Wednesday, 2 March 2011

Direitos de uma mulher moderna

A máscara do desejo
Sheri Whitefeather
Editora: Quinta Essência
232 páginas

Na sinopse lê-se: “os perigos do desejo e da sedução... Uma história de dois amores que têm de fazer uma escolha desesperada. Um amor infame que termina num duelo e num escândalo.” Muito sinceramente achei um bocado incompleta, mas sinceramente basta ler na capa onde diz “Romance sensual” e no verso “Aviso: este livro pode conter descrições explícitas de cariz sexual”... Primeira coisa que pensei quando li “This better has it, ‘cause I didn’t buy it for anything else.”

Só de pensar que em Abril do ano passado estava a ler Fanny Hill e no inicio achei estas coisas de livros eróticos bastante esquisita, hoje estou rendida a alguns livros, este é um deles. A constante mudança de tempo entre o nosso século com a história de Amber e os seus parceiros de menáge Luke e Jay, contrasta com o tom mais formal da história de Lady Ellen e o seu amante Curtis Well. Em ambos os tempos o amor é vivenciado de uma maneira diferente: se Lady Ellen sente uma paixão enorme por Curtis que com o tempo se tornará em desejo, Amber começa por ser uma mulher “moderna”, cosmopolita que não pensa em casar e por isso para não se entregar a um só homem decide durante um mês passar o tempo todo em casa de Jay e Luke entregue ao prazer sexual.

Claro que se virmos pela sinopse pensamos que o livro não tem muita história, não tem muita profundidade (não iremos comparar nunca a profundidade de um Henry Miller com a Sheri Whitefeather) mas existem pequenos bocados na história de Lady Ellen que fazem com que o leitor reflicta a importância do amor na nossa sociedade. Que tipo de mulheres são estas que fogem do casamento como se fosse uma coisa horrível? Uma mulher moderna terá de ser propriamente uma mulher que não quer compromissos e salta de homem para homem? Penso que Whitefeather foi bastante inteligente ao contrastar os tempos, pois se tudo está bem quando acaba bem ao longo das páginas senti que havia um tom de crítica face a algumas mulheres que descrentes do amor já não se entregam à paixão, mas sim só ao prazer mais “carnal”.

Um livro muito bom, com uma edição invejável, embora não aconselhe ás pessoas mais sensíveis ou pudicas, pois contém bastantes cenas de sexo e algumas asneiras que pode chocar as mentes mais frágeis.

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