Monday, 23 April 2012

Giveaway no blog ClockWork Portugal

O blog de Vaporpunk Português "ClockWork Portugal" está a fazer um giveaway do livro "Soulless" de Cail Garriger! Terão de responder apenas a uma perguntinha fácil. Atenção que o livro está em INGLÊS! Visto que não há tradução para português.



LINK: http://www.clockworkportugal.com/2012/04/giveaway-soulles-de-gail-carriger.html

Review do livro no blogue: http://illusionarypleasure.blogspot.pt/2012/01/nao-sao-so-os-ruivos-que-nao-tem-alma.html

Friday, 20 April 2012

George R. R. Martin em Portugal

Que sessão! Foi curta, foi muito curta... aliás desde que acordei ás 6 da manhã, tive a brilhante ideia de levar corpete e tacão alto e ainda duas reuniões e duas aulas logo às 8.25 da manhã. O que me faz pensar que já estive mais longe de ser considerada senil! Passo a explicar: acordei bem disposta a pensar "Tenho reunião e tenho de imprimir coisas... fixe!" depois lá apanho os transportes, assisto às aulas (lindo), tenho uma reunião, almoço no metro uma sandes e ainda tenho outra reunião na faculdade! A reunião na faculdade corre muito bem e só demoro uma hora! Deus seja grande e depois penso "Bem ainda posso queimar uma hora, visto a FNAC não ter tomadas!" Vou ainda para a faculdade nas calmas ingénua a pensar que chego lá e tenho lugar na boa. Apanho o metro ás quatro da tarde e chego à paragem do metro e é o caos! Não sei para onde ir e o meu sentido de orientação é tão tão mau que fui ter ao parque de estacionamento dos carros, depois de ter envergado por ruas suspeitas! Chego à FNAC e só tem uns vinte/ trinta lugares para as pessoas se sentarem... mas há um! Um lugar à minha espera... mesmo à frente do Martin!!! E fico a pensar "Thank you so much God! I owe you one!" Lá estavam a Inês Montenegro, o Hélder, a Mariana do Nanowrimo e entretanto fiquei com um torcicolo. Passa uma hora e penso "ok isto não é assim tão doloroso", passa duas e eu já não aguento! A companhia ajudou muito. Acho que nunca fiz tanta piada com um senhor, mas sinceramente a foto que colocaram dele não era a melhor. Mas enfim a espera valeu a pena até porque estive sentadinha a escrever a minha fundamentação pedagógica para o meu segundo bloco didáctico de alemão. E enquanto eu estava concentrada a escrever aparece o Martin! Assim do nada e começam a chover aplausos e eu atrapalhada a guardar as folhas... (só a mim, só a mim)
Indo ao que interessa! O senhor Martin é um "tipo" porreiro, cheio de piadas, cauteloso e um bocado admirado pela quantidade de pessoas que estavam lá a assistir (visto que segundo ele a ultima vez que veio a Portugal só tinha umas 30 pessoas a assistir na plateia). Houve direito a três perguntas: How do you find the names to your characters? Which episode from the series did you write? Whose fault is that there are 7 books: the characters or the author? (e outra que não me lembro). Deu-se início à sessão de autógrafos antes que segundo o Martin "They'll be making children outisde" e ainda "and I'll be dead" (sim a fila era assim tão grande)
Entretanto pude confrontar o autor com uma pergunta de extrema importância que está certamente a preocupar os leitores que foi: When you finish the series, are you going to cut your beard? Ao qual me foi respondido: I trim it now and then, but the last time I shaved was back in 1982. Portanto meninos e meninas provavelmente iremos ter um Martin de cara lavada... God knows when. Resultado: uma dor de costas enorme, um autografo e uma boa noite de sono! Mais tarde irei colocar as fotos com o sr. a assinar, mas para já fica o rabisco ou ainda a tensão arterial do sr. (claramente entusiasmado comigo)



Aqui ficam as fotos da sessão:
Digam lá se não estava sexy para o senhor Martin?



Lançamentos Alfarroba em Abril












































































Wednesday, 18 April 2012

Uma prisão banal

Incarceron
Catherine Fisher
Editora: Porto Editora

Sinopse:
Imagine uma prisão tão vasta que abrange masmorras, galerias, bosques de metal, mares e cidades em ruínas. Imagine um prisioneiro sem memórias mas que nega pertencer àquele lugar, mesmo sabendo que a prisão se encontra selada há séculos e que apenas um homem conseguiu escapar. Imagine uma rapariga condenada a um casamento de conveniência e a viver numa sociedade futurista, vigiada por um sistema sofisticado de inteligência artificial mas concebida à semelhança de um cenário do século XVII. INCARCERON é a prisão viva que observa tudo o que se passa dentro dos seus muros. Finn é o prisioneiro e Claudia a filha do guardião da prisão, que vive num mundo exterior onde pouco se conhece sobre INCARCERON. Ao encontrarem uma chave de cristal que lhes permitirá comunicar, os dois engendram um plano de fuga numa corrida contra o tempo. Mas INCARCERON vigia-os e a evasão exigirá mais coragem e tornar-se-á mais difícil do que pensam.



