Friday, 30 April 2010

O leitor

Der Vorleser
Bernhard Schlink
Editora: Diogenes Verlag
Páginas: 206
Preço: 7€35



Existem livros que nos marcam, uns porque nos identificamos com as personagens, outros porque trazem-nos memórias e existem outros que são simplesmente obras-primas tão bem elaboradas, que mesmo não vivendo as situações descritas, o leitor é levado pela corrente de palavras e situações sem se conseguir libertar. "Der Vorleser" é o que eu consideraria um "page-turner" inteligente. "Page-turner" devido ao seu enredo viciante, pseudo-policial e inteligente porque é preciso um "background", digamos assim, histórico e cultural para entender o cerne da questão.
Michael Berg é um estudante de quinze anos perfeitamente normal, que quando teve icterícia fora ajudado por uma mulher estranha. Esta mulher, misteriosa e mais velha que ele (trinta e seis anos) é uma simples revisora de eléctrico, bastante inteligente, com uma personalidade cativante e autoritária. Michael Berg não passa de um simples estudante, que não tem nada de brilhante. Mas ambos apaixonam-se, Michael por a mulher se sensivelmente mais velha e ter um ar sedutor natural; enquanto que a mulher adora ouvi-lo ler em voz alta no banho. Porém a paixão entre Michael e Hanna poderá ser entendido como um "plot secundário" para a verdadeira questão do romance: a vergonha.

Spoilers Alert:


A vergonha em "Der Vorleser":

O livro é composto por três partes: a primeira foca a relação entre Michael e Hanna; a segunda parte gira em torno do julgamento de Hanna e a terceira será talvez as consequências que o julgamento trouxe para o narrador e para a mulher. A sentença dada pelo tribunal a Hanna pelo seu passado no campo de concentração como guarda apresenta um lado moral e um lado mais policial. Na relação com Michael, este confessa sentir várias vezes vergonha quando o casal discute, sendo o homem quem cede sempre. De certa maneira Hanna representa o Passado, o Nazismo que já acabou, mas que continua sempre presente na memória das pessoas. Anos após a fuga de Hanna, Michael não a consegue esquecer, lembrando-se quase de apenas fotografias da sua ex-amante em várias posições. A memória funciona como uma espécie de lição. Temos de nos lembrar dos horrores do Holocausto para podermos aprender com os erros do passado. Mas "Der Vorleser" lida não só com este passado, como também com a vergonha que esta geração teve de lidar. Também na Primeira Guerra Mundial os filhos culpavam os pais da guerra e aqui Michael é obrigado a condenar o pai, mesmo sabendo que ele não teve culpa nenhuma das atrocidades e pior, também ele fora injustiçado durante o Nazismo. Existe a vergonha do passado e também a confusão do lidar com o mesmo. Como reage a geração pós-Holocausto? Que rumo deverão estes jovens tomar, quando a inocência do mundo está em falta? A vida nunca fora a mesma pós-Auschwitz e nem poderia ser. Em vez de ignorar este período terrível da história da Humanidade. Schlink convida-nos a fotografar as imagens para recordarmos sempre o que aconteceu.

Por outro lado já referi as marcas de romance policial, embora seja só uma percentagem muito pequena. Mesmo assim temos: um crime, um(a) culpado(a) e uma sentença. Não temos motivo. Hanna e outras mulheres são acusadas de negligência, por terem deixado centenas de prisioneiras morrer no campo de concentração quando, segundo os advogados, as senhoras teriam a chave para impedir a tragédia. Schlink constrói um enredo inicial emocional à volta da figura de Hanna, uma mulher capaz de amar, mesmo com a sua personalidade brusca, e depois julga-a como criminosa, numa teia sem motivos ou verdadeira culpa. Quem não seguia o que o regime ditava era obviamente preso e mandado para os campos de concentração. E neste clima nocivo para a sociedade e para um país, onde todos tiveram culpa, ou porque participavam nas acções ou porque simplesmente ignoravam o que se estava a passar, Schlink fornece esta personagem para questionar também um pouco a justiça. O Tribunal não sabe que Hanna é analfabeta, algo crucial para a sua sentença. O juiz tem de julgar Hanna sem conhecer alguns factos. Sendo Hanna analfabeta e uma mulher, cuja pensamento critico é nulo, como poderia esta mulher ir contra o Nazismo? Como poderia o povo alemão ir contra algo que era superior a eles? E nós leitores que não somos juízes, mas sabemos algo que eles não. O leitor é agraciado com o segredo que poderá salvar a vida de Hanna. Mas não é só a vida de Hanna que está em jogo, mas sim a dignidade manchada de uma mulher, cujo Passado a persegue. Portanto em "Der Vorleser" o romance policial não tem uma estrutura "clássica", mas sim laivos que levam o leitor a pensar na Justiça.

