Tuesday, 30 November 2010

Sugestões de Natal I

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 200
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722342117
Colecção: Obras de Florbela Espanca
Preço: 12€11











Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 256
Editor: Livros Quetzal
ISBN: 9789725648223
Colecção: Série Língua Comum / José Luís Peixoto
Preço: 18€17













Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 152
Editor: 11 X 17
ISBN: 9789722521949
Preço: 6€06
















A história apaixonante da Rainha Santa Isabel, pela autora de "Afonso, o Conquistador"
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 400
Editor: 11 X 17
ISBN: 9789896371609
Preço: 10€09

Saturday, 27 November 2010

Nanowrimo day #4


Durante o mês tive bem mais trabalho do que o esperado :( Infelizmente e apesar de tudo ter corrido bem ao início, com a vinda de testes, apresentações e trabalhos para entregar desleixei-me tanto nas leituras, como na escrita. "Helgi e Herzeloyde" vai ainda a meio, mas hoje meto mãos à obra e penso chegar pelo menos ao climax da problemática do conto, depois é só enviar aos amigos para verem os prós e os contras e o que alterar... Escrever um conto tem muito que se lhe diga, bem sei que não se aproxima de um romance daqueles grandes, mesmo assim pode ter o mesmo efeito. Pelo que tenho lido nas Internets e por esses blogs fora, muitos leitores queixam-se que quando lêm alguns contos ficam sempre à espera de mais, o que piora ainda a tarefa. Como escrever algo que nos satisfaça, mas que também não deixe as pessoas a pedir por mais.

Quando reli os bocados que já tinha escrito para recontar as palavras, surgiram várias perguntas: será que esta parte está bem aqui? Será que as cenas de sexo estão demasiado seguidas? Conseguirão os leitores entender a personalidade de Helgi, ou vão achá-lo apagado? Se acharem, como vou mudar isso... por fim como não se agrada a gregos e troianos temos (escritores/ autores) que contar com a possibilidade destes quererem mudanças antes do conto definitivo ficar pronto. Até agora só recusei uma modificação no conto "Prisão de Gelo", onde me pediram para eu retirar a última parte.

Por isso posso dizer que cumpri bem os objectivos que tive para o Nano, ainda que nem sempre disponível para escrever freneticamente, a minha cabeça esteve sempre a pensar novas formas de evoluir e desenvolver a história.

Por vezes ao escrever as histórias e quando chego esgotada a casa das aulas e das explicações penso muito rapidamente em desistir do mestrado de ensino e correr para o mestrado de Estudos Feministas e estudar a fundo o que em casa estudo ao leve, mas depois penso na experiência que já acumulei num só semestre. Ao outro dia lá vou eu à minha vida outra vez com mais de 4 livros dentro da mochila e dezenas de .pdfs para ler no computador.

Thursday, 25 November 2010

Sexualmente explícito

Blood red
Vivi Anna
(Versão ebook)

Escolher um livro pode ser equiparado a escolher uma peça de roupa, olhamos, experimentamos, vemos se fica bem ou se volta para o cabide. Infelizmente devido à pequenez do mercado literário português muitos são os livros, que não podemos escolher e experimentar antes de comprar. Com uma crescente vontade de ler alguns “trashy” romantic novels escolhi um ebook da Vivi Anna para ter na lista dos livros a ler por pura curiosidade. Não tive de esperar para o livro chegar a casa e posso pegar nele em qualquer sítio. Já estive mais longe de estar tentada a comprar um “Kindle”, embora os preços não me agradem nem antes, nem depois das promoções.

Blood red narra a vingança do Capuchinho Vermelho (Blood red) agora já adulta, contra o Lobo mau (Wolf) devido à morte da sua avó. Após anos de treino e de se tornar numa máquina assassina e rancorosa, Blood Red vê a sua oportunidade chegar numa noite. Mas algo corre mal... Sensual, sexualmente explícito e com uma versão twisted dos irmãos Grimm, a prosa de Vivi Anna peca pela pouca mestria na escolha das palavras, que muitas vezes tendem a repetir-se de forma desnecessária e pela rápida sucessão de eventos. No geral é um mau livro para classificar mesmo a nível de palavras. Todo o livro está dependente do leitor e parece-me que os de Vivi Anna estão ainda mais dependentes. Engane-se quem pega no livro a pensar que vai ter uma Angela Carter a seu dispor, ou mesmo uma Anne Rice com a “Sleeping Beauty”, contudo e a nível de estudo de género, “Blood Red” tem os seus momentos altos. O corpo físico de Red é livre e ela usa-o como lhe apetece, não tem medo de dormir com um desconhecido, nem mesmo de prover prazer ou beijar mulheres. Se no fim, a prosa de Vivi Anna será simplesmente “cheap” ou no fundo poderá ser visto à luz de alguns estudos, terá de ser deixado para futuras leituras dos livros da mesma. Para já garanto que encontrarão um pouco de tudo: violência, ménages, sexo oral e uma “tentativa” de violação.