Há uma palavra que define muito bem este livro que é "meh". Um estrangeirismo, um grunhido... não sei muito bem, mas durante a leitura do livro a única coisa que sentimos é "meh", um suspiro ou outro, bem nada mais avançado para cardíacos. O que é pena... "Incarceron" é um livro cheio de ideias boas, cheio de potencialidades, mas com uma escrita banal e um aproveitamento de todas as potencialidades nele encerradas de bradar aos céus. Fisher não é uma boa escritora e o livro é a prova que nem sempre um escritor para ser bom, tem de ter uma ideia boa. Comecemos por fases:


  • História: A história de "Incarceron" é assim uma coisa abrupta. Sabemos que há uma prisão, que há um "Outside World", sabemos no mundo exterior há uma monarquia que é governada por um rei e por um rainha. Sabemos também que o ambiente na corte é de cortar à faca: como? É-nos dito! Ou seja o leitor é "spoon-fed" com informações que não sabemos muito bem para que servem. A história é cercada de clichés e não há momentos de suspense ou que levem o leitor a suspeitar. A personagem Finn tem tudo para ser o "lost prince", mas será que o é? Bem ao longo do livro é óbvio que muito provavelmente SIM. A menos que a autora invente assim um cliffhanger magistral digno de um Nobel!



  • Personagens: As personagens estão muito mal feitas. O Finn é um bróculo que anda de um lado para o outro e que só quer sair da prisão. A Cláudia é outro vegetal que anda lá a fugir do pai! O pai, o Warden da prisão, é mau e o pau-mandado da rainha, vá-se-lá saber porquê! A rainha também é uma vibora horrorosa, sabe-se-lá porquê! O Jaren que anda lá aos tombos quase a sucumbir é um cobarde que tem medo do Warden... há personagens interessantes? Muito sinceramente se analisarmos: não... Acho que os escritores de hoje em dia estão com a mania de "Isto é young adult por isso podemos colocar personagens de papel/cartão sem profundidade, porque os miúdos não vão entender."

  • World-build: Visto haver dois mundos, tenho a dizer que o mundo da prisão é mais interessante e rico. Com um problema: a escrita da Fisher é média, ou seja, quando descreve é muito difícil para o leitor visualizar o cenário. Poucos autores conseguem fazer com que o leitor visualize o mundo de uma forma boa. Fisher não consegue fazer isso, o que torna o world-build um bocado vago. A prisão é um sítio mau, horrível, assustador... mas quando se está a ler não se sente isso. Ok não é o sítio mais agradável do mundo... mas entre a prisão e a corte onde não se pode respirar... venha a prisão!

  • Steampunk: A razão principal pela qual comecei a ler o livro, foi por ser tratar de Steampunk... bem eu acho que depois de ler este livro fiquei em dúvida: steampunk onde? A maior parte das obras de steampunk têm personagens fortes, cenas de acção... Incarceron parece-me uma fraca tentativa de "Steampunk" para jovens.

  • Temas: Eu aprecio a forma como Fisher pensou na prisão como um sistema utópico e como muitas vezes os humanos destroem as coisas mais belas que criam, contudo esta ideia foi mal aproveitada, tal como todas as outras.


Para amantes de "Steampunk" acho que o Incarceron não satisfaz, para os amantes de literatura então ficam-se pelas primeiras 50 páginas. Como neste blog tento fazer críticas onde aplico as impressões do livro mais algumas ideias aprofundadas, tenho a dizer que lamento estarmos a criar na sociedade livros para jovens que não constituem nenhuma desafio cognitivo. Até porque é difícil para jovens imaginarem a vida numa prisão, ou sequer terem uma imagem clara do que é a prisão e ao fazer isso com personagens e uma história óbvia, penso que estamos a criar uma sociedade onde qualquer "porcaria" vira "hype". Não estamos a analisar o que lemos, apenas estamos a ler letras e palavras e não as associamos a nada.
Este livro ajudou-me bastante a escrever o meu artigo sobre se o Steampunk poderá ser "estragado" com adaptações para um público mais jovem. No início do meu ensaio disse que não, que isso seria impossível. Uma obra de Steampunk é algo complexo onde temos de criar um mundo alternativo, com muita informação sobre química, física que não é acessível a todos. Contudo "Incarceron" pôs-me a pensar se, se apelidarmos esta obra de steampunk, é isto steam?? E o "Boneshaker"?? E o "Soulless"?? E o "Her own devices"?? Livros onde temos uma exploração de um mundo Steampunk sólido, com detalhes interessantes e que captam a atenção? O Steampunk é uma maneira muito boa de trazer uma série de matérias ao público-geral de forma cativante. Queremos mesmo tornar este género em algo "brainless"? Só porque é para miúdos?



Primeira parceria


Em consequência do desafio lançado sobre os autores portugueses, foi estabelecida uma parceria com a Alfarroba edições. Durante os próximos meses terei o gosto de dar a conhecer alguns dos autores portugueses que vêem os seus livros publicados. Se possível, espero conseguir promover livros sobre o próximo tema do trimestre (ainda a anunciar).

Tuesday, 17 April 2012

As capas mais ousadas

Em 2009 a PSP apreenderia vários exemplares de um livro, cuja capa continha uma gravura imprópria. Em honra desse livro decidi fazer a selecção dos livros mais ousados publicados em Portugal. Novos ou antigos, o que importa é que as capas sejam "bold" e transmitam uma ideia de ousadia.

Trilogia "Rosa - Crucificação"
Henry Miller
Editora: ASA


SEXUS, o livro primeiro da trilogia "Rosa-Crucificação", recorda, de forma ficcionada, a vida americana de Miller nos anos 20, quando, numa busca frenética por antídotos para o seu emprego monótono e a vida num "bairro morbidamente respeitável" com a sua mulher Maude, alimentou uma obsessão pela misteriosa e promíscua Mara. Publicado originalmente em Paris em 1949, este picaresco e extraordinariamente sincero relato das escapadelas sexuais de Miller esteve proibido nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha durante quase vinte anos.