Fim de Spoiler

Devo confessar que adorei o livro (ainda não vi o filme), mas vou de certeza ler mais sobre esta belíssima obra de Schlink e devo dizer que é um livro que não pode deixar nenhum leitor indiferente.


Wednesday, 28 April 2010

Greve de comboios afecta leitura

Os efeitos da greve dos transportes públicos não se fizeram sentir só a nível de transporte, mas também a nível literário. Como eu também muitas pessoas lêem no comboio, autocarro ou até nos barcos que apanham em Lisboa, e aproveitam para por a leitura em dia. O que acontece, porém quando os transportes faltam? Muitos utilizadores desenterram o carro da garagem e inundam as estradas com os seus "pópós". Sei que nem todos somos iguais, mas deverá existir mais pessoas como eu que enjoam quando tentar ler sequer uma receita culinária no carro e digamos que não será a melhor sensação do mundo vomitar devido à leitura. Sendo assim um número de pessoas que lêem no comboio, autocarro etc ficaram igualmente prejudicados. Hoje de manhã fiz as contas um pouco à pressa:
- Passo pelo menos duas horas por dia em viagens de transportes públicos;
- Nessas duas horas consigo ler mais ou menos dois capítulos dependendo da extensão destes;
- Costumo também ler à noite um pouco antes de ir para a cama;
- Sem comboio vi-me com duas horas a menos (ou seja dois capítulos a menos por dia) o que por si só já é um atraso bastante significativo.

Como vêem uma greve tem mais efeitos negativos do que pensam e quando os sindicatos disseram que ninguém ficou prejudicado, eu digo que as minhas leituras diárias foram drasticamente prejudicadas.

Monday, 26 April 2010

Livros que me marcaram: Moon Palace

Moon Palace
Paul Auster
Editora: Faber and Faber
Páginas: 320
Preço: 8€47 (sujeito a alteração)



ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Sendo Marco Fogg órfão de pai e mais tarde de mãe, a única figura paterna está presente na imagem do Uncle Victor. Julgando o pai morto, Fogg tenta procurar a identidade do seu pai para reforçar a sua. Com a misteriosa morte do Uncle Victor anunciada pelo sargento Neil Armstrong (paródia ao astronauta), em vez de preencher os espaços em branco da sua vida, Fogg inicia um processo de esvaziamento e de desfragmentação. As luzes neon das letras do restaurante chinês “Moon Palace” são equiparadas aos olhos de Deus, parecendo dar algum alento à sensação de vazio. No entanto Fogg ao não conseguir superar o grau 0 da existência, não consegue tirar partido das possibilidades mágicas do neon. Ao ser despejado do apartamento, o senhorio Simon Fernandez compara o seu quarto a um caixão revelando o grau de desalento a que Fogg chegou. O espaço adquire agora um valor mais simbólico, passando do seu apartamento - caixão para as ruas de Nova York. Associada à imagem da cidade e das ruas está o sentimento de alienação (exteriorizando o “eu”) junto com o contraste – deserto.

