Monday, 2 April 2012

An unexpected turn of paranormal romance





The Valorian Chronicles: 
Blood Secrets
Mahina’s Storm
The Vampire’s quest
The bewitching hour
The vampire’s kiss
Her darkest heart
Vivi Anna 
Editora: Harlequin

Que eu gosto da Vivi Anna já todos sabem, certo? Certo. Que os livros da sra. Não são assim nada demais, também! Então por que carga de água é que eu consigo ler os livros da mulher e pensar “Oh meu deus, tenho de escrever um artigo sobre isto!”? Em várias confissões, Vivi Anna escreve que se debate muitas vezes com o papel das suas heroínas. Como criar uma personagem feminina forte, independente, mas que não seja medonha e uma solitária? Como criar mulheres com opiniões fortes, mas que consigam atrair homens bonitos e inteligentes? Primeiro criamos um cenário numa cidade paralela: Necropolis. Uma cidade onde vampiros, lobisomens, bruxas e misturas entre bruxas e vampiros vivem em liberdade sem se preocupar com os humanos. As regras são claras, passar as fronteiras de Necropolis é completamente proibido, tal como os humanos não devem trespassar para o outro lado. Contudo quando uma série de terríveis homicídios acontecem, nem Caine Valorian (o chefe da equipa forense) parece conseguir resolver o caso. Para isso contam com a ajuda de Eve, uma hacker humana que trabalha para a polícia de St. Antonio. Óbvio que humana feminina + vampiro todo badass tipo CSI só pode dar num fim! Duh! Não é a história em si que nos leva a querer ler toda a saga de seguideira. Vivi Anna já me habituou às lições que minam a suas páginas de forma muito subtil. Os nomes de Eve e Caine são uma mistura deliciosa entre a primeira mulher que cometeu o pecado ao comer o fruto proibido e uma brincadeira com o facto de Cain ser uma personagem maldosa e como o causador de todos os males. Os dois em conjunto criam o casal perfeito moldado por Anna em direcção ao público-alvo de hoje em dia. Eve é apenas o primeiro exemplo da mulher nesta série. No resto de todas os números as personagens femininas ainda que independentes não conseguem resistir aos encantos dos homens. Outro aspecto positivo é o facto de Anna não deixar a parte mais erótica cair na banalidade. O sexo é uma consequência do amor que cada personagem nutre pelo outro. Se notarem bem não há cenas eróticas até as personagens estabelecerem bem os seus sentimentos. As cenas mais quentes surgem assim, na consequência do amor e da vontade das personagens preencherem um vazio dentro de si. Ainda que seja uma série light é bom notar uma autora preocupada em passar uma mensagem que não seja: olha sexo é bom porque o gajo tem um grande instrumento e é óptimo na cama! E é aí que eu descubro o porquê de adorar a mulher, se bem que os gajos são todos bons e extremamente sexys.


Em suma aspectos positivos:
  • Personagens femininas cuidadas;
  • World-build sólido que dá para trabalhar;
  • Cenas eróticas bem trabalhadas;
  • A voz do vilão é em dois volumes é forte, o que dá para alimentar a curiosidade do leitor;
  • O ritmo da narrativa não é nem muito rápido, nem lento!


Aspectos menos positivos:
  • A previsibilidade de algumas cenas;
  • O facto do processo de apanhar o "bad guy" não ser bem explicado;
  • Os gajos serem sempre N lindos, embora outro aspecto bom seja que não descreve o quão enorme e majestoso é o instrumento dos homens.


What? Desafio as escritoras a escreverem um personagem homem irresistível e que seja gordo, use óculos e seja nerd/ geek! Sem músculos! Sem vontade  fazer 500 flexões por dia! Sem necessidade de descrever todas as partes corporais do rapaz!
E agora vou ler o "Inferno" que é a sequência da Hell Kat!

2 comments:

  1. Agora deixaste-me com vontade de ler esta série e eu já tenho guilty-pleasures que cheguem. :P

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  2. ja ca estao. ou ler yeeeey depois digo te o que achei

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