Relato ficcionado da frenética e extraordinária vida de Henry Miller com a sua sensual segunda mulher, Mona, em Nova Iorque, é um testemunho da caótica metamorfose do autor e do seu absoluto amor pela vida. Encorajado por Mona e ansioso por se dedicar à escrita, Henry Miller abandona o seu emprego estável na Companhia Telegráfica Cosmodemónica. O quotidiano transforma-se então numa inglória mas sempre criativa luta pela sobrevivência, em que ambos são desesperadamente pobres e absurdamente felizes. Nos seus relatos de uma vida simultaneamente sublime e miserável, PLEXUS é, acima de tudo, uma história de amor - o amor incondicional e obsessivo que Miller sente por Mona, apesar dos seus defeitos; pela vida, apesar dos seus muitos reveses; e pela língua inglesa.



Justine ou os inforntúnios da virtude

Marquês de Sade
Editora: Europa-América
A virtuosa Justine confia os seus infortúnios, demorando-se nos mais escabrosos pormenores da incarnação da virtude. Apologia do crime, da liberdade do corpo como do espírito, da crueldade, «sensibilidade extrema dos órgãos só experimentada pelos seres sensíveis», esta obra do Marquês de Sade provoca e escandaliza.




Amor Carnal

Pedro Pinto
Editora: Alfarroba
Amor carnal é uma viagem multidimensional pelos vários tipos de amor - menos admitidos-, tão necessários à vivência pessoal e, pela natureza, passíveis de se tornarem um vício.






O Castigo da Bela Adormecida
Anne Rice
Editora: Europa-América
A história conduz o leitor a um mundo sensual de sonhos proibidos e desejos obscuros... um mundo no qual as ideias tradicionais de submissão e preferência sexual são menosprezadas... um mundo que se torna irresistivelmente convidativo pelo espírito aventureiro e a imaginação inigualável de Anne Rice. Uma experiência envolvente.





Termino este post com um poema de Maria Teresa Horta


GOZO V


Vigilante a crueldade
no meu ventre.

A fenda atenta
e voraz
que devora o que é
dormente

A febre que a boca
empresta
a vela que empurra o vento

A vara que fende
a carne

A crueldade que entende
o grito sobre o orgasmo
que me prende e me desprende

Saturday, 14 April 2012

Challenge accepted

A blogger Andreia Ferreira fez um challenge: http://d311nh4.blogspot.pt/2012/04/desafio-ler-em-portugues.html a todos os outros bloggers literários que conseguem ler mais que digamos 5 livrinhos por mês! Ora eu entro nessa categoria, pelo que digo: CHALLENGE ACCEPTED!
E agora a lista:

Abril: A Vingança do Lobo, Vítor Frazão
Vaporpunk, organizado por Gerson Lordi Ribeiro & Luís Filipe Silva 
Maio: Ensaio sobre a Cegueira, José Samarago
Junho: Downspiral de Anton Stark, para já o único português que escreve Steampunk
Julho: Complexo de Sagitário, Nuno Júdice
Agosto: As luzes de Leonor, Maria Teresa Horta
Setembro: ---- MÊS RESERVADO PARA TESE E DEFESA DESTA -----
Outubro: As terras de Corza, Madalena Santos
Novembro:
Dezembro:

Reservo os dois últimos meses para aquisições da Feira do Livro, onde tenciono gastar "muy" pouco dinheiro, por isso veremos.

Em 2012 li:
O fim chega numa manhã de nevoeiro de Renato Carreira: http://illusionarypleasure.blogspot.pt/2012/01/o-policia-os-vampiros-e-o-taxi.html
O diabo dos anjos, L.C. Lavado: http://www.goodreads.com/book/show/7939931-o-diabo-dos-anjos
Escritos dos Ancestrais, Rodrigo McSilva: http://illusionarypleasure.blogspot.pt/2012/04/o-silmarillion-que-se-meta-pau.html

Thursday, 12 April 2012

Revista Fénix nº 1 já disponível




Fénix Fanzine nº 1
Páginas: 56
Organizada por: Roberto Mendes
Preço: 2,50€ (portes de envio grátis)
Encomendas: ez.fenix@gmail.com

A fanzine número 1 conta com contos de Carlos Silva, João Ventura, Romeu de Melo e Valter Marques, uma entrevista a José Manuel Morais e um artigo de Álvaro de Sousa Holstein. A capa e a contra capa são da autoria de Hauke Vagt.

