Thursday, 26 May 2011

Este não é o país onde eu vivo...



Estava eu no autocarro para ir até à faculdade quando oiço o seguinte diálogo:

- É hoje que a feira do livro abre?
- Epá acho que sim...
- Então os caixotes não ficaram danificados?
- Só eu e o Zé partimos uns 5 a festejar ...

Isto alto em pleno autocarro cheio... Tal como diria a escritora Ana Luísa Amaral "Este país maltrata a cultura, sempre a maltratou" e vai infelizmente continuar assim por muitos anos...

100 posts - 1 ano


Nem tudo começa por brincadeira, em Abril de 2010 fechei o meu outro blog "Awaken Spirits" para começar um novo inteiramente dedicado a livros... Nunca li muito, odiava ler até ter entrado para a faculdade de letras (ironia do destino para seguir ensino) e neste Verão tudo mudou e comecei seriamente a pensar seguir literatura, tal foi o meu entusiasmo pelo curso. Apesar do cantinho ainda ser pequeno e pouco reconhecido continua-me a dar um gozo enorme ler diversos livros e descobrir todos os meses autores novos ou simplesmente livros de autores já meus conhecidos. O tempo ultimamente não tem sido muito (até "esqueci-me" de fazer um post sobre o pseudo-aniversário) mas aos poucos consigo criar algo. Não só o blog está de parabéns, mas também confesso que nunca pensei que fosse manter um espaço destes aberto durante tanto tempo. O mais difícil está feito, agora é inovar aos poucos.

Um muito obrigada a todos os que visitam o blog.

Wednesday, 25 May 2011

So long and thanks for all the fish!


Há livros cujas críticas só são possíveis de escrever, passado algum tempo da sua leitura. Thank God it's Towel day! The hitchiker's guide to the Galaxy (ou "À boleia pela Galáxia" na edição portuguesa) foi o segundo livro de Ficção Científica que li (vamos deixar a discussão se H2G2 é mesmo FC ou não).

O livro começa com a Terra prestes a ser destruída e curiosamente é quando a personagem principalArthur Dent, descobre que o seu melhor amigo Ford, é na realidade um extraterrestre. Arthur Dent devia de agradecer esta amizade, já que Ford salva-o de ser destruindo juntamente com o seu querido planeta e começam ambos uma aventura de boleia pela Galáxia.

O que mais marca em H2G2 são as citações que ficam na cabeça e que podem ser usadas em contextos no dia-a-dia e as personagens altamente irreais e cómicas especialmente o Marvin que proporciona gargalhadas compulsivas com as suas depressões. Ao mesmo tempo Douglas Adams tem o dom de conseguir guiar o leitor para temas sérios como a vida: qual o seu significado e o que fazemos com ela? “Loathe it or ignore it, you can’t like it.” A resposta à pergunta “The Answer to the Great Question” pôs-me a pensar que a resposta está correcta - a pergunta é que está errada. Mas afinal a vida é mesmo assim, muitas vezes colocamos a pergunta errada. Queremos saber tudo – what’s the meaning of life? Why are we here? No fundo que nos interessa saber qual o significado da vida, se no fundo todos a ignoramos?

H2G2 não poderia deixar de, como já é tradicional neste género, fazer a ponte entre a inteligência dos humanos e extra-terrestres. Neste sentido os golfinhos são muito mais inteligentes que nós "whilst all the dolphins had ever done was muck about in the water having a good time. But conversely, the dolphins had always believed that they were far more intelligent than man — for precisely the same reasons.
The last ever dolphin message was misinterpreted as a surprisingly sophisticated attempt to do a double-backwards-somersault through a hoop whilst whistling the 'Star Spangled Banner', but in fact the message was this: So long and thanks for all the fish."

The hitchiker’s guide não é um livro fácil de digerir até porque peca por ser demasiado curto, com potencial para mais e embora tenha rasgos de genialidade é sempre complicado ficar com um sabor amargo na boca – queremos ler mais, mas gostaríamos que as personagens tivessem sido mais exploradas. Mesmo após meses da leitura terminada continuo a achar que o contributo mínimo de personagens do sexo feminino não lhe retira qualquer charme. Passados 32 anos desde a sua primeira edição, Douglas Adams deixou-nos motivos suficientes para carregarmos uma toalha pelas ruas e não entrarmos em pânico. Afinal o que é que o pânico resolve, quando o fim do mundo chegar?

Monday, 23 May 2011

The dispossessed

Com menos de 100 páginas lidas, só posso dizer que Ursula Le Guin é grande!

