Thursday, 23 August 2012

A lady of resources...

“Her Own Devices” está como a água para o vinho do volume anterior. Se o primeiro livro da saga não é carne, nem peixe, neste segundo volume a autora assume uma identidade steampunkiana, completamente dedicada ao vapor e onde a personalidade de Claire está ao rubro.


 Muito mais independente, materna e respondona, Adina traz-nos um mundo com mais vapor, mais invenções e uma trama romântica que se adensa. A personalidade das crianças evidencia-se, tal como o de Claire que se torna mais mulher e adulta. As duas personagens masculinas que “lutam” por Claire mexem na cabeça do leitor. Não sabemos quem vai ganhar, mas torcemos por um que saibamos que irá dar um futuro de aventura e digno, longe da realidade (mas isto é punk ou quê?). 


 A nível de vapor mesmo, temos uma máquina que Andrew está a construir, cujo ambiente nos transporta para o século XIX e é impossível não imaginar algo retirado de um livro de Dickens. A máquina é o instrumento que Adina criou para não só apimentar a trama e fazer charactertwists (nem tudo é aquilo que parece), como ainda instituir no livro elementos que faltavam no anterior. 

 Este volume aproxima-se mais do ideal punk de Gail Carriger do que o anterior e deixa para trás todas as memórias do primeiro volume, abrindo a porta para um próximo com um teor quiçá mais exótico e mais perto de Priest. O fim deste volume levará às lágrimas todos os leitores, especialmente quando o terceiro livro da série só chega em Outubro.

Crítica publicada na Nanozine nº6

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