TAG


1.       O hábito de ler vem de família?
Ui nem de perto, nem de longe. Ainda que a minha mãe me obrigasse a ler um livro nas férias, eu detestava. Quando queria comprar um diziam que era muito caro e assim afastei-me muito da literatura e aproximei-me bastante aos videojogos.
2.       Qual foi o primeiro livro que leste ou que mais te marcou?
Bem o primeiro que li na infância foi os "Contos de Grimm e Perrault" os originais. O que foi fantástico! Saber que a Bela Adormecida tinha sido violada e que a mãe do príncipe era um ogre que queria comer criancinhas! O que mais me marcou foi passado uns anos "A dama das Camélias" até agora é dos meus favoritos.
3.       Se fosses um livro como seria a capa?
Não sei como seria a capa, mas sei que ia fazer o designer sofrer! "Então amigo, é só isto?? Vá lá consegue fazer melhor! Faça lá uma capinha bonitinha com o busto de uma senhora."
4.       Como te imaginas daqui a 10 anos?
Nem quero imaginar, daqui a 10 anos terei 33... espero que tenha pelo menos uma casa própria, com muitos anos de serviço como professora e, se possível, uma catraia ao colo a chatear-me a paciência.
5.       Qual a média de livros que lês por ano?
Bem pelo andar da carruagem uma centena.
6.       Se fosses para uma ilha, que por acaso tem TV+Leitor de DVD…que filme (e só um!) escolherias levar para ver (tendo em conta que poderás nunca mais sair de lá :P)?
Forest Gump.
7.       Qual a personagem (filme, livros etc) por quem nutres um carinho especial?
 Isso é fácil! A Belladonna do Orbias. A miúda tem um je ne sais quoi de Hollywood pseudo-trágico a lá Lady Macbeth ou Cleopatra.
8.       Quantos livros pensas ter na tua estante?
Comprados por mim? Mais ou meia centena de livros, sendo que 80% são em inglês.
9.       Quantos livros compras por mês?
Muito poucos. Em média 2 em inglês.
10.   Se fosses um animal qual gostarias de ser e porquê.
Gato... are you kidding me? Dormir, comer e receber festinhas de todo o tipo de pessoas!
11.   Qual destas perguntas gostaste mais e qual foi a mais difícil de responder.
A 3º... Vera sua malandra, a fazer perguntas difíceis


E agora as minhas 11 perguntas:
1. Qual a personagem de (livros/ filmes/ séries) que abominas por completo.
2. Quantas horas lês por dia?
3. Qual o livro que te apeteceu deitá-lo fora?
4. Na tua opinião, qual o número limite de livros lidos até acharmos que estamos viciados em literatura?  
5. Alguma vez recebeste um livro de presente de um autor que detestavas?
6. O que fizeste nessa situação?
7. Se te pedissem para doar um livro a uma biblioteca, qual darias?
8. Quando escreves/ lês, pensas só nas palavras ou a tua mente também está noutro lado?
9. Descreve o sentimento que tens quando acabas de comprar um livro.
10. Qual a melhor refeição para quando se lê um livro?
11. Se houvesse uma refeição inspirada num livro, qual o livro e qual a refeição?

E agora os escolhidos:
http://cronicasobscuras.blogspot.pt/
http://silkandmagic.blogspot.pt
http://lydoeopinado.blogspot.pt/
http://florestadelivros.blogspot.pt/
http://talesofgondwana.blogspot.pt/
http://p7-books.blogspot.pt/
http://otempoentreosmeuslivros.blogspot.pt/
http://viv-omundoencantadodoslivros.blogspot.pt
http://tertuliasalareira.blogspot.pt
http://milestrelasnocolo.blogspot.pt/
http://devaneiosdajojo.blogspot.pt/


Wednesday, 11 April 2012

O Silmarillion que se meta a pau!

Escritos dos Ancestrais
(Campos de Odelberon I)
Rodrigo McSilva
Editora: Presença
Páginas: 384
Website do livro
Glossário do livro

Sinopse:
Na sua obra de estreia, Rodrigo McSilva recorre a uma multiplicidade de personagens e divindades das mitologias nórdica, celta e indo-europeias, que interagem numa história alternativa em que o mundo é simultaneamente habitado por deuses, raças desaparecidas, heróis míticos e humanos. Até ao dia em que o Ente Uno, o Juiz do Tempo, indignado pela perfídia dos deuses, decide pôr fim a esta realidade e afastá-los uns dos outros. «Que a linha do tempo seja doravante como um punhal, mas com duas faces, esquerda e direita, que jamais se verão». Assim os condenou a uma estéril dualidade. Os mortais habitariam o «gume terrestre», desenvolvendo a ciência e a técnica, mas trabalhando na dúvida e na incerteza, enquanto os deuses e os que os haviam seguido habitariam o invisível «gume de odelberon» numa eternidade imutável. Cada lado ficaria sujeito às leis dos respectivos universos. Havia porém uma vaga esperança, a longínqua promessa de que, ao fim de vinte mil anos, os dois gumes, agora separados se reencontrassem... Esta extraordinária aventura ficou registada pelos inúmeros escribas que ao longo das eras foram registando os seus sucessivos capítulos.

Para escrever a crítica deste livro vou precisar de pelo menos umas cinco páginas e como sou chata que chegue sucinta, então se me meto aqui a divagar lá se vai a clientela. De modo que decidi para bem da comunidade e a minha sanidade mental dividir esta crítica em duas partes (as boas e más) e por tópicos que é para a leitura não ficar muito monótona.

Aspectos bons:

  • McSilva fez bem a sua pesquisa e conseguiu enfiar uma porradona de personagens e situações num primeiro volume;

  • A partir de meio do livro o autor começa a contar pequenas histórias que influenciam um todo. Estas histórias de pouco mais que 10 páginas, conferem ao leitor tempo para se habituar às personagens;

  • O livros faz lembrar certas vezes os épicos gregos e medievais que contam a história de vários povos em vez de personagens isoladas. Faz falta hoje em dia pensar num povo em vez de indivíduos. 


