Friday, 24 May 2013
Tidy Friday #12
Bem eu hoje acordei fantástica e assustei o pessoal no Facebook com a minha boa disposição. Ontem foi dia do autor e do abraço e embora eu tenha abraçado a minha irmã, aqui vai um grande abraço para todos vocês!
Thursday, 23 May 2013
A lenda de Artur contada como romance histórico

O rei Inverno
Bernard Cornwell
Editora: Saída de Emergência
464 páginas
Sinopse:
Uther, Rei Supremo da Bretanha, morreu, deixando o seu filho Mordred como único herdeiro. Artur, o seu tio, um leal e dotado senhor de guerra, governa como regente numa nação que mergulhou no caos - ameaças surgem dentro das fronteiras dos reinos britânicos, enquanto exércitos saxões preparam-se para invadir o território. Na luta para unificar a ilha e deter o inimigo que avança contra os seus portões, Artur envolve-se com a bela Guinevere num romance destinado a fracassar. Poderá a magia do velho mundo de Merlim ser suficiente para virar a maré da guerra a seu favor? O primeiro livro da Triologia dos Senhores da Guerra de Bernard Cornwell lança uma nova luz sobre a lenda arturiana, combinando mito com rigor histórico e as proezas brutais nos campos de batalha.
O rei Inverno é o primeiro livro da Trilogia dos senhores da Guerra. Com um início bastante lento e que por vezes tornou a leitura demorosa, o que torna o livro bastante atractivo é a forma como Cornwell dá atenção aos detalhes históricos, visto que a história é mesmo quase uma introdução às personagens e ao setting.
Este livro representa aquela pergunta que muitos historiadores colocaram: e se o Rei Artur tivesse existido mesmo? Na verdade, As Brumas de Avalon sempre tiveram um lugar especial no meu coração por se tratar de uma obra feminista, ao passo que o Rei Inverno é uma obra bastante realista, onde as personagens não se demonstram com grande afectividade, exceptuando Artur.
Na verdade, o Rei Inverno apresenta-se bem como um livro com temas medievais bastante fortes como o amor embora não o amor cortês tipicamente medieval. Derfel, o narrador, apaixona-se por Nimue, ainda que não seja correspondido, Nimue é apaixonada por Merlin e a sua amante, enquanto o amor de Artur causa a guerra. Como sempre a paixão leva as personagens a cometerem tanto actos de bravura como de estupidez. A personagem do narrador Derfel nota-se bastante esta estupidez em arriscar a vida para salvar o seu amor, e que ao mesmo tempo o torna incrivelmente corajoso. A questão da knighthood também se revela através da personagem de Arthur. Ele não aparece como rei, mas sim como um cavaleiro com uma visão utópica do reino e pouco violenta.
Apesar de tudo, é um livro que me custou bastante a ler por causa da velocidade incrivelmente lenta com que as coisas acontecem e não pelo conteúdo em si. Os detalhes históricos são absolutamente deliciosos e as imagens criadas por Cornwell vivas e fáceis de imaginar. É engraçado como muita gente que se calhar não gosta das Brumas de Avalon, irá gostar certamente deste por ser mais “másculo” e menos fantasioso. Se querem algo real, detalhado e não se importam que a acção seja lenta, O Rei Inverno é para si!
Wednesday, 22 May 2013
Nos terraços da revolução
“Queria mostrar um lado do Irão normalmente escondido do grande público – as suas pessoas calorosas, cómicas e generosas.”
Terraços de Teerão
Mahbod Seraji
Editora: Presença
Páginas: 344
“Terraços de Teerão” encontra-se como oposto de uma imagem criada pelo mundo ocidental do mundo oriental. Sou daquelas pessoas que sempre que vai ver um filme onde os mauzões terroristas (sim porque homens orientais mauzões têm de ser terroristas) são os iranianos/iraquianos ou afegão rolo os olhos. Por isso, “Terraços de Teerão” é uma lufada de ar fresco no meio de livros e mentalidades que visam o Oriente como os maus da fita.
Em vésperas da revolução de 1979 que destronou o Xá, Seraji mostra os ideais de um grupo de jovens adultos divididos entre a ocidentalização do seu país e as suas tradições. Durante a história várias críticas são tecidas a estes dois extremos: o extremo dos professores de Ahmed e Pasha que acreditam que a matemática (a razão) e a obediência resolvem todos os problemas, elogiando as ruas dos Estados Unidos e a disciplina dos ocidentais que quando vêem um semáforo vermelho param. A crítica feita aos casamentos arranjados, que o próprio pai de Pasha diz já ser antiquado e que os pais deviam de quebrar com essa tradição e uso da burqa, que no fim representa um elemento libertador ao contrário da conotação negativa.