A experiência da Caverna

Central Park constitui um refúgio onde Fogg consegue ter alguma privacidade, articulando melhor os seus pensamentos. Ao afastar-se da sociedade Fogg sente que não é necessário justificar os seus motivos confinando um sentimento de liberdade. Esta primeira versão da caverna não é, contudo a primeira imagem de caverna em “Moon Palace”: Marco Fogg parece habitar numa espécie de caverna platónica desde criança, onde vivendo com na ignorância da sua verdadeira identidade, inventa mundos próprios aparentemente perfeitos para não só fugir da realidade, como também com o objectivo de transcender o mundo. A caverna em Central Park é uma prova que Fogg se submete para testar os seus limites. Ao cair nos espaços em branco por preencher, Fogg dá uso à palavra através de monólogos/ solilóquios; ao falar em voz alta frases mais ou menos consequentes, Marco Fogg conquista o seu espírito e apresenta uma demanda não de identidade (neste caso específico), mas da palavra. Central Park pode ser visto como um oásis dentro da cidade actuando como espaço de transição entre o estado psicológico de estar vivo e morto. A caverna funciona como uma última morada para Fogg em conciliação com o quarto-caixão funcionando igualmente como uma espécie de túmulo. Mencionamos anteriormente a comparação entre a caverna de Fogg e a caverna de Platão 1 o sol actua como a única salvação do protagonista e a lua encarna o poder divino dos dois “o”s associados aos olhos de Deus.
Existem também alusões Bíblicas ligadas à experiência de Fogg na caverna, nomeadamente o episódio bíblico de Jonas. A baleia (tal como a caverna) não funciona como agente destruidor, mas sim de salvação. Tal como Fogg, também Jonas é salvo pela misericórdia de Deus.
A experiência solitária de Marco Fogg não deve ser tida em conta somente como negativa, por vezes este corte total com o mundo é necessário para se ter uma maior noção da realidade. Através do salvamento de Fogg por obra do acaso através de Zimmer e Kitty, Marco Fogg termina a sua descida aos Infernos, conclui também o seu tempo de hibernação. Após ser salvo, Fogg terá de recuperar a noção do espaço/ tempo que perdeu ao despojar-se de tudo e reduzir-se aos delírios e alucinações. Quando Fogg tem de visitar o psicólogo do exército para se alistar sabemos os motivos pelos quais Fogg aguentou a experiência nihilista. Marco Fogg estaria muito provavelmente à procura de algo positivo no mundo, algo que o possibilitasse de transcender. A casa de Thomas Effing será o espaço onde Fogg conseguirá preencher os espaços em branco (através da escrita do obituário). A relação entre Fogg e Effing é constituída através de palavras e silêncios. Fogg sente-se atraído pela figura misteriosa de Effing, no entanto não consegue penetrar na mente (caverna inacessível) de Thomas Effing.

O obituário segundo Thomas Effing

O processo da segunda educação segundo Effing inicia com um período de leitura de livros onde o tema é sempre a viagem – quer seja física, mental, real ou imaginária – seguido de um passeio exterior onde Fogg será os olhos de Effing ao descrever o mundo e as coisas. (citação) Fogg terá de aprender a ver para além das aparências. Ao mandar Fogg observar o quadro de Blakelock “Moonlight, Fogg sai do museu exausto. Segundo Platão a ascensão para a iluminação é algo de penoso. Fogg tem por fim a possibilidade de conseguir transcender a realidade.
Um dos episódios mais marcantes de “Moon Palace” é o processo de escrita do obituário de Thomas Effing. Dá-se inicio a uma série de histórias, declarando uma lição e prova de vida incitando Fogg a escrever igualmente a sua. Apesar das histórias terem um raciocínio e a narrativa estar dependente de avanços e recuos (analepses e prólepses) a verdade histórica está sujeita a interpretações ou até mesmo dúvidas. Sabemos que Thomas Effing (dado que o verdadeiro nome será Julian Barber, mantenhamos por enquanto o nome “actual”) era pintor, que abandonou a sua família para dar inicio a uma viagem acompanhado de outros dois viajantes. Após um companheiro ter perdido a vida (sendo que o outro companheiro desertou) Julian Barber sozinho encontra uma caverna, pertencente a um eremita morto (assassinado pelos irmãos x) e absorve a sua identidade (e mantêm o nome do eremita). Embora a caverna para Fogg tenha sido um sítio de devaneios e alucinações, o deserto para Effing constitui um lugar de revelações e aprendizagem.A viagem que Effing efectua é derivada por uma demanda do vazio, pelo nada sem Deus, onde há uma estética do vazio (deserto). A caverna do Eremita é igualmente um lugar de morte e de substituição de identidade. Thomas Effing serve-se da arte (pintura/ escrita) como uma força libertadora/ criadora e energética. Existe uma correspondência entre a escrita/ pintura; palavra/ imagem onde Thomas Effing dá rédea solta à sua criatividade.
Tal como o uncle Victor deixou a Fogg como testamento a história da América, o deserto é o legado que Effing transmite ao seu neto para lhe transmitir a sua visão, de modo que este aprenda a “ver”. Ao passar pela caverna Effing guia-nos até um espaço a explorar, até ao mito das origens. Effing usa a pintura para ultrapassar os obstáculos: ele sabe que o seu fim está a chegar, contudo também sabe que está isolado e protegido de olhares. Através da arte e do seu poder de observação Effing consegue penetrar no mundo, tenta conhecer-se a si próprio e tenta como o seu neto transcender o limite. A imaginação de Effing é algo inesgotável. A solidão do deserto é, para Effing algo de positivo.
Há um paralelismo entre a história de Effing e Fogg:
 O deserto real ou metafórico do avô e a experiência de Central Park do neto;
 Tal como o avô fica enclausurado na imensidão dos desfiladeiros, o neto sente-se enclausurado nos arranha-céus de Nova York.
 Fogg quando sai da caverna, não evolui; por outro lado Effing consegue romper com a sua vida e identidade antiga.
 Effing apresenta uma ruptura; Fogg continua o seu percurso descontínuo
 Effing resume-se à aparência enquanto Fogg é a essência