Aspectos menos bons:

  • A carrada astronómica de personagens e ausência de glossário. Eu sei que há um glossário no site do livro, mas este tem de vir obrigatoriamente com o livro, visto que são mais de 20 páginas. Em cada página chegava a haver umas três personagens novas, mais 4 menções de lugares novos. Não há tempo, nem profundidade para nos afeiçoarmos a alguma personagem e sejamos honestos até nos Nibelungos e no Beowulf era fácil afeiçoar-mo-nos enquanto leitores a uma personagem. Aqui é impossível devido ao distanciamento do narrador perante o leitor. Porra até o Martin que tem menos 70% de personagens tem uns desenhos jeitosos com as personagens todas para seguir.

  • Algumas histórias carecem de profundidade, a maior parte é: homem sonha com mulher - homem parte em busca da mulher - mulher abre as pernas para o homem porque ele é o homem da sua vida. Sinceramente as minhas aulas de cultura clássica foram passadas a chorar a rir porque muitos épicos são assim ridículos e completamente irreais, but let's face it, obras como "A Odisseia" ou "A Ilíada" não tinham muito exemplos precedentes! Foram o alicerce da literatura ocidental, agora no século XXI? Já devíamos de ter aprendido algumas coisinhas.

  • Para se escrever épicos é preciso estofo, muito estofo, senão acaba tudo por ser uma salgalhada. Sabem porque é que há poucos épicos? Outro problema é a estrutura. O livro está divido em dois momentos: os dos Deuses em que conseguimos seguir a acção perfeitamente e o plano das personagens inventadas por McSilva que, quando bem estruturado, dá para entender. Principalmente quando se diz "Eu sou o X, filho do Y e venho de Z" Oh filho tu podes vir até do Céu, eu não quero saber de quem és filho se nunca mais na vida vou ouvir o nome do pai! Já parece o sr. que escreveu o livro lá no título!

  • O design interior podia estar tão melhor. Podia-se ter criado aquele ar medieval, antigo, trabalhado, mas não é um simples papel branco com Times New Roman... fantástico. Eu amo o Tiago da Silva, é um dos melhores artistas que temos, mas aquela capa não tem NADA a ver com o livro. Não confere metade do ambiente que o livro passa ao leitor. Um friso antigo com cenas de luta ou êxodo , uma imagem de um quadro mais antigo e clássico ou então uma gravura nórdica: algo mais propício ao livro. Penso que muitas pessoas compraram o livro a pensar que iam ler uma coisa e saiu-lhes outra.


Claro que não culpo sempre o autor! Aliás enquanto autora eu escrevo, não edito os meus próprios textos. Isso seria errado e parvo. Acho que as editoras têm de rever seriamente os livros e quando digo seriamente é ler com olhos de ler. O editor não leu este manuscrito senão tinha notado logo as falhas nas estruturas. Este livro é um livro que requer paciência, dedicação, uma mente vazia para carregar informação e não agrada a todos. Sabemos que as editoras o que querem é vender! Acho que o lesado aqui é mesmo o autor, o que me deixa mais uma vez a pensar que os portugueses só querem ver dinheiro à frente e estão-se a cagar (perdoem-me a expressão) para os autores.


Devem pensar "Ah publicamos isto assim, fazemos uns cortes ali, publicidade gira e o comprador adere." Ai pois adere, sim! E os críticos? Ah esperem, esqueci-me, não os há. Porque em Portugal o que é giro são as palmadas nas costas, e nem mesmo os homens têm tomates para dizer "Isto não é assim, isto tem de ser assim! Olhe e se fizesse assim e assado?" Mas não. Continuamos a publicar livros com défices por vezes de criatividade graves e neste caso, uma simples leitura do manuscrito dava para ver que havia muito trabalho pela frente! O que me enerva é que muitas vezes como a crítica portuguesa é na sua totalidade "blogues" sem o mínimo de formação literária, pensam que outros andam a nanar e fazem os autores passarem por parvos e pior as pessoas que gostam de ler e pensam e estão atentas à leitura! 


Espero que o autor publique mais alguns livros, visto que assim poderá provar o seu valor e evoluir. Não devemos encarar as críticas negativas como algo de mau. Passo semanas a darem-me nas orelhas até que me pergunto "Como é possível ainda ter auto-estima?" It's easy, I guess. Penso "Ok eles disseram que eu fiz isto, isto, e aquilo mal. Ok o que vou fazer para melhorar? Aquilo e bla, bla bla." Até porque fiquem com esta ideia de que se dizem muito bem de uma coisa facilmente, só mostram que são pouco ambiciosos e eu gosto quando as pessoas também provam o seu valor. Nunca pensem que os autores portugueses são só maus. Temos dos melhores do mundo, só que alguns precisam de mais trabalho que outros. Alguns podem ter tantas ideias que seja difícil colocar tudo no papel à primeira. Por isso para a frente que atrás vem gente. Vamos provar o nosso valor enquanto autores, enquanto pessoas que amam a Literatura e são devotas a ela.

Agradeço do fundo do coração a mensagem do Rodrigo McSilva que me levou a não desistir da leitura, quando estava tentada a o fazer, porque houve algumas páginas que "salvaram" a obra. O objectivo é mesmo este: não desistir e raise the bar as a high as possible! E agradeço à doçura de pessoa que me emprestou o livro e deve estar a pensar que fugi com ele!

Eu agora ando a escrever com o acordo ortográfico a tese, acho que sinceramente houve coisas que escrevi com o Acordo! Já ando tão trocada, nossa estou tão confusa!

Respostas ao passatempo de Neil Gaiman

Meninos e meninas a resposta à pergunta 4 não é EDGAR ALLAN POE! Gaiman leu Poe quando era pequeno, contudo isso não significa que este seja uma influência.

