Tuesday, 6 November 2012

Ser como tu

Ser como tu
Miguel Almeida
Editora: Esfera do Caos
Páginas: 152

Sinopse:
Os poemas de Miguel Almeida transportam-nos por anseios e receios, por opções, feitas ou que ficam por fazer, que valem como outras tantas viagens de um Eu, numa busca constante de sentido para si próprio e para o Mundo.

Primeiro deixem-me dizer que depois de ler o Paradise Lost de John Milton, a leitura fica um pouco quebrada. Na verdade já não li poesia a alguns meses e já não estudo há algum tempo. Não vou começar a divagar de forma nostálgica o quanto eu me divertia a dissecar poesia de Pope, Wordsworth ou Florbela Espanca. Até me divertia a ler Antero (que riqueza de mocinho). 

Por isso a minha noção de poesia é esta: algo complicado, que leva tempo e pode ser esticada numa maca e dissecada até aos ossos. A visão de Miguel Almeida é diferente. Nota-se que escreve poesia não para que outros peguem nos seus poemas e o desmembrem. Não. A poesia é para ser lida e apenas saboreada sem racionalizar demasiado. De pouco adiantará ao leitor tentar entender as motivações do sujeito poético, ou até mesmo as escolhas de palavras. Na poesia de Almeida nada é complicado. O leitor deverá apenas ler os poemas e sentir as palavras invadirem a mente.

Pessoalmente, mete-me um pouco de impressão não poder ir mais longe e conseguir descortinar simbolismos. Contudo, poesia é bastante maleável e depende bastante da interpretação que cada um dá.

Outro livros de Miguel Almeida:
A cirurgia do prazer
O templo da Glória perdida
O lugar das coisas
Chireto
Contos do nosso tempo (organizador)
Palavras Nossas Vol. 1 & 2 (organizador)
Já não se fazem homens como antigamente



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