Monday, 11 June 2012

Kill me now!

Beguiling the Beauty
Fitzhugh Trilogy #1
Sherry Thomas
Páginas: 304
Editora: Berkley Sensation

Para justificar a escolha deste livro tenho a dizer que a culpa é desta capa! Antes de comprar a edição portuguesa, decidi verificar se a leitura valia a pena. Já me aconteceu ter lido o primeiro livro de uma autora, gostar e os seguintes serem uma bosta, este foi ao contrário. O primeiro livro foi tão mau... que deixei-o a meio!

A história supostamente pertence a um romance "histórico" light/erótico (estas categorias andam a ficar um pouco difíceis de entender).
O duque de Lexington apaixona-se perdidamente pela baronesa von Seidlitz-Hardenberg que supostamente já foi casada duas vezes. Sempre que o duque se tenta aproximar da senhora, pelos vistos esta encontra-se casada (é preciso ter azar). O duque, pelos vistos, é um arqueólogo e quando vai dar uma palestra, cospe veneno e humilha a baronesa (sem saber que esta está presente) ao dizer que conheceu uma senhora que parecia muito bonita, mas na verdade não passava de uma interesseira que casava com o mais rico... Envergonhada, a baronesa jura vingança. E (pergunta sem rasteira) qual a maneira mais eficaz de se vingar de um homem? Ora pois claro, vamos fazer com que ele se apaixone por mim e depois pumba, abandono-o. Óbvio que as coisas não correm assim tão bem e ambos acabam por se apaixonar e parei por aqui a leitura porque já me estava a enervar.

A baronesa é uma mulher retratada pela sociedade como alguém interesseira, mas na verdade não passa de uma santinha que, coitadinha não pode ter filhos e foi maltratada por um marido. Confesso que, ter colocado a condessa como alguém que gostava de arqueologia era um ponto a favor, SE  a autora não sofresse de burrice e tivesse despejado esse factor pela janela fora. Parece que a baronesa só gosta de arqueologia para colocá-la no sítio certo e surgir daí uma atracção para com o duque.

O duque é uma alface que só quer ter "le sexy time" com a rapariga estrangeira de sotaque estranho, porque já que ela abre as pernas para ele, há que aproveitar! Devo ser eu que sou esquisita, mas sou a única que se visse estes "heróis" masculinos na realidade, fugia deles a sete pés?

O que mais me enervou, confesso, foi a personagem feminina, que é burra que nem um calhau! Quando se quer vingar de uma pessoa, faz-se uma esperinha, coloca-se cianeto no chá, pega-se numa caçadeira e dá-se um tiro... agora não se vai para a cama com o dito cujo! Mas a personagem é TÃO inteligente e oh tadinha tão sofrida por não poder ter filhos que em vez de fazer algo da vida, anda atrás do duque.

Até entendia se me dissessem que isto seria uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade, a mulher que era pressionada a ter filhos e uma vida doméstica, mas erm... não me parece (pelo decorrer da história, que btw é histórico, mas não sei em que período, provavelmente victoriano?) que seja esse o objectivo. Acho que era mesmo contar uma história lamechas onde tudo está bem quando acaba bem. Até porque de histórico só mesmo os vestidos e alguns costumes, de resto não encontrei nenhuma marca que me levasse a crer que fosse ou Victoriano ou era Edwardiana. Se escrevam romances históricos ainda que light, tenham a decência de pesquisar a sério a época, porque senão parece algo fora do contexto.

Se ler o livro publicado pela Quinta Essência será emprestado.

1 comment:

  1. outra opiniao que nao vou ler porque estou mesmo ansiosa por le lo e por isso... ja volto

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