Aqui está a lista de influências referentes na Wikipedia:
Douglas Adams, Alan Moore, Jack Vance, Roger Zelazny,[1] Jorge Luis Borges, Ray Bradbury, various fairy tales, G. K. Chesterton, James Branch Cabell, Lord Dunsany, Harlan Ellison, Ursula K. Le Guin, Robert A. Heinlein, Shirley Jackson, R. A. Lafferty, C. S. Lewis, Terry Pratchett, H. P. Lovecraft, Michael Moorcock, Clive Barker, Dave Sim, Thorne Smith, J. R. R. Tolkien, Peter S. Beagle, Gene Wolfe, Lewis Carroll,[2] Gilbert and Sullivan[2], Tori Amos
Agora vamos lá fazer as coisas em condições :) Senão de 50 participações, só posso contar metade :(
Podem voltar a responder aqueles que têm errado

Tuesday, 10 April 2012

PASSATEMPO "A estranha vida de Nobody Owens"

Para comemorar os dois anos de sobrevivência do blogue, após ter dito mal do Martin, da Bishop de tudo e mais alguma coisa ainda há pessoas a lerem o que eu escrevo! Por isso nada melhor que fazer um passatempo: oh yeah. E qual o livro? Basicamente um de fantasia estrangeira, que seja leve de ler e ao mesmo tempo consiga captar em algures leitores uma reflexão mais profunda: ou seja mr. Gaiman!


Respondam às perguntas abaixo e ganhem 1 EXEMPLAR. Eu gostava de oferecer um em capa dura em inglês, mas entendo que nem todos se sintam confortáveis a ler em inglês. As respostas podem ser encontradas no site da Presença/ Amazon/ Wikipedia e por esse Google fora! Válido até 29 de Abril de 2012.



Ladrão de Cadáveres

Ladrão de Cadáveres
Patrícia Melo 
Páginas: 208
Editor: Quetzal
Preço: 15,55€

Sinopse: "O Pantanal - imenso, selvagem. Foi aqui, perto da fronteira da Bolívia, que o narrador desta história se refugiou, depois de implicado no assassínio de uma mulher na mega cidade de São Paulo. E foi aqui que só, nas margens do rio Paraguai, num domingo de sol, presenciou a queda fatal de um pequeno avião - o acontecimento que irreversivelmente lhe mudará a vida. Na mochila do piloto - único filho de uma família rica e poderosa - encontra um quilo de cocaína. Dias depois, o local do acidente é identificado, e constata-se o desaparecimento do corpo do piloto - e nessa altura um esquema macabro começa a ser urdido. O Ladrão de Cadáveres, o mais recente livro de Patrícia Melo, é uma mistura explosiva de temor, ganância, conspiração, sexo, corrupção, traição dos vivos e profanação dos mortos. Um romance de leitura compulsiva."
O novo romance de Patrícia Melo, Ladrão de Cadáveres (Quetzal), narra a evolução psicológica de Jonas, que vê a sua perspectiva sobre o Homem e sobre si próprio posta em causa após deparar-se com um corpo e, ao lado deste, um pacote de cocaína.
Via PNETliteratura

I'll keep an eye on this one!

Saturday, 7 April 2012

Floribela versão pseudo-steampunk

The Pearl savage
Savage #1
Tamara Rose Blodgett
Versão Kindle
Páginas: 276

Sinopse:
Seventeen-year old princess, Clara Williamson, lives an old-fashioned existence in a biosphere of the future. When her sadistic mother, Queen Ada, betroths her to an abusive prince of a neighboring sphere, Clara determines to escape Outside where savages roam free. Clara escapes tyranny only to discover the savages are not the only people who survived the cataclysmic events of one hundred forty years prior. Once Outside, Clara finds herself trapped, unable to return to the abusive life of the sphere while facing certain danger Outside. Can Clara find love and freedom with the peril that threatens to consume her?

Começo por dizer que descarreguei este livro para o KindlePC por se tratar supostamente de um livro Steampunk, ao qual pensei "Obá livros de steampunk de borla? Nossa Kindle assim você me mata e a minha tese também!" Ontem à noite depois de estar a trabalhar nas aulas decidi fazer uma pausa e comecei a ler no pc, para testar o nível de conforto do KindlePC. O início é bom: temos uma espécie de prelúdio que explica algumas coisas ao leitor, antes de o atirarmos para as feras. O problema é que ficamos por aí! Quando o livro começa mesmo a história assemelha-se mais a um conto de fadas do que propriamente a uma história steampunk. Aliás de steam não tem nada e de punk então muito menos.

Clara é uma personagem fraca, horrível que parece uma encarnação da Branca de Neve ou da Cinderella que é sempre mal tratada pela madrasta má, mas muito boazinha! Esqueçam! Vamos dizer que a Clara é uma espécie de Floribela, até porque aqui chama-se Frederic e é impossível não nos lembrarmos do Frederico! Temos então uma madrasta bêbada, um príncipe cruel e abusador, o melhor amigo de Clara que gosta muito dela, embora ela só goste dele como amigo (hello friendzoned guy) e temos ainda os "savages" que supostamente são um perigo e andam com muito pouca roupa. Os "savages" querem raptar a princesa Clara para negociarem com ela um tratado de paz e este processo é acelerado devido ao facto de Clara ter sido espancada pelo Frederico (se calhar a Floribela não se importava).

