Saturday, 4 December 2010

So long brainless zombies!

Boneshaker (1)
Cherie Priest
Editora: Tor books
Páginas: 416
Género: Steampunk

Sinopse: Seattle - século XIX, Leviticus Blue é contratado pelos russos para criar uma máquina de quebrar gelo para desenterrar ouro, assim nasce o Boneshaker, mas algo corre mal. Quando o Boneshaker emerge das profundidades lança um gás, que quando inalado começa a consumir aos bocados partes do corpo, com isso nasce os “rotters”. Passados quinze anos a viúva de Blue, Briar, vive em dificuldades com o seu filho Zeke. O facto de ser a viúva de Blue não ajuda em nada a sua fama e com uma guerra civil, as coisas tornam-se ainda mais difíceis, mas Zeke está decidido a voltar para Seattle e mostrar que o seu pai foi na verdade um herói. Com uma máscara de gás, mapas e uma pistola, Zeke parte para dentro das muralhas onde o gás - blight - se espalha e onde os “rotters” povoam o que resta da cidade. Cabe a Briar partir em busca do seu filho para que ambos saiam vivos da cidade.

Ainda não editado em Portugal, Boneshaker é um livro que promete. Nomeado para um Nebula e um Hugo Award prova que steampunk é um género que tem força suficiente para emergir das sombras para assumir identidade própria num país onde a proliferação do próprio género em que o steampunk está envolvido ainda é nula. As vozes queixam-se que em Portugal, a FC está em coma, contudo também existem faltas de incentivos. Scott Westerfeld já tem uma vasta obra publicada, contudo Boneshaker nem sequer data tem.

A demanda de uma mãe em busca do filho, misturado com zombies e uma Seattle “underground” tecnologicamente avançada constituem os encantos deste primeiro livro da série. Briar carrega o peso de um filho adolescente e de um destino que não foi ela que começou e apesar das personagens não terem uma caracterização directa, através da evolução da história, notamos que Briar fica na mesma. Inicia a sua demanda como uma mãe protectora e cumpre a sua função até ao fim. É Zeke, quem maioritariamente sofre a evolução. Parte como um jovem rebelde com uma intuição para o perigo, para no fim regressar já sabedor de toda a história em torno do Boneshaker e de seu pai. Sublinho também o jeito de Priest para criar uma sociedade nova quase mergulhada na anarquia, onde reina a sobrevivência dos mais fortes. Não pensem que todos os habitantes fugiram da cidade, tal como os gauleses muitos mantiveram-se quase indestrutível e lutam diariamente pela sobrevivência, contando apenas com a blight para fazer "sap". Para melhorar a vida de Briar e dos habitantes de Seattle, os "rotters" são velozes e transformam-se cada vez mais rápido e quando aliciados podem até subir escadas. Os canais e o ambiente claustrofóbico que as máscaras de gás provocam, aumentam a velocidade da narrativa, culminando com um fim aberto, que deixa um sabor agridoce no leitor.

Um bom livro para se iniciar no subgénero de Steampunk ao contrário do “Leviathan” do Westerfeld, onde a prosa é claramente dirigida a crianças, mesmo assim pode não ser para todos, nem para aqueles mais exigente e experientes na área do Steampunk. O segundo livro da série já se encontra disponível.

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