Wednesday, 21 November 2012

Depression

Depois de meses a ler e a escrever, sinto-me deprimida. Muito deprimida. Não sei se o factor dinheiro e ter emprego incerto ou o facto de estar a planear sair do país as soon as possible ou o facto de não saber neste momento o que fazer com a minha vida. Queria pedir um tempo e isolar-me durante 2 semanas, sem ver ninguém e ficar a morar sozinha. Os projectos estão quase acabados. A ISF vai nestas semanas, a Nanozine idem e a Fénix também estão quase pronta. Mesmo assim, mal consigo ler ou escrever. Tenho o livro suspenso porque não consigo escrever uma palavra. Abro o word, mas não consigo. Escrevo outras coisas, mas cedo perco a motivação para escrever.

Durante o estágio chorava bastantes vezes e embora estivesse sob pressão 8h por dia, agora é ao contrário. Não há pressão, não há... nada. Não acordo às 6h da manhã para ir dar uma aula, nem regresso ás 8 a casa completamente esgotada. Ando a dormir imenso uns dias, outros mal prego olho. Não como muito e outras vezes como este mundo e o outro. O Google dirá que é cancro ou gravidez (oh so wise), eu não faço a mínima do que se está a passar, mas não gosto.

Agora vou andar um pouco a escrever críticas para a Nanozine e dar alguma atenção ao número 8. Mesmo assim não queria desistir do Nanowrimo, queria escrever as 50 mil palavras da minha Adosinda... mas não sei o que fazer com ela. Nem sei o que fazer com a minha vida, quanto mais com a personagem. Especialmente quando após dizer a plot, o meu namorado achou o fim horrível. Estou a ficar bloqueada...

Ai, ai ruivas em depressão é do pior que existe.
Also, vou começar a escrever crónicas na Nanozine chamadas: Sem papas na língua... Acho que vão começar todos a pedir pelo Apocalipse em breve.

7 comments:

  1. Pelos visto o problema é que precisas de uma boa e saudável dose de pressão para te motivar. Por isso, vai, escrever 5 mil palavras hoje! Senão... Não sei... (*-.-), mas garanto-te que não queres descobrir!

    ReplyDelete
  2. Oh Ana, ainda é muito cedo para teres uma depressãozinha. Espera msis uns 35 anos a ensinar pequeninos trogloditas, a ficar horas e horas fechada na Escola a vigiar uma Biblioteca vazia, a servir de Tutora a alunos psicóticos, a aturar colegas neurasténicas, todas elas a funcionar à custa de "pastilhas", e mesmo assim, imbuídas dessa alegria artificial, virem declamar nas reuniões de ptofs, que "adoraram", simplesmente adoraram a aula que deram hoje. Horas de vazio conceptual. Horas a olhar para as paredes. Horas de invervalo sem poderes sair dali, a escutar as inócuas conversas de quem se sentou à mesma mesa, onde se discute com entusiasmo, quem anda a dormir com quem. Horas sem uma refeição decente. Horas a berrar até ficares sem voz.

    ReplyDelete
  3. Bom, e não é tudo. Horas perdidas a ensinar quem não quer saber. Horas a corrigir testes em branco. Horas perdidas no intervalo das horas de aulas sem poder sair dali. Sem tempo para uma refeição decente. Horas a aturar as conversas inócuas dos colegas sobre quem anda a dormir com quem. E nada de falar de livros ou filmes, pois eles, que nada lêem, levam a mal. Horas a aturar reuniões de grupo, disciplinares, de avaliação, de elaboração de conteúdos programáticos. Horas as sorrir para os colegas Avaliadores que decerto sabem menos do que tu. Horas acordada, noite alta, a pensar que logo pela manhãzinha vais ter de aturar a mesma turma que te chateou no dia anterior. Horas a sofrer de dores nos rins, nas costas, sempre de pé e com a voz a falhar. Horas sem tempo para leres e escreveres aquilo que mais gostas. Tirem-me desta cena, pensas. Beam me up, Scotty! Mas cada ano é sempre pior...

    ReplyDelete
  4. Ai, menina Ana. Ainda agora começaste. Quando a idade compulsiva da reforma aumentar para os setenta anos, ainda vais lá estar, a fazer precisamente o mesmo. Pensa bem. Quarenta anos de ensino. Ano após ano a mergulhar no caos da iliteracia. E isto se ficares colocada. Isto senão eliminarem as disciplinas que professas. Estás deprimida? Espera que o futuro caia sobre ti como uma bota cardada, como diria o Orwell. Pensa bem: não vale a pena ficares deprimida "agora". És novinha. Resiliente. Tens anos e anos de espera para enfrentares a verdadeira depressão em toda a sua glória.

    ReplyDelete
  5. Quanto à escrita, o tempo o dirá. Se a tua Adozinda não conseguir, tenta outra coisa. Lembra-te que tens nas Editoras inimigos ferozes. Vê os contos que o DN anda a publicar. São horríveis, não são? Mas os seus autores fartaram-se de ganhar prémios. É disto que o povo gosta. É disto que os júris dos Concursos gostam. Naturalmente chegou a hora de perguntares: valerá a pena lutar contra a queda da Noite? Se o teu namorado não gostou do final da Adozinda, muda-o. Ele é o público. Pode ser que ele tenha razão. Se achas que não tem, fica-te com ele. Lembra-te do caso deste teu velho Tio. O conto Disney no Céu foi rejeitado pela Rolim, in illo tempore. O Mário de Carvalho, que era o editor, rejeitou-o, alegando que não tinha estilo. Vinte anos depois foi publicado na Espanha. E o semanário El País adorou o conto. A vingança come-se fria. O que importa é esperar pelo momento certo.

    ReplyDelete
  6. Olá,

    descobri o teu blogue hoje por causa de uma pesquisa sobre as brumas de avalon (acabei de ler hoje). também já me senti assim. quero deixar uma palavra de incentivo e dizer que vai passar. :)

    tenho um blog e um canal literário no youtube (e que tal criares um?) wwww.youtube.com/amulherqueamalivros

    beijos

    ReplyDelete
  7. Hello,

    concordo com o Barreiros, és jovem demais para estar depressiva.

    O meu único conselho é:
    Emigra.

    Bjs e boa sorte!

    ReplyDelete