Sunday, 15 May 2011

No meio do homem reside (literalmente) toda a sua virtude

#1 Beyond the Highlander mist
#2To Tame a Highlander
#3The Highlander’s Touch
#4Kiss the Highlander
#5The Dark Highlander

Como o tempo em que lia livros em papel escasseia devido à quantidade de tempo que passo em frente ao pc ser completamente desproporcional, decidi começar a ler uns ebooks durante as minhas viagens de comboio, que raramente são uma animação. Comecei por ler dois ebooks da Lora Leigh que descartei por ser o típico gaja-inocente-meets-man-with-ZOMG-HUGE-PENIS! Acreditem ou não, take this advice for life, não há nada pior que mulheres passivas e submissas. Até porque a única coisa que nos passa pela cabeça no momento é: morram o mais rapidamente e dolorosamente possível!

Por isso peguei nos livros da Karen Marie Moning também para apalpar terreno quanto à escrita – o meu objectivo era ler o Darkfever primeiro. A verdade é que se cheguei até ao 5º livro é porque a série não é má, mas também não é nada de mais. Na minha opinião existe tantos factores positivos, como negativos e as personagens são o ponto principal, visto que a história é um pouco vira-o-disco-e-toca-o-mesmo.

Karen Moning aprendeu algumas coisas com a Meyer – especialmente no facto de as mulheres nunca serem nada de especial, mas aos olhos dos homens são sempre lindas e invejáveis (vá-se lá saber porquê). A verdade é que as personagens apesar de serem todas mulheres “modernas” e com uma língua afiada acabam sempre por sucumbir aos encantos que os corpos dos homens lindos emanam.

A esta hora do campeonato não sei se suspiro de alívio por algumas mulheres serem arqueólogas ou físicas (thumbs up for girls with brains and Phds) ou chorar por todos os homens serem o estereótipo de músculos, maravilhosos na cama e mandões.
O que torna a série comestível é mesmo o balanço que existe entre Mulher e Homem e pequenas alterações para que a saga não fique aborrecida. A fórmula é simples:

- Homem/Mulher viajam no tempo (ou para a Escócia do século XVI ou Escócia/América do século XXI);
- Homem e Mulher têm ambos personalidades ditas “fortes”: Homem é sempre todo bom e importante – mulher na sua opinião é normal – mas é sempre inteligente e pronta a mandar bitaites;
- Existe sempre um pouco de mitologia a brincar com o destino dos protagonistas;
- Eventualmente ambos cansam-se de brincar ao rato e ao gato e acabam na cama;
- Tanto a mulher como o homem adoram o sexo e sentem-se logo apaixonados e nas nuvens;
- Mulher/ Homem regressam ao seu mundo – o que deixa ambos muito infelizes;
- Em ALGUNS volumes – a mulher acaba grávida (de preferência de gémeos que é para mostrar o quão másculo é o seu homem).

O único volume da série que escapa um pouco a esta receita é o segundo: To Tame a Highlander.
Em suma a série é (so far) engraçada para quem gosta de ver estas dicotomias da projecção dos corpos tanto homem e da mulher, mas para aqueles que gostem de uma leitura mais profunda é dispensável.

Thursday, 12 May 2011

O amor insosso de Inês e Pedro

O Amor Infinito de Pedro e Inês
Luís Rosa
Páginas: 200
Editora: Presença

Não sendo nenhuma especialista em romances históricos, noto que a maior parte deste género em Portugal foca-se maioritariamente em pormenores históricos (datas, nomes) do que propriamente na história em si. Curioso ver que em "O amor infinito de Pedro e Inês" os diálogos são escassos e ocorrem entre Pedro e o Bobo, do que Inês e Pedro. As caracterizações indirectas e os acontecimentos serem todos apressados e relatados pelo narrador que parece ter de apanhar o comboio. Não há muito a dizer sobre o livro, o leitor tem a sensação de ler uma entrada de 150 páginas da Wikipedia onde nada é novo e as personagens estão amordaçadas à vontade do autor de contar a história de Pedro onde Inês é apenas uma personagem secundária.

Thursday, 5 May 2011

Karen Marie Moning








Para já estou a ler a saga de Highlander da Karen Marie Moning - no fim da semana conto fazer um balanço da série/ leituras. Para já posso adiantar que apesar dos livros serem satifatórios - o preço da edição portuguesa é irreal para a qualidade dos mesmos. Se quiserem ler os livros depois da crítica, comprem os livros de bolso em inglês. Os livros não valem mais de 5€ (que é quanto custa os livros originais).