de quem já está cheia de Steampunk, que está a escrever steampunk com paranormal e ainda quer estudar mais Steampunk (sim, eu não sou nada suspeita). Esperava mais. Talvez um pouco de Soulless com cenas de sexo (hey é Vivi Anna, não pensem que leio isto pela filosofia de vida ou por trechos tocantes). Nunca pensei dizer isto mas... queria mais sexo! Só há uma cena. Queria mais e com mais pormenores (ai o que o Memórias de um leviano fez tantos estragos na minha cabeça).

Sendo sucinta, as duas estrelas foi mesmo pela estrutura e pelas personagens masculinas: Rhys e Jovan que estão bem feitas. O resto, I am betting all my money on the second book! Já não é a primeira vez que começo uma série que nem é nada de especial e o segundo livro é fantástico. Por isso, agora vou voltar ao meu cantinho, chorar um bocadinho pela desilusão e comer chocapic com vodka.

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