O world-build é escasso e o calcanhar de Aquiles de Blodgett. As descrições são poucas e só sabemos alguns detalhes do mundo através do narrador, especialmente quando Clara está confusa (estilo a Floribela) e não sabe o que se passa e então pergunta "O que raios se passa aqui? Estou tão confusa! Olhem que eu sou muito boazinha, mas de vez em quando também sou muito impertinente e respondona!" E então lá têm de dar mais um pedaço de informação para calar a miúda.

Um aspecto mais positivo da narrativa é sem duvida as personagens (sem ser a Clara, a madrasta e o Frederico) o clã selvagem tinha imenso potencial, que não foi bem aproveitado. ainda que sejam apelidados de selvagens os homens tratam bem as suas mulheres, devido ao facto de serem raras e nem todas poderem procriar e mesmo aqui o vilão nem sempre é aquilo que parece.

Resumindo o que começou com um conto de fadas típico, acabou com cenas eróticas (calma foram só beijinhos, de vários homens... uns atrás dos outros, STILL só beijinhos). Não sei se foi a intenção da autora criar uma história steampunk ou se simplesmente colocaram o rótulo pelos selvagens viverem de vapor (supostamente há uma personagem que diz isso, mas não há descrições nenhumas que evidenciem isso).

Adquiri o segundo volume que se encontra disponível na Kindle Store e a crítica do segundo ficará para uma próxima vez.

NOTA: "Olhem que eu sou muito boazinha, mas de vez em quando também sou muito impertinente e respondona!" Isto foi retirado de um sketch do Gato Fedorento "Floriseca 2"

Thursday, 5 April 2012

Reviews e quickies para breve

Isto com as "férias" da Páscoa a acabar, o tempo torna-se ainda mais curto por isso para breve (digamos entre meio e finais de Abril) irei postar as críticas dos seguintes livros:

  • Vaporpunk (só me falta mais duas noveletas *yey*)
  • Escritos dos Ancestrais
  • Abraham Lincoln: Vampire Hunter
  • John Carter
  • The Pearl Savage (lido, contudo retirei-o na categoria de steampunk, porque na minha humilde opinião, uma frase que diz "a nossa tribo vive de steam" e depois não mostra mais nada não se qualifica de Steampunk)


Devido ao facto do número 6 da Nanozine ser dedicado ao Steampunk irei postar apenas umas quickies sobre os livros:
  • Steaming
  • The strange case of Finley Jayne
  • Flash Gold
  • Wild & Steamy ( A Alexandra Rolojá leu para a Nanozine 6 e eu irei publicar mais tarde aqui a crítica)
  • Fox Chase
  • Viridis (A Alexandra Rolo irá lê-lo para a Nanozine 6 e eu irei publicar mais tarde aqui a crítica)
  • Clockwork chloe
  • Her own devices
  • Incarceron
  • Sapphique

Quem quiser ver o trailer do livro Incarceron publicado pela Porto Editora!



Bem isto já vai em 15 livros e eu só me comprometi a ler 50 este ano (e já vou em 24! The hell is wrong with me?) Relembrem que as quickies são críticas rápidas e dolorosas com o melhor e o pior dos livros!

Março:
8 livros lidos

Abril:
2 livros
2 contos
1 noveleta

Monday, 2 April 2012

An unexpected turn of paranormal romance





The Valorian Chronicles: 
Blood Secrets
Mahina’s Storm
The Vampire’s quest
The bewitching hour
The vampire’s kiss
Her darkest heart
Vivi Anna 
Editora: Harlequin

Que eu gosto da Vivi Anna já todos sabem, certo? Certo. Que os livros da sra. Não são assim nada demais, também! Então por que carga de água é que eu consigo ler os livros da mulher e pensar “Oh meu deus, tenho de escrever um artigo sobre isto!”? Em várias confissões, Vivi Anna escreve que se debate muitas vezes com o papel das suas heroínas. Como criar uma personagem feminina forte, independente, mas que não seja medonha e uma solitária? Como criar mulheres com opiniões fortes, mas que consigam atrair homens bonitos e inteligentes? Primeiro criamos um cenário numa cidade paralela: Necropolis. Uma cidade onde vampiros, lobisomens, bruxas e misturas entre bruxas e vampiros vivem em liberdade sem se preocupar com os humanos. As regras são claras, passar as fronteiras de Necropolis é completamente proibido, tal como os humanos não devem trespassar para o outro lado. Contudo quando uma série de terríveis homicídios acontecem, nem Caine Valorian (o chefe da equipa forense) parece conseguir resolver o caso. Para isso contam com a ajuda de Eve, uma hacker humana que trabalha para a polícia de St. Antonio. Óbvio que humana feminina + vampiro todo badass tipo CSI só pode dar num fim! Duh! Não é a história em si que nos leva a querer ler toda a saga de seguideira. Vivi Anna já me habituou às lições que minam a suas páginas de forma muito subtil. Os nomes de Eve e Caine são uma mistura deliciosa entre a primeira mulher que cometeu o pecado ao comer o fruto proibido e uma brincadeira com o facto de Cain ser uma personagem maldosa e como o causador de todos os males. Os dois em conjunto criam o casal perfeito moldado por Anna em direcção ao público-alvo de hoje em dia. Eve é apenas o primeiro exemplo da mulher nesta série. No resto de todas os números as personagens femininas ainda que independentes não conseguem resistir aos encantos dos homens. Outro aspecto positivo é o facto de Anna não deixar a parte mais erótica cair na banalidade. O sexo é uma consequência do amor que cada personagem nutre pelo outro. Se notarem bem não há cenas eróticas até as personagens estabelecerem bem os seus sentimentos. As cenas mais quentes surgem assim, na consequência do amor e da vontade das personagens preencherem um vazio dentro de si. Ainda que seja uma série light é bom notar uma autora preocupada em passar uma mensagem que não seja: olha sexo é bom porque o gajo tem um grande instrumento e é óptimo na cama! E é aí que eu descubro o porquê de adorar a mulher, se bem que os gajos são todos bons e extremamente sexys.