Sunday, 7 November 2010

E agora algo completamente novo

Fenix fanzine
Nº 0
Coordenada por Álvaro Holstein

Aquando a Tertulia do fórum BBDE em Braga, estive presente quando anunciaram a criação da Fanzine Fenix. Com o meu exemplar debaixo do braço dei uma vista de olhos pela revista no comboio de regresso ao Porto. O design do interior está bastante bom, melhor do que se pode julgar pela capa. Embora este projecto seja algo pequenino, o que se deve julgar é a qualidade dos textos e mandar o design por algum tempo às ortigas e mergulhamos de cabeça em direcção aos trabalhos.


O Satélite de Natal
João de Mancelos



Já tinha travado conhecimentos com o professor João Mancelos através das participações do mesmo no fórum nacional “Escreva”. O seu currículo preenchido influenciou certamente a minha leitura, que manteve-se neutra. O conto está bom e o final é de facto um ponto a favor na narrativa pequenina, mas apela pouco ao leitor.

A fabulosa raça das Ratazanas
Joel Puga



Já referido pelo autor como um conto que precisava de alguma revisão, penso que essa revisão seria crucial no fim do conto, que pareceu feito às três pancadas. Não encontrei marcas do Joel Puga, principalmente comparando com outros contos. Se querem realmente ler algo bom para além do texto publicado na Antologia da Edita-me, penso que não devemos esperar muito até ver o Joel Puga em acção.

O homem das Terças-feiras
José Pedro Cunha



A partir da primeira frase “O meu melhor cliente nunca comprou nada” adivinha-se um pouco como a coisa se desenrola vai desenrolar, embora não tão directo em relação ao tema fantasia/ FC é dos melhores textos da revista. Bem escrito, engraçado, com um tema agradável.


O roubo dos figos
Marcelina Gama Leandro



Com um ambiente infantil e fantasioso conhecemos o amigo da Maria, o “Kni” que gosta de comer figos. Comparando com o texto da mesma autora no Jornal “Conto Fantástico” penso que o leitor termina a leitura não tão abruptamente, mas ficamos a mastigar o fim, o que é bom. Questionamo-nos quem é o Kni, será só um amiguinho imaginário, será alguma criatura fantástica?


E agora algo completamente diferente
Regina Catarino



O melhor texto da revista. Já tinha adorado o texto da mesma autora no Jornal “Conto Fantástico”, mas desta vez em vez de uma despedida trágica, temos o nonsense a funcionar. É, de facto, algo diferente e bastante revigorante.

A separata "PUMBA!" também merece algum destaque. Apercebi-me que a literatura Fantasia/ FC em Portugal é como a politica - carece de humor. Para que a situação se inverta espero mais desenhos e caricaturas para o próximo número.

Apesar do preço da Fanzine ser "simpático" - 2€ - os métodos de pagamento não são os melhores e a fanzine não se encontrar disponível em FNACS e Continentes, nem nas esquinas próximas, mesmo assim este tipo de projectos é de aplaudir, para não enjoarmos sempre dos mesmo autores e das mesmas pessoas. Escusamos de ter de ler sempre livros de autores X, que estão à venda nas mesmas livrarias. Não há nada melhor que ler um conto, de pessoas novas.

Saturday, 6 November 2010

Nanowrimo #2

O terceiro capítulo está quase escrito :) Ler o "Avalon" e ter estudado durante três meses literatura medieval alemã ajudou imenso. Enquanto ando a ler o Tropic of Cancer, ajudou também a ter umas noções de como escrever sobre sexo sem cair na ordinarice - o que pode parecer um bocado estranho devido à linguagem que Henry Miller usa, principalmente devido ao uso quase abusivo das palavras "cunt" e "fuck". Anyway quase a chegar às 3 mil palavras comecei a duvidar o que fazer com o conto, pensei em enviá-lo para a Dagon, contudo se pensarmos que na definição de fantasia segunda a Wikipedia, que já salvou o curso a muita gente:

"Stories involving magic, paranormal magic and terrible monsters have existed in spoken forms before the advent of printed literature. Homer's Odyssey satisfies the definition of the fantasy genre with its magic, gods, heroes, adventures and monsters."

Well, the problem is não há monstros, não há magia... mas também não é um conto histórico... assim sendo acabo sempre por debater o mesmo. Escrevo algo, cujo género é uma salgalhada e acabo por perguntar-me: Há alguém que queira ler o que escrevo?

Monday, 1 November 2010

Nanowrimo day #1

Bem o desafio do Nanowrimo já começou e apesar de ter estado todo o dia ocupada a trabalhar ainda tive hipótese de escrever alguma coisinha. Comecei com vários planos, mas à medida que vou avançando, vejo que vou cortar muita coisa que escrevi e vou adicionar quando o Nanotime acabar. Começo a entender muito bem o porquê de não me dar bem com estes projectos. Se de um modo é uma excelente maneira de me fazer escrever, por outro a velocidade e o facto de nem sempre estar inspirada. É verdade que num ano é mais fácil haver espaço para inspiração do que num mês. Este ano se conseguir escrever os dois contos e ainda mais dois que tenho planeado, torna-se no único ano em que escrevi mais. Está certo que são contos... pequenos, com menos de 10 mil palavras... mas hey se demoro por vezes meses para escrever um conto, não admira que demore quase uma década para pegar num livro.