Thursday, 27 December 2012

Dizem que tenho mau feitio, mas ...

Em primeiro lugar, quero apenas dizer que um livro que requer só e unicamente a técnica do tell + infodump  e espera que o leitor aceite as palavras nunca irá ser considerado bom. Em segundo, doi-me profundamente que eu leia autoras de romances light Harlequin-style que SABEM o que é um livro e sabem que acima de tudo um livro tem de ter uma história e uma estrutura. 

Lamento que muitos autores portugueses não saibam a estrutura clássica de uma história e pensem que um livro pode ser um apanhado de pensamentos e cenas pseudo-intelectuais - sorry boys and girls, no such luck.

Isto para avisar que, a partir de hoje, qualquer livro que tenha apenas a técnica do tell será deixado de lado sem o ter terminado e a crítica será: Não o terminei porque o/a autor/a não sabem escrever e pensam que sabem. Estou, literalmente, farta de ler IMENSOS* livros portugueses com tell e de ler livros a 2€ onde os autores esforçam-se para fazer show.

Also, quem disser "O tell é uma técnica como outra qualquer, tu tens é inveja, és uma merda" vai levar com livros de escrita criativa na tola para aprender a ficar calado!

Querem escrever, APRENDAM a escrever. Estou farta que os autores portugueses pensem que escrever é apenas quando se está inspirado. LEIAM, cultivem-se, não tenham MEDO de admitir que estudam literatura ou escrita. Porque ler livros que mais parecem composições de escola - NÃO. Sejam humildes, aprendam, cresçam, escrevam, mas não peçam a uma crítica que tape os olhos às coisas básicas de um livro.

Agora vou para o canto respirar fundo e ler o "A song for Lya" do George R. R. Martin.

*não digo todos porque sei que há autores portugueses que se preocupam em mostrar e desenvolver as suas histórias e personagens.

3 comments:

  1. Eu concordo mas acho que o Show vs Tell não se aprende. Ou se sabe fazer ou não se sabe.

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  2. Ninguém nasce ensinado, é um processo de aprendizagem como outro qualquer. Um autor que se iluda a pensar o contrário nunca evoluirá. Quem tem esse nível de arrogância esquece-se que existem Mozart’s neste mundo, génios com um incrível talento natural, mas são a excepção, não a regra.

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  3. Por isso é que há tantos escritores com E grande no mundo...

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