O obituário de Effing acaba por apresentar um mundo caótico onde as palavras limitam a realidade. Quando Fogg decide levar a história de Effing à realidade, acabando por não encontrar a caverna (que entretanto ficou submersa) tranformando-se num mito semelhante ao da Atlantida. Sendo assim a ficção sobrepõe a realidade.
A imagem da caverna une as três gerações: Julian Barber/ Solomon Barber/ Marco Fogg; enquanto a caverna é um testamento e um código genético.

A lua em “Moon Palace”

A lua é um dos símbolos – em conjunto com a caverna – que aparecem frequentemente em “Moon Palace”. Desde a referência inicial ao restaurante chinês na qual os olhos de Deus são comparados ao néon, até à lua no quadro de Blakelock “Moonlight”, que se assemelha a um buraco ou ao próprio olhar de Blakelock.
A lua acompanha Marco Fogg em conjunto com as outras personagens, acompanhando as mortes e os renascimentos e até a própria América. “Moon Palace” inicia a história com a chegada do homem à lua e termina com Marco Fogg a olhar para a mesma. Na figura da lua existe um quê de viagem cósmica, algo mágico e feminino. Existe um mundo sujeito a exploração que remonta não só ao início da América, mas também aos anos 60. O próprio quadro de Blakelock apresenta uma influência romântica.
Tanto a presença como a ausência da lua tem uma influência sob Fogg provocando a desintegração mental. Também a própria cabeça de Solomon Barber faz lembrar a lua, incorporando a lua em si próprio. A lua poderá ter três possíveis significados:
 Circularidade;
 Criação artística;
 Momentos de (não) utopia

Se pensarmos não só na circularidade mas também na ciclicidade, vemos as três gerações com o seu padrão de parentalidade: paternidade recusadas.
A lua:
 Representa a morte/ vida/ renascimento;
 Influência não só a arte, como a escrita, inspirando as personagens a transcender.
 É parecida com a terra, existindo vários desertos;
 Alia-se à lua de Julio Verne onde se transmite a ideia de que a lua é a ultima fronteira a expandir e ultrapassar;
 Possibilidade de realização da utopia extrema;

A ciclicidade das gerações acaba com Fogg a ser o único a atingir o Pacífico: Thomas Effing não vai para além do deserto; Solomon Barber acompanha o seu filho na reconstrução da viagem mítica de seu pai acabando por ser metaforicamente enterrado pelo seu filho. Marco Fogg é o único que não desiste e vais mais longe.
A ideia de fronteira constitui uma distopia; a última fronteira a ultrapassar já fora explorada. Há agora uma banalização do sonho americano – através da figura do Tenente Neil Armstrong – que é um simples anunciador do fim da utopia americana. Se analisarmos profundamente as próprias palavras “Moon Palace” representam algo de utópico, algo que invoque o mito americano. Os olhos de Deus no néon velam, por assim dizer, o sonho perdido da América.O deserto nunca pode ser uma marca de utopia.
Em tom de conclusão a lua procura envolver o romance em algo harmonioso, mostrando as diferentes faces de “Moon Palace” e Paul Auster.