Seraji constrói duas histórias de amor bonitas, ensinando ao Ocidente que numa terra de um ditador com a SAVAK às costas a controlar o regime nada consegue impedir que os jovens pensem por si. Pasha, Ahmed, Iraj e o Doutor são símbolos da revolta iraniana contra um regime ditatorial. Embora Pasha seja uma espécie de ponte harmonizadora entre Irão e Ocidente, o Doutor tem um misto de ódio e fascínio com a Ocidentalização. Todos eles sofrem com o regime e mesmo aqueles que não são considerados inimigos do Xá, sofrem com a prisão e tortura de pessoas amigas por lerem livros proibidos. A revolta na cabeça destes jovens apega-se ao leitor e tal como Seraji envia uma mensagem de esperança para o seu país, sentimos que no fim também queremos que Irão mantenha a sua identidade, sem o sufoco que foi o regime de Pahlavi.
O amor é um dos principais temas do livro. O amor jovem de Ahmed e de Pasha prende-nos e ensina. O amor é aquela estrela que tal como no telhado de Pasha guia os jovens quando o seu mundo à volta parece ruir ou esmaga-los.
A mulher tem bastante poder na prosa de Seraji: é ela que escolhe quem amar e casar, ela pode-se manifestar através da sua dor, é ela que opta pela burqa para se esconder ou para se salvar. Ao contrário do que muitas vezes vemos, a mulher tem poder e consegue usá-lo para se manifestar.
Terraços de Teerão é um livro muito bonito e obrigatório para quem quer conhecer o outro lado do Oriente, um lado que embora nem sempre bonito, acaba por passar uma mensagem de esperança para o futuro. Ainda que o futuro de Pasha seja o nosso presente e este não tenha sido concretizado, há sempre jovens prontos a lutar pelo futuro do seu país.
NOTA: Para quem não sabe, o Xá Mohamed Reza Pahlavi foi condecorado com a medalha da Ordem de D. Henrique em 1967.
Monday, 20 May 2013
Um instante de amor (From the land of the moon)
Um Instante de AmorMilena Agus
Editora: Presença
Nº de Páginas: 96
Sinopse:
Um Instante de Amor conta-nos a história de uma mulher extraordinária que viveu em Cagliari, na Sardenha, durante a Segunda Guerra Mundial. A rigidez do meio onde nasceu não se compadece com a sua natureza sonhadora e romântica e, embora seja extremamente bonita, os homens estranham-na, e o amor teima em fazer-se esperar.
Primeiro de tudo, não leiam o resto da sinopse. Esta parte é óptima e o resto da sinopse mata o twist final que torna este livro delicioso. O livro é pequeno, por isso a crítica não vai ser daquelas coisas grandes. Começo por dizer que não li a sinopse, mas quando vi o número de páginas pensei imediatamente: argh provavelmente vai ter infodump ou vai ser todo em tell. Acertei na segunda. Embora o livro seja de facto escrito através da escrita do relato pela neta, ainda bem que o é. De facto, um instante de amor, pode à primeira vista parecer um daqueles romances “blitz” quase insta, mas na verdade o livro falar sobre a infelicidade do amor e a dificuldade em conseguir apaixonar. A personagem da avó é ao mesmo tempo um misto de fascínio e a mistura entre realidade e ficção dentro da ficção está bastante bem feito. Aliás é essa fronteira entre as personagens e entre a ficção que mexe com sentimentos como desilusão, esperança e amor.
Tal como aconteceu com o livro da Agatha Christie “Noite sem fim”, Um instante de amor tem um twist final que rouba toda a esperança que o leitor depositou durante o livro. As 92 páginas são suficientes para conseguir fazer um tumulto de sentimentos dentro de nós, pegando em temas simples e com personagens empregando bem uma técnica tão mal amada pelos autores e leitores.
Só por isso, “Um instante de amor” merece ser lido e saboreado mesmo depois de terminado.
Entretanto, já passei metade do livro "Terraços de Teerão" e vou começando a escrever a review porque tem de facto bastantes coisas para pesquisar a nível histórico do Irão.
[AVISO] Problemas com o gmail
Não sei o que se passa com o e-mail do Illusionary pleasure mas pelos vistos não anda a enviar e-mails/receber ás vezes (anda muito selecto). Por isso todos os manuscritos/serviços/ livros para review que queiram que eu faça podem ser enviados para o e-mail: anafferreiradias,arroba,gmail.com.
Boas leituras!
Friday, 17 May 2013
Tidy Friday #11
Bem depois de ir buscar encomendas, andar a ver e-mails, atender chamadas, beber café abanquei! E que comece a gloriosa Tidy Friday sobre guerra: Norte versus Sul!
Sim vocês gente do Sul, que nos roubam as apresentações dos autores internacionais *vai chorar para o canto* Mas falando de coisas felizes!
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