Saturday, 7 August 2010

Filha do Sangue

Filha do Sangue
Jóias Negras I
Anne Bishop
Tradução: Cristina Correia
Género: Fantasia
Páginas: 384
Editora: Saída de Emergência

Atribuir notas está-se a tornar cada vez mais uma tarefa ingrata para com as obras que tenho lido. Quando acabei de ler “Filha de Sangue” não sabia que nota dar. Após várias opiniões favoráveis decidi dar uma chance ao livro e até meio a história desiludiu-me.

Inicialmente a história parece levar-nos por um livro dominado por mulheres, onde podemos, por momentos, pensar que se tratará de uma utopia feminista, onde as mulheres lideram os homens, no entanto quando mais se lê só existe uma palavra que define quase todas as mulheres adultas “cabras” (em inglês seria “bitches”) . A maioria das mulheres são pessoas horríveis, que conseguem dominar os homens a partir do seu “anel de obediência” que está atado ao orgão genital, o que mudou de repente a visão do mundo de utopia a distopia. Este primeiro volume parece-se com uma espécie de preliminares, que simplesmente lucra através de possíveis ameaças, que o leitor por vezes falha em compreender.

Sem as descrições fornecidas pela autora, as personagens parecem por vezes ocas nos seus discursos. Daemon é poderoso, terrível, contudo as suas acções para com Janelle são sempre as mais amáveis e nem de longe se parece com alguém temível. Em certos aspectos lembra Heathcliff de “Wuthering Heights” sem a mestria de Emily Brontë. Os temas são sem duvida o ponto forte: pedofilia, perda da virgindade, a autora consegue desenvolver temas relacionados com o sexo de uma forma agradável, por vezes sem pensar nas consequências que terá Daemon beijar na boca uma rapariga de doze anos.

Um livro com altos e baixos, mas que deixa uma premissa boa para um segundo volume, que será adquirido através dos livros de bolso 11x17.

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