Sunday, 30 January 2011

Wolfskin

Wolfskin
Light Isles 1#
Juliet Marillier
Editora: Tor Books
Capa: Kinuko Y. Craft

Sinopse: Longing to become a Wolfskin warrior in the service of the god Thor, young Eyving sets out with his older brother to a magical and fabled land, where he finds the seer and princess Nessa and is bound by a childhood oath to kill the only thing he has ever loved.


Para pesquisar mais informações sobre o período viking achei por bem ler outras histórias sobre este período e foi com enorme satisfação que soube que Juliet Marillier tinha escrito “Wolfskin”.

Penso que o fascínio suscitado ao lermos livro desta autora não é certamente a originalidade extenuante que nos leva a ler compulsivamente as suas obras. Há algo de mágico na maneira como Marillier escreve. Ainda que a autora use a mesmo fórmula várias vezes, penso que a mensagem que nos transmite é sempre renovada. Wolfskin com muita pena minha não tem temas feministas, ao contrário de “Cybele’s Secret” e “Heart’s Blood”, mas tem uma voz predominantemente masculina, o que deita por terra outras obras da autora, onde o autor autodiegético era sempre uma mulher. Em Wolfskin Marillier adopta o narrador heterodiegético para conseguir desenvolver rapidamente as duas personagens principais: Nessa e Eyvind.

Foi com alguma pena que notei bastantes críticas negativas a este livro - uns queixavam-se de demasiada política e batalhas, outros queixavam-se que havia demasiado amor e houve também quem dissesse que a química entre os dois protagonistas fora forçada. Se tivermos em conta que este fora um dos primeiros livros que Marillier publicou, penso que são de notar algumas semelhanças com os dois primeiros livros de Sevenwaters. Eyvind terá de ganhar a confiança de Nessa para conseguir protegê-la, o que levará algum tempo, enquanto Nessa terá o papel fundamental de revelar o mistério no fim.

Apesar de haver de facto bastantes descrições e este até ser um livro grandito, penso que “Wolfskin” encara bem o mote dos livros de Marillier “Trust is a thing you do without words.” São necessárias várias páginas, diálogos e situações para nos apercebermos que criamos uma ligação com as personagens sem nos apercebemos. O leitor deve sofrer ao ver o destino das personagens tomar caminhos separados e nesse momento desesperamos, devoramos as páginas até termos a certeza que ambas as personagens vão ficar bem... Embora não seja o típico recontar de contos de fadas de Marillier, quando chegamos ao fim mal podemos esperar pelo desfecho típico de um.

Senão de que nos adiantaria a ficção?

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