Saturday, 7 April 2012

Floribela versão pseudo-steampunk

The Pearl savage
Savage #1
Tamara Rose Blodgett
Versão Kindle
Páginas: 276

Sinopse:
Seventeen-year old princess, Clara Williamson, lives an old-fashioned existence in a biosphere of the future. When her sadistic mother, Queen Ada, betroths her to an abusive prince of a neighboring sphere, Clara determines to escape Outside where savages roam free. Clara escapes tyranny only to discover the savages are not the only people who survived the cataclysmic events of one hundred forty years prior. Once Outside, Clara finds herself trapped, unable to return to the abusive life of the sphere while facing certain danger Outside. Can Clara find love and freedom with the peril that threatens to consume her?

Começo por dizer que descarreguei este livro para o KindlePC por se tratar supostamente de um livro Steampunk, ao qual pensei "Obá livros de steampunk de borla? Nossa Kindle assim você me mata e a minha tese também!" Ontem à noite depois de estar a trabalhar nas aulas decidi fazer uma pausa e comecei a ler no pc, para testar o nível de conforto do KindlePC. O início é bom: temos uma espécie de prelúdio que explica algumas coisas ao leitor, antes de o atirarmos para as feras. O problema é que ficamos por aí! Quando o livro começa mesmo a história assemelha-se mais a um conto de fadas do que propriamente a uma história steampunk. Aliás de steam não tem nada e de punk então muito menos.

Clara é uma personagem fraca, horrível que parece uma encarnação da Branca de Neve ou da Cinderella que é sempre mal tratada pela madrasta má, mas muito boazinha! Esqueçam! Vamos dizer que a Clara é uma espécie de Floribela, até porque aqui chama-se Frederic e é impossível não nos lembrarmos do Frederico! Temos então uma madrasta bêbada, um príncipe cruel e abusador, o melhor amigo de Clara que gosta muito dela, embora ela só goste dele como amigo (hello friendzoned guy) e temos ainda os "savages" que supostamente são um perigo e andam com muito pouca roupa. Os "savages" querem raptar a princesa Clara para negociarem com ela um tratado de paz e este processo é acelerado devido ao facto de Clara ter sido espancada pelo Frederico (se calhar a Floribela não se importava).

O world-build é escasso e o calcanhar de Aquiles de Blodgett. As descrições são poucas e só sabemos alguns detalhes do mundo através do narrador, especialmente quando Clara está confusa (estilo a Floribela) e não sabe o que se passa e então pergunta "O que raios se passa aqui? Estou tão confusa! Olhem que eu sou muito boazinha, mas de vez em quando também sou muito impertinente e respondona!" E então lá têm de dar mais um pedaço de informação para calar a miúda.

Um aspecto mais positivo da narrativa é sem duvida as personagens (sem ser a Clara, a madrasta e o Frederico) o clã selvagem tinha imenso potencial, que não foi bem aproveitado. ainda que sejam apelidados de selvagens os homens tratam bem as suas mulheres, devido ao facto de serem raras e nem todas poderem procriar e mesmo aqui o vilão nem sempre é aquilo que parece.

Resumindo o que começou com um conto de fadas típico, acabou com cenas eróticas (calma foram só beijinhos, de vários homens... uns atrás dos outros, STILL só beijinhos). Não sei se foi a intenção da autora criar uma história steampunk ou se simplesmente colocaram o rótulo pelos selvagens viverem de vapor (supostamente há uma personagem que diz isso, mas não há descrições nenhumas que evidenciem isso).

Adquiri o segundo volume que se encontra disponível na Kindle Store e a crítica do segundo ficará para uma próxima vez.

NOTA: "Olhem que eu sou muito boazinha, mas de vez em quando também sou muito impertinente e respondona!" Isto foi retirado de um sketch do Gato Fedorento "Floriseca 2"

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