Algumas sugestões

O homem de Pequim
Original: Kinesen
Henning Mankell
Editora: Presença
Páginas: 524
Preço: 20€61

Sinopse: Em Janeiro de 2006, uma pequena aldeia no Norte da Suécia assiste a um massacre sem precedentes. Dezanove pessoas brutalmente assassinadas é o balanço final. A polícia inclina-se a pensar que só uma pessoa com perturbações mentais poderá ter levado a cabo tamanho acto de violência, mas Birgitta Roslin tem outra opinião. Ao ler a notícia no jornal e se aperceber que tinha relações de parentesco com duas das vítimas, Birgitta decide investigar por conta própria - e tudo indica que também ela se poderá em breve tornar um alvo… Publicado em cerca de 20 países, O Homem de Pequim é mais um thriller magistral de um dos dez autores que mais venderam na Europa em 2009.
(sinopse retirada do site da Presença)

Para quem gosta de Romance Policial e quer ler algo mais do que Stieg Larsson, aqui fica um autor recomendado.


Alice eu fui
Original: "Alice I have been"
Melanie Bejamin
Editora: Presença
Páginas: 360
Preço: 14€32

Sinopse: Alice Eu Fui é uma biografia romanceada de Alice Liddell, a criança que inspirou o grande clássico da literatura infanto-juvenil Alice no País das Maravilhas. É a primeira vez que a história é contada do ponto de vista irreverente da própria Alice - agora uma octogenária que olha em retrospectiva para o seu passado e reflecte sobre a jornada extraordinária que foi a sua vida para além do País das Maravilhas. Com uma intriga bem construída, esta narrativa explora a natureza elusiva e indecifrável do amor e da sexualidade, presentes na psique humana desde a infância e ajuda-nos, através dos factos narrados, a compreender os assombros e os abismos, as passagens para o outro lado do espelho. História de amor e mistério literário, esta obra entretece com brilhantismo factos e ficção para captar o espírito apaixonado de uma mulher verdadeiramente inspiradora.
(sinopse retirada do site da Presença)

Para quem adorou o livro de Lewis Carroll "Alice in Wonderland" esta compra poderá revelar-se talvez uma surpresa ou uma desilusão. A nossa mente está cheia de imagens criadas por nós próprios e quando essas imagens são destruídas, cria-se um certo vazio.



O Espelho Negro
Crónicas de Bridei - volume I
Original: The Dark Mirror
Juliet Marillier
Colecção: 11*17 Bolso
Páginas: 664
Preço: 10€80


Escócia, século VI. Bridei tem quatro anos quando os seus pais o confiam a Broichan, um poderoso druida do reino de Fortriu, com quem aprenderá a ser um homem erudito, um estratega e um guerreiro. Bridei desconhece que a sua formação obedece ao desígnio de um concelho secreto de anciãos e que está destinado a desempenhar um papel fundamental no destino do instável reino de Fortriu. Porém, algo irá mudar para sempre o seu mundo e, provavelmente, arrasar os planos de Broichan: Bridei encontra uma criança, ao que tudo indica abandonada pelos Boa-Gente. Todos concordam que o melhor será assassiná-la, mas Bridei decide salvá-la a todo o custo. E assim, ambos crescem juntos, e a bebé Tuala transforma-se numa bela mulher. Contudo, Broichan presente o perigo que ela representa, pois a jovem poderá vir a ter um papel importante no futuro de Bridei... ou causar a sua perdição.
(sinopse retirada do site bertrand.pt)

Como apreciadora dos livros de Juliet Marillier não posso deixar de revelar o quão satisfeita estou, já que o mercado e os leitoras parecem apreciar a prosa leve e interessante da escritora neozelandesa.