Em suma aspectos positivos:
  • Personagens femininas cuidadas;
  • World-build sólido que dá para trabalhar;
  • Cenas eróticas bem trabalhadas;
  • A voz do vilão é em dois volumes é forte, o que dá para alimentar a curiosidade do leitor;
  • O ritmo da narrativa não é nem muito rápido, nem lento!


Aspectos menos positivos:
  • A previsibilidade de algumas cenas;
  • O facto do processo de apanhar o "bad guy" não ser bem explicado;
  • Os gajos serem sempre N lindos, embora outro aspecto bom seja que não descreve o quão enorme e majestoso é o instrumento dos homens.


What? Desafio as escritoras a escreverem um personagem homem irresistível e que seja gordo, use óculos e seja nerd/ geek! Sem músculos! Sem vontade  fazer 500 flexões por dia! Sem necessidade de descrever todas as partes corporais do rapaz!
E agora vou ler o "Inferno" que é a sequência da Hell Kat!

Call for arms "punk"

Na sequência do desafio  Steampunk e da Convenção Steampunk Eurocon, na revista Nanozine decidimos fazer um apelo à comunidade literária em geral! Se após 5 edições temos dado alguma liberdade aos autores, não faz mal nenhum termos uma edição mais dedicada a um género literário, neste caso sub-género da fantasia e ficção científica: o punk. E por punk queremos dizer todo o tipo de punk! Seja ele com vapor, electricidade, solar, mais ecológico ou até quem quiser ser criativo e ir mais longe pode criar uma nova fonte de energia why not?


A Nanozine aceita neste caso:

  • micro-ficção(meia-página-1 página máximo)
  • contos (1-6 páginas)
  • poesia (odes ao vapor/ electricidade/ energia)
  • críticas (livros sobre a temática em qualquer língua: sejam livros ingleses, russos, portugueses, brasileiros, franceses etc)
  • artigos (sobre a temática em geral: sociedade/ world-build/ factos históricos/ literatura em geral)
  • Fotografia / arte (desenhos/ modelagem 3D/ fotografia/ manipulação de imagens)
Aceitam-se trabalhos até 31 de Maio e podem ser enviados através do e-mail: nanozine.web@gmail.com

Sunday, 1 April 2012

O amor sempre triunfa

 

Mil Noites de Paixão
Madeline Hunter
Páginas: 336
Editora: Edições Asa

Sinopse: Eles não têm absolutamente nada em comum. Lady Reyna é uma mulher virtuosa e erudita, que preferia morrer a quebrar uma promessa ou voto. Ian de Guilford é um sensual mercenário, um cavaleiro errante cujo temperamento fogoso lhe valeu a alcunha de Senhor das Mil Noites. Ela não conhecia a sua fama quando, fazendo-se passar por cortesã, transpôs as linhas inimigas com um plano desesperado para salvar o seu povo. Agora que está frente a frente com o guerreiro a cujos encantos, diz-se, é impossível resistir, Reyna apercebe-se de que subestimou o seu inimigo. Ele está decidido a tudo para subjugar a sua virtude. A bem do seu povo, ela não pode ceder... e a sua audácia leva-a a fazer algo com que nunca sonhou: pôr em jogo o seu coração.

Eu acho que nada me preparou para este livro! Li "O protector" da mesma autora e achei horrível! Decidi arriscar esta edição até porque a capa prometia (não há nada melhor do que colocar mamas numa capa para chamar à atenção). A verdade é que adorei! Nem eu própria acredito com a profundidade da história de amor. Esqueçam lá o Romeu e a Julieta que esses já não estão para as curvas! A verdade é que em "Mil noites de paixão" o amor é tratado com uma profundidade nunca antes vista nos livros de literatura light. Começamos com as personagens Ian de Guilford, um mercenário "todo bom" que possui muitos mais talentos que os corporais. É um homem bom, atencioso e extremamente carinhoso, enquanto Lady Reyna é uma mulher forte, independente e extremamente inteligente. A nível histórico não há nada a apontar, Hunter fez a sua pesquisa de uma forma eficiente e com bastante rigor histórico: os tecidos, as refeições. Eu sei que a história parece um bocado óbvia ao início, contudo Hunter guia-nos pelas páginas com sentimentos belos, usando palavras meigas para descrever a paixão tórrida entre os dois. O estilo de escrita da autora revela-se  adequado à altura, Hunter não só pesquisou os conteúdos históricos, como ainda a linguagem prosaica e arcaica, o que resulta numa obra complexa e difícil de ler. O leitor fica com esperanças que tudo corra bem no fim para os dois; a sensação que se acabar tudo bem, o mundo à nossa volta cai e nem conseguimos dormir direito a pensar "não é justo! Eles merecem um final feliz...". Creio que os caros leitores não se irão arrepender de ler tal história de amor que se revela intemporal. Julgo que preciso de mais um livro para verificar se esta não foi uma leitura off, mas se de facto os outros livros forem tão bons quanto este, a Madeline Hunter entra na lista das minhas autoras